1° Ano Sociologia da Religião

Publicado: junho 30, 2017 em Uncategorized

No que consiste a Sociologia da Religião?

A Sociologia da Religião é um ramo da Sociologia e ela se fundamenta na compreensão humana entre o “profano” e o“sagrado”.  Independente da crença, o que é mais significativo da religião para a Sociologia é o papel fundamental que ela exerce na vida social.

Como é a pesquisa em Sociologia da Religião? Quais são os principais Sociólogos?

A pesquisa em Sociologia da Religião se dá de forma empírica, através de autores clássicos como Émile Durkheim, Max Weber, Georg Simmel, e outros autores que colaboram pra essa análise como Sigmund Freud e William James. Vou me concentrar a falar um pouco sobre os Clássicos. Lembrando que, a orientação pessoal de cada sociólogo emerge de modo claro por meio das próprias definições de religião.

Émile Durkheim e as Formas Religiosas – Durkheim considera a religião como parte essencial da vida social, em sua própria obra “As formas elementares da vida religiosa” ele diz: “Nosso objetivo, neste livro, é estudar a religião mais primitiva e simples atualmente conhecida, fazer a análise dela, tentar sua explicação.” Para o sociólogo, a ciência não substitui a religião. Há algo eterno na Religião. Em toda obra ele visa a busca da origem da vida social, e tem como pesquisa o Totemismo de povos primitivos na Austrália. Em busca do universo ideológico do fenômeno religioso ele consegue articular as representações de tempo, espaço, morte através da instituição nas quais ele acreditava ter uma consciência coletiva. Conclui a obra entendendo que a religião é algo eminentemente social, as representações religiosas são representações coletivas ( Ritos ) nesse sentido a religião é um produto do coletivo.

Max Weber e a Religião – Um dos principais motivos de sua pesquisa foi captar as relações entre economia e religião. Ele reconhece o capitalismo como uma força na realidade social moderna, mas evita atribuir a uma só matriz a origem das dinâmicas sociais (divergindo de Marx). Nesse sentido ele trabalha com o econômico e o religioso em sua obra “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. Nessa obra ele analisa a origem de uma consciência econômica condicionada a um conteúdo da fé religiosa. Tem como recorte o caráter predominante protestante calvinista, que em sua análise pregava a acumulação de capital em um objetivo existencial, e que o sucesso na profissão é um sinal de predileção divina.

Georg Simmel Religiosidade e Religião – Simmel da início diferenciando os dois conceitos – Religiosidade e Religião, que em sua opinião se difere pelo fato de que a Religião é criada pela Religiosidade e não o contrário. A Religiosidade seria uma “ disposição de ânimo interior”, e a religião uma fase mais avançada, uma objetivação da fé. . Um processo similar que o autor faz com natureza e cultura. Um exemplo: A crença na versão simmeliana seria um exemplo de religiosidade, enquanto os ritos se encontrariam a meio caminho entre a religiosidade e religião.

Concluo que essas são algumas das boas percepções acerca da Sociologia da Religião. Pensemos!

Religião segundo Karl Marx – “A religião é o Opio do Povo ”

Karl Marx define a religião pura e simplesmente como uma projeção de nossa realidade terrena para um plano superior metafísico. A religião consiste para ele em um mundo fantástico, criado pela mente humana que tenta dar a certos fenômenos naturais um ar sobrenatural, isto significa que religião com o seu Deus não passa de uma mera ilusão, algo a que não se deve dar crédito.

 

Para aqueles que estudam, estudaram ou têm pelo menos uma noção de história da filosofia, veremos que vários autores em sua antropologia não hesitaram em afirmar que o homem é um ser dotado de carência. Marx é um destes:

 

Ele define a natureza humana por suas carências ou necessidades e pela dialética da satisfação dessas necessidades, desdobrando-se seja na relação do homem com a natureza exterior pelo trabalho, seja em sua relação com os outros homens pela natureza (LIMA VAZ, 2000, p. 129).

A religião, portanto, para Karl Marx, passa a uma ilusão, alienação, ou num dizer mais marxista “um ópio” para amenizar o sofrimento. Uma teoria marxistas sustentam, como por exemplo, Engels, é que a religião surgiu através do espanto, medo.

Fonte :http://www.sociologia.com.br/sociologia-da-religiao/

Intolerância Religiosa

A intolerância religiosa é um dos problemas mais delicados do mundo. O fanatismo religioso conduz algumas pessoas a realizarem guerras ou conflitos contra as outras, em nome de sua religião.  A questão é preocupante porque envolve o seu humano em sua mais pura essência quando sua crença religiosa é colocada em jogo.

Intolerância religiosa é um termo que descreve um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a crenças e práticas religiosas. Que somadas a falta de habilidade ou a vontade em reconhecer e respeitar diferentes crenças de terceiros, é considerado um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana.

Neste contexto, a perseguição pode tomar vários rumos, desde incitamento ao ódio até a torturas e espancamentos.

Mas a perseguição não é um problema atual. Ela ocorre desde os primórdios da antiguidade, quando os primeiros critãos foram perseguidos por judeus e pagãos. Na Idade Média, no final do Império Romano, os judeus foram perseguidos e as conversões forçadas se tornaram comuns, como na Península Ibérica, em meados do Século XIV.

Durante o século XX, a perseguição religiosa atingiu proporções nunca vistas na história. A perseguição em massa dos povos judeus pelos nazistas, fase mais conhecida como o Holocausto, vitimou milhares de pessoas, não apenas pela raça, mas especificamente contra os seus ideais religiosos.

Outro exemplo na Idade Contemporânea de perseguição não estatal, nem mesmo em um governo de regime militar, foi por parte da antiga União Soviética que perseguiu vários grupos religiosos de um estado de jurisdição ateísta. O resultado foi o deslocamento forçado de 80 mil pessoas e a extinção de 2 cidades cristãs.

É inegável que o problema existe. Mas o Brasil não tem um histórico de conflitos armados motivados pela religião, como ocorrem no Oriente Médio ou na Índia, por exemplo. Diante disso, quais dimensões assume a intolerância religiosa no Brasil?

Em 2014, o Disque 100 registrou 149 denúncias de discriminação religiosa no país. Mais de um quarto (26,17%) ocorreu no estado do Rio de Janeiro e 19,46%, em São Paulo. O número total é menor em relação a 2013, quando foram registradas 228 denúncias. Mesmo assim, mostra que a questão no país ainda não foi superada.

Para que a legislação não seja interferida por correntes religiosas, sociais, políticas e culturas, o Estado é laico. Assim, a Constituição da República Federativa do Brasil, em seu art. 5º, inciso VI, assegura a liberdade de crença religiosa, além da proteção e respeito às manifestações religiosas e locais de culto.

Como as principais vítimas no Brasil são das religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda. Em 2010 foi criada a Lei de nº 12.288 (Estatuto da Igualdade Racial), que busca proteger esses cultos de matriz africana.

Mas é importante lembrar que criticar é diferente de intolerância. O direito de criticar dogmas é assegurado como liberdade de expressão. Mas, atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém por causa de sua crença ou de não possui uma religião, são considerados crimes sem fiança.

Diante deste conceito amplo, podemos resumir como liberdade religiosa:

– O direito de ter uma religião e crer num ser divino;

– O direito de não ter uma religião e não crer em um ser divino;

– O direito à neutralidade religiosa em espaços de uso comum (públicos).

Aperfeiçoar a tolerância às diferenças é indispensável no regime democrático, pois quando se consegue fazer valer a laicidade do Estado, os direitos fundamentais são preservados.

A laicidade do Estado está ligada a diversos direitos humanos, como: liberdade de expressão, liberdade de crença e de não crença, igualdade de gênero e os direitos da população LGBT.

Reconhecendo que a prática de intolerância religiosa constitui violação no Estado Democrático de Direito, contribui não apenas para preservar os direitos fundamentais das pessoas, mas também para a laicidade do Estado, que tem por finalidade construir uma sociedade livre, justa e solidária.

Estado laico e Estado religioso

É importante conhecer a diferença entre Estado laico e Estado religioso para entender a relação entre o Estado e as religiões.
No Estado laico, o princípio constitucional da igualdade visa a condenar a existência de tratamento diferenciado do Estado às religiões

O conceito de Estado diz respeito ao conjunto de instituições políticas e administrativas responsáveis por ordenar e regular o espaço de um povo ou nação. A existência de um Estado pressupõe que ele possua seu próprio território, que tenha ação soberana, seja dirigido por um governo próprio e seja pessoa jurídica de direito público internacionalmente reconhecida. No que diz respeito à relação de um Estado com as religiões nele existentes, ele pode ser categorizado em duas classificações distintas: Estado laico e Estado religioso.

  • Estado Laico:é aquele que prevê a neutralidade em matéria confessional, não adotando nenhuma religião como oficial e mantendo equidistância entre os cultos. É conhecido também como Estado Secular. Em alguns Estados laicos, há incentivo à religiosidade e à tolerância entre os credos, enquanto outros chegam a criar leis e mecanismos para dificultar a manifestação religiosa em público.

Estado Laico x Estado Ateu

É importante ressaltar que o conceito de Estado laico não deve ser confundido com Estado ateu, tendo em vista que o ateísmo e demais manifestações de “não crença” também se incluem no direito à liberdade religiosa. No conceito de liberdade religiosa, inclui-se a liberdade de ter uma crença e a de não ter uma crença. Assim sendo, confundir Estado laico com Estado ateu é privilegiar essa crença (ou não crença) em detrimento das demais.

  • Estado Religioso:É aquele em que a religião interfere em alguma medida na administração, legislação ou gestão pública e é também chamado de Estado confessional. Na atualidade, está presente em especial no mundo islâmico, mas pode ser identificado também na África e na Ásia.

O Estado pode ser classificado como laico ou religioso. Esse último manifesta-se de forma orgânica ou subjetiva1

O Estado confessional pode manifestar-se de forma orgânica, ou seja, as instituições religiosas participam formalmente do governo, como se fosse um quarto poder e com autoridade para aprovar ou rejeitar leis que desrespeitem o credo. Um exemplo recente foi o governo talibã do Afeganistão, em que havia leis civis que regulamentavam hábitos e costumes da população de acordo com princípios religiosos, cuja desobediência era punida pelo Estado.

O Estado também pode apresentar a manifestação religiosa por meio de interferência subjetiva, em que um grupo ou instituição religiosa tem voz nas decisões de Estado e busca salvaguardar seus interesses.

 

O Brasil e o Estado Laico
No Brasil, a legislação prevê a inviolabilidade da liberdade de crença e assegura o livre exercício dos cultos religiosos

A atual Constituição não institui qualquer outra religião como sendo a oficial do Estado. Estabelece em seu artigo 19, I o seguinte:

É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.”

Em razão desse e de outros dispositivos constitucionais, diz-se que o Brasil é um Estado laico onde há liberdade religiosa. A legislação ainda prevê que o direito à liberdade religiosa é inviolável e que o Estado deve assegurar o livre exercício dos cultos religiosos e garantir a proteção aos locais de culto e às suas liturgias.

Fonte: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/estado-laico-estado-religioso.htm

As 8 maiores religiões do mundo

Com tantas doutrinas espalhadas pelo mundo, é até difícil adivinhar quais têm os maiores números de seguidores. Por exemplo, uma delas tem seu principal núcleo de praticantes no Brasil. Você sabe qual é? Confira na lista que a SUPER preparou com as principais religiões do mundo:

  1. Espiritismo (aprox. 13 milhões de adeptos)

Espiritismo não é exatamente uma religião, mas também entra na lista. A sobrevivência do espírito após a morte e a reencarnação são as bases dessa doutrina, que surgiu na França e se expandiu pelo mundo a partir da publicação de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec (1857). É no Brasil que se encontra a maior comunidade espírita do mundo: 1,3% da população do país é espírita.

  1. Judaísmo (aprox. 15 milhões de adeptos)

Atualmente, a maior parte dos judeus do mundo vive em Israel e nos Estados Unidos, para onde migraram fugindo da perseguição nazista. Mesmo assim, os judeus representam somente 1,7% da população norte-americana. Enquanto isso, na Argentina, nossos hermanos judeus são 2% da população.

  1. Sikhismo (aprox. 20 milhões de adeptos)

Embora pouco difundido, o Sikhismo é a sexta maior religião do mundo.  A doutrina monoteísta foi fundada no século 16 por Guru Nanak e se baseia em seus ensinamentos. O sikhismo nasceu na província de Punjab, na Índia, e grande parte de seus seguidores ainda vivem na região. Eles representam 1,9% da população da Índia e 0,3% de Fiji.

  1. Budismo (aprox. 376 milhões de adeptos)

A doutrina baseada nos ensinamentos de Siddharta Gautama, o Buda (600 a.C.), busca a realização plena da natureza humana. A existência é um ciclo contínuo de morte e renascimento, no qual vidas presentes e passadas estão interligadas. Como era de se esperar, essa religião oriental é a principal doutrina em vários países do sudeste asiático, como Camboja, Laos, Birmânia e Tailândia. No Japão, é a segunda maior religião do país: 71,4% da população é praticante (muitos japoneses praticam mais de uma religião e, portanto, são contados mais de uma vez).

  1. Religião tradicional chinesa (aprox. 400 milhões de adeptos)

“Religião tradicional chinesa” é um termo usado para descrever uma complexa interação entre as diferentes religiões e tradições filosóficas praticadas na China. Os adeptos da religião tradicional chinesa misturam credos e práticas de diferentes doutrinas, como o Confucionismo, o Taoísmo, o Budismo e outras religiões menores. Com mais de 400 milhões de praticantes, eles representam cerca de 6% da população mundial.

  1. Hinduísmo (aprox. 900 milhões de adeptos)

Baseado nos textos Vedas, o hinduísmo abrange seitas e variações monoteístas e politeístas, sem um corpo único de doutrinas ou escrituras. Os hindus representam mais de 80% da população na Índia e no Nepal. Mesmo com tamanha variedade, são apenas a terceira maior religião do mundo. Porém, ostentam um título mais original: o maior monumento religioso do planeta. Trata-se do templo Angkor Wat – depois convertido em mosteiro budista –, que tem cerca de 40 quilômetros quadrados e foi construído no Camboja no século XII.

  1. Islamismo (aprox. 1,6 bilhões de adeptos)

A medalha de prata na lista das religiões é dos muçulmanos. Segundo projeções, daqui vinte anos, eles serão mais de um quarto da população mundial. Se esse cenário se concretizar, o número de muçulmanos nos Estados Unidos vai mais do que dobrar e um quarto da população israelense será praticante do islamismo. Além disso, França e Bélgica se tornarão mais de 10% islâmicas.

  1. Cristianismo (aprox. 2,2 bilhões de adeptos)

Mesmo com o crescimento de outras religiões, o cristianismo continua sendo a doutrina com mais adeptos no mundo todo. Porém, seus seguidores têm mudado de perfil. Há um século, dois terços dos cristãos viviam na Europa. Hoje, os europeus representam apenas um quarto dos cristãos. Mas, o interessante mesmo é apontar onde o cristianismo mais cresceu no último século: na África Subsaariana. De 1910 para cá, a população cristã da região saltou de 9 para 516 milhões de adeptos.

fonte : http://super.abril.com.br/blog/superlistas/as-8-maiores-religioes-do-mundo/

Censo: católicos perdem espaço, mas seguem maior grupo religioso do País

Apesar de manter da tendência de queda na concentração, a religião católica ainda é seguida pela grande maioria dos brasileiros: 64,6%

Entre 2000 e 2010, o Brasil manteve a tendência de pluralização religiosa da população constatada durante as últimas pesquisas censitárias realizada no País, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os católicos passaram de 73,6% em 2000 para 64,6% em 2010. Embora o perfil religioso da população brasileira mantenha, em 2010, a histórica maioria católica, esta religião vem perdendo adeptos desde o primeiro Censo, realizado em 1872.

Segundo o IBGE, desde o primeiro recenseamento nacional até a década de 1970, o perfil religioso da população brasileira manteve como aspecto principal a hegemonia da religião católica apostólica romana, característica herdada do processo histórico de colonização do País. As demais religiões praticadas no Brasil tinham contingentes significativamente menores. Em aproximadamente um século, a proporção de católicos na população variou 7,9 pontos percentuais, reduzindo de 99,7%, em 1872, para 91,8% em 1970.

Religiões Mais populares no Brasil

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Catolicismo

A principal religião do Brasil, desde o século XVI, tem sido o catolicismo romano. Ela foi introduzida por missionários jesuítas que acompanharam os exploradores e colonizadores portugueses nas terras do país recém-descoberto. O Brasil é considerado o maior país do mundo em número de católicos nominais, com 64,6% da população brasileira declarando-se católica, de acordo com o Censo do IBGE de 2010.

Espiritismo

De acordo com o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, o Brasil possuía 3,8 milhões de espíritas, sendo esse o terceiro maior grupo religioso do país, representando cerca de 2% da população brasileira.[4] Com efeito, o IBGE trata os termos kardecismo e espiritismo como equivalentes em sua classificação censitária.

Religiões afro-brasileiras

Com a vinda dos escravos para o Brasil, seus costumes deram origem a diversas religiões, tais como o candomblé, que tem milhões de seguidores, principalmente entre a população negra, descendente de africanos. Estão concentradas em maior número nos grandes centros urbanos do Norte e do Nordeste do país, mas também com grande presença no Sudeste. Diferente do candomblé, que é a religião sobrevivente da África ocidental, há também a Umbanda, que representa o sincretismo religioso entre o catolicismo, espiritismo e os orixás africanos. As religiões de matriz africana foram e ainda são perseguidas e discriminadas no Brasil.

Fonte :https://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%B5es_no_Brasil

 

As 8 maiores religiões do mundo

A “NOVA CLASSE MÉDIA” E O CRESCIMENTO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS

A “nova classe média” e o crescimento das igrejas evangélicas

Um espectro ronda o Brasil. É o espectro do evangelismoParafraseando o velho Marx, é mais ou menos esse o cenário em que vivemos atualmente, quando as religiões pentecostais conquistaram 22,2% da população brasileira, um dado que contrasta com apenas os 5,2% em 1970 (Censo Demográfico, IBGE, 2010). Foi a partir dessa década que foram fundadas as principais igrejas evangélicas do país, a começar pela Igreja Universal do Reino de Deus (1977) que, apesar de não ser a pioneira, inaugurou um novo perfil de religião (o neopentecostalismo).

Sabe-se também que o florescimento do evangelismo foi acompanhado de um declínio da religião até então predominante: o catolicismo. Se em 1970, 91,8% dos brasileiros se declaravam católicos, hoje eles compõem 64,6%, uma queda vertiginosa. Em recente pesquisa, Marilene de Paula (2013) destaca que fatores como o baixo crescimento de paróquias, a falta de padres, a migração do rural para o urbano (que desenraizou a população daquela tradicional igrejinha do interior) e a precariedade da vida urbana nos setores populares são essenciais para se entender o fenômeno evangélico.

As religiões evangélicas, sobretudo as pentecostais, têm ganhado maior espaço na atualidade e já angariaram 22,2%  da população brasileira.

Para além da conquista de adeptos, a onda pentecostal tem avançado sobre outros terrenos. Os meios de comunicação em massa, por exemplