Violência

Publicado: maio 16, 2012 em Violência

 

 

Sociologia

Professor:  Marcos Charges sobre Violência

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Violência

O que é violência? Segundo o Dicionário Houaiss, violência é a “ação ou efeito de violentar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém); ato violento, crueldade, força”. No aspecto jurídico, o mesmo dicionário define o termo como o “constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém, para obrigá-lo a submeter-se à vontade de outrem; coação”.

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) define violência como “a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis”. Mas os especialistas afirmam que o conceito é muito mais amplo e ambíguo do que essa mera constatação de que a violência é a imposição de dor, a agressão cometida por uma pessoa contra outra; mesmo porque a dor é um conceito muito difícil de ser definido.

Para todos os efeitos, guerra, fome, tortura, assassinato, preconceito, a violência se manifesta de várias maneiras. Na comunidade internacional de direitos humanos, a violência é compreendida como todas as violações dos direitos civis (vida, propriedade, liberdade de ir e vir, de consciência e de culto); políticos (direito a votar e a ser votado, ter participação política); sociais (habitação, saúde, educação, segurança); econômicos (emprego e salário) e culturais (direito de manter e manifestar sua própria cultura). As formas de violência, tipificadas como violação da lei penal, como assassinato, seqüestros, roubos e outros tipos de crime contra a pessoa ou contra o patrimônio, formam um conjunto que se convencionou chamar de violência urbana, porque se manifesta principalmente no espaço das grandes cidades. Não é possível deixar de lado, no entanto, as diferentes formas de violência existentes no campo.

A violência urbana, no entanto, não compreende apenas os crimes, mas todo o efeito que provocam sobre as pessoas e as regras de convívio na cidade. A violência urbana interfere no tecido social, prejudica a qualidade das relações sociais, corrói a qualidade de vida das pessoas. Assim, os crimes estão relacionados com as contravenções e com as incivilidades. Gangues urbanas, pixações, depredação do espaço público, o trânsito caótico, as praças malcuidadas, sujeira em período eleitoral compõem o quadro da perda da qualidade de vida. Certamente, o tráfico de drogas, talvez a ramificação mais visível do crime organizado, acentua esse quadro, sobretudo nas grandes e problemáticas periferias.

Hoje, no Brasil, a violência, que antes estava presente nas grandes cidades, espalha-se para cidades menores, à medida que o crime organizado procura novos espaços. Além das dificuldades das instituições de segurança pública em conter o processo de interiorização da violência, a degradação urbana contribui decisivamente para ele, já que a pobreza, a desigualdade social, o baixo acesso popular à justiça não são mais problemas exclusivos das grandes metrópoles. Na última década, a violência tem estado presente em nosso dia-a-dia, no noticiário e em conversas com amigos. Todos conhecem alguém que sofreu algum tipo de violência. Há diferenças na visão das causas e de como superá-las, mas a maioria dos especialistas no assunto afirma que a violência urbana é algo evitável, desde que políticas de segurança pública e social sejam colocadas em ação. É preciso atuar de maneira eficaz tanto em suas causas primárias quanto em seus efeitos. É preciso aliar políticas sociais que reduzam a vulnerabilidade dos moradores das periferias, sobretudo dos jovens, à repressão ao crime organizado. Uma tarefa que não é só do Poder Público, mas de toda a sociedade civil.

Questões Sobre o Texto ( Atividade para ser realizada no caderno)

1. Segundo o texto como podemos conceituar o fenômeno da violência?

2. Quais são as formas de violência tipificadas como violação da lei penal?

3. Quais são as principais conseqüências da violência urbana segundo o texto?

4. Quais são as medidas apontadas por especialistas para combater a violência tanto nas grandes cidades como nas cidades medias ?

Tipos de Violência

Violência é todas as ações que machucam as pessoas de alguma forma,sendo com palavras,agressões e injustiças da sociedade.Todos temos direito de sermos livres de qualquer tipo de violência,porém ainda existem pessoas que sofrem com isso.

 Violência Estrutural e Sistêmica: Ela se expressa pelo quadro de miséria, má distribuição de renda ,exploração dos trabalhadores,crianças nas ruas,falta de condições mínimas para vida digna,falta de assistência em educação e saúde.Trata-se,portanto,de uma população de risco,sofrendo no dia-a-dia os efeitos da violação dos direitos humanos,confirmando as palavras de Mahatma Gandhi: a pobreza é a pior forma de violência. Apesar desse tipo de violência acontecer os presos ainda saem impunes do crime.

Violência Doméstica: Violência Doméstica é o abuso do poder exercido pelos pais ou responsáveis pela criança ou adolescente. Existem vários tipos de violência doméstica: violência física (bater, beliscar, empurrar, chutar), a violência psicológica (xingar,humilhar,agredir com palavras),o abuso sexual,a negligência e o abandono.

Em termos estatísticos,no Brasil,cerca de 70% dos casos de  violências contra crianças e jovens tem os pais como agressores.Essas agressões,em geral descontroladas,são consideradas como medidas de educar e disciplinar,próprias do poder dos pais.No encontro,com freqüência,tais “medidas educativas” ultrapassam o razoável e tornam-se atos violentos de abuso do poder parental.

Muitos dos crimes investigados,ocorreram na própria casa das crianças (44,3% dos casos) comprovando que o ambiente doméstico é,em muitos casos,perigo e não proteção para as crianças.

Violência Verbal

A violência verbal normalmente se dá concomitante à violência psicológica. Alguns agressores verbais dirigem sua artilharia contra outros membros da família, incluindo momentos quando estes estão na presença de outras pessoas estranhas ao lar. Em decorrência de sua menor força física e da expectativa da sociedade em relação à violência masculina, a mulher tende a se especializar na violência verbal mas, de fato, esse tipo de violência não é monopólio das mulheres.

Por razões psicológicas íntimas, normalmente decorrentes de complexos e conflitos, algumas pessoas se utilizam da violência verbal infernizando a vida de outras, querendo ouvir, obsessivamente, confissões de coisas que não fizeram. Atravessam noites nessa tortura verbal sem fim. “Você tem outra+o)…. Você olhou para fulana+o)… Confesse, você queria ter ficado com ela (e)” e todo tido de questionamento, normalmente argumentados sob o rótulo de um relacionamento que deveria se basear na verdade, ou coisa assim.

A violência verbal existe até na ausência da palavra, ou seja, até em pessoas que permanecemem silêncio. Oagressor verbal, vendo que um comentário ou argumento é esperado para o momento, se cala, emudece e, evidentemente, esse silêncio machuca mais do que se tivesse falado alguma coisa.

Nesses casos a arte do agressor está, exactamente, em demonstrar que tem algo a dizer e não diz. Aparenta estar doente mas não se queixa, mostra estar contrariado, “fica bicudo” mas não fala, e assim por diante. Ainda agrava a agressão quando atribui a si a qualidade de “estar quietinho em seu canto”, de não se queixar de nada, causando maior sentimento de culpa nos demais.

 

 

Atividades

1.O que é violência estrutural? Em sua opinião quais as conseqüências que esta  traz para nossas vidas?

2.Comente ( Mínimo 5 linhas ) A frase de Mahatma Gandhi: “a pobreza é a pior forma de violência”.

3.Comente algum caso de violência domestica que você tenha presenciado ou ouvido falar . Qual a punição, você acha, que deveria ser aplicada a quem comete este tipo de violência ?

4.O que você entende por violência verbal e o que faz para evitar ser vitima e de cometê-la?

5. Segundo o texto a maioria dos casos violência contra crianças, adolescente  e mulheres ocorrem dentro de casa e são praticadas por pessoas do próprio grupo familiar. Qual sua opinião sobre a recente lei que proíbe os pais de punirem seus filhos por meio de castigos físicos? Você acha que esta lei pode resolver em parte a questão da violência domestica?

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

Se uma criança chegar a casa com um olho roxo ou com nódoas negras no corpo, os pais ou educadores aperceber-se-ão e, provavelmente, procurarão intervir. Se essa criança estiver a ser alvo de bullying na escola, isto é, se estiver a ser vítima de agressões e intimidação por parte de membros do seu grupo de pares, os adultos têm um papel importante no sentido de a ajudar a enfrentar o problema. Mas o que acontece se a intimidação e as agressões não se consumarem através de “carolos” e pontapés?

O bullying directo é apenas uma das formas de agressão a que as crianças e jovens estão expostos. O bullying social, marcado pela violência psicológica, é mais frequente entre as moças e pode ser mais difícil de identificar. É caracterizado por:

* Espalhar boatos acerca da vítima.

* Isolamento social da vítima – o grupo de pares recusa-se a conversar/ interagir com a pessoa em causa.

* Gozar com características específicas da vítima, normalmente através do sarcasmo e desprezo. O “alvo” da crítica pode ser a raça, a religião, uma peculiaridade física ou a forma de vestir, por exemplo.

O facto de não se tratar de agressões físicas não significa que esta forma de violência não deixe marcas. Pelo contrário! As consequências desta exclusão social podem estender-se até à idade adulta. E é precisamente nessa altura que muitas vezes são diagnosticados estados depressivos. A recordação destes eventos traumáticos é difícil de apagar, pelo que, não raras vezes, estas vítimas experimentam níveis de ansiedade elevados já na idade adulta, o que as impede de socializar de forma saudável. Nem o fato de, entretanto, terem conseguido construir a sua rede social as impede de viver o impacto da violência de que foram alvo – um estudo recente mostrou que o facto de estas pessoas terem o seu grupo de amigos não diminuía a probabilidade de sofrerem de depressão e ansiedade. Surpreendente, não?

Se as agressões psicológicas acabam por fragilizar tanto as suas vítimas, e se o impacto que agora começa a ser desvendado se estende ao longo de tantos anos, importa que estejamos, no mínimo, mais atentos ao que se passa nas escolas e – porque não? – nos locais de trabalho. É que este tipo de violência também é frequente entre adultos, nomeadamente em ambiente profissional, traduzindo-se por vezes numa forma de assédio moral.

Seja qual for o contexto em que o bullying social ocorra, pode acarretar a interiorização de pensamentos negativos, que conduzem ao progressivo isolamento social das suas vítimas. É freqüente que, mais cedo ou mais tarde, a própria pessoa acabe por evitar situações que envolvam o contacto com estranhos e que até poderiam ser positivas.

Atividades

1. O que é o Bullying Direto? Como ele é executado por alunos?

2. O que é O bullying social? Quais são sua principais vitimas?  quais são as  formas que estes se manifestam?

3. Quais são as principais conseqüências do O bullying na vitima de quem por ele foi vitimado?

4. Quais são os ambiente onde podem ocorrer o Bullying?

5. Você já cometeu , foi vitima ou presenciou algum caso  de bullying ?Relate esta historia.

 

Causas da Violência no Brasil

Nos últimos anos, a sociedade brasileira entrou no grupo das sociedades mais violentas do mundo. Hoje, o país tem altíssimos índices de violência urbana (violências praticadas nas ruas, como assaltos, seqüestros, extermínios, etc.); violência doméstica (praticadas no próprio lar); violência familiar e violência contra a mulher, que, em geral, é praticada pelo marido, namorado, ex-companheiro, etc…

A questão que precisamos descobrir é porque esses índices aumentaram tanto nos últimos anos. Onde estaria a raiz do problema?…Infelizmente, o governo tem usado ferramentas erradas e conceitos errados na hora de entender o que é causa e o que é conseqüência. A violência que mata e que destrói está muito mais para sintoma social do que doença social. Aliás, são várias as doenças sociais que produzem violência como um tipo de sintoma. Portanto, não adianta super-armar a segurança pública, lhes entregando armas de guerra para repressão policial se a “doença” causadora não for identificada e combatida. Já é tempo de a sociedade brasileira se conscientizar de que, violência não é ação. Violência é, na verdade, reação.

Exceto nos casos de loucura, a violência pode ser interpretada como uma tentativa de corrigir o que o diálogo não foi capaz de resolver. A violência funciona como um último recurso que tenta restabelecer o que é justo segundo a ótica do agressor. Em geral, a violência não tem um  caráter meramente destrutivo. Na realidade, tem uma motivação corretiva que tenta consertar o que o diálogo não foi capaz de solucionar. Portanto, sempre que houver violência é porque, alguma coisa, já estava anteriormente errada. É essa “coisa errada” a real causa que precisa ser corrigida para diminuirmos, de fato, os diversos tipos de violências.

No Brasil, a principal “ação errada”, que antecede a violência é o desrespeito. O desrespeito é conseqüente das injustiças e afrontamentos, sejam sociais, sejam econômicos, sejam de relacionamentos conjugais, etc. A irreverência e o excesso de liberdades (libertinagens, estimuladas principalmente pela TV), também produzem desrespeito. E, o desrespeito, produz desejos de vingança que se transformam em violências.

Nas grandes metrópoles, onde as injustiças e os afrontamentos são muito comuns, os desejos de vingança se materializam sob a forma de roubos e assaltos ou sob a forma de agressões e homicídios. Já a irreverência e a libertinagem estimulam o comportamento indevido (comportamento vulgar), o que também caracteriza desrespeito e produz fortes violências.

Observe que quando um cidadão agride o outro, ou mata o outro, normalmente o faz em função de alguma situação que considerou desrespeitosa, mesmo que a questão inicial tenha sido banal como um simples pisão no pé ou uma dívida de centavos. Em geral, a raiva que enlouquece a ponto de gerar a violência é conseqüência do nível de desrespeito envolvido na respectiva questão. Portanto, até mesmo um palavrão pode se transformar em desrespeito e produzir violência. Logo, a exploração, o calote, a prepotência, a traição, a infidelidade, a mentira etc., são atitudes de desrespeito e se não forem muito bem explicadas, e justificadas (com pedidos de desculpas e de arrependimento), certa­mente que ao seu tempo resultarão em violências. É de desrespeito em desrespeito que as pessoas acumulam tensões nervosas que, mais tarde, explodem sob a forma de violência.

Sabendo-se que o desrespeito é o principal causador de violência, podemos então combater a violência diminuindo os diferentes tipos de desrespeito: seja o desrespeito econômico, o desrespeito social, o desrespeito conjugal, o desrespeito familiar e o desrespeito entre as pessoas (a “má educação”). Em termos pessoais, a melhor maneira de prevenir a violência é agir com o máximo de respeito diante de toda e qualquer situação. Em termos governamentais, as autoridades precisam estimular relacionamentos mais justos, menos vulgares e mais reverentes na nossa sociedade. O governo precisa diminuir as explorações econômicas (as grandes diferenças de renda) e podar o excesso de “liberdades” principalmente na TV e no sistema educativo do país. A vulgaridade, praticada nos últimos anos vem destruindo valores morais e tornando as pessoas irresponsáveis, imprudentes, desrespeitadoras e inconseqüentes. Por isso, precisamos, também, restabelecer a punição infanto-juvenil tanto em casa quanto na escola. Boa educação se faz com corretos deveres e não com direitos insensatos. Precisamos educar

nossos adolescentes com mais realismo e seriedade para mantê-los longe de problemas, fracassos, marginalidade e violência. Se diminuirmos os ilusórios direitos (causadores de rebeldias, prepotências e desrespeitos) e reforçarmos os deveres, o país não precisará colocar armas de guerra nas mãos da polícia para matar nossos jovens cidadãos (como tem acontecido tão freqüentemente).

 

Atividade em grupo para se entregue

Leia atentamente e contente o texto, Causadas da violência no Brasil, junto aos membros de seu grupo.

Após a discussão sobre o texto “Causadas da violência no Brasil” produza uma redação (25 linhas )buscando relacionar as criticas apresentado neste  sobre a forma como o governo vêem tentando combater a violência  no país  com as imagens de jovens e policiais cada vez mais fortemente armados apresentadas no Documentário “Noticias de uma Guerra Particular” assistido no inicio do Terceiro Bimestre. O texto escrito pelo grupo também pode conter comentário sobre as formas propostas por pelo autor do texto  para resolver este problema em nosso país.

Atenção: Esta atividade vale 5 pontos e somente será recolhida no dia de sua aplicação. Alunos ausentes neste dia deveram apresentar justificativa ao professor para poder entregar  a mesma  em outra data.

 

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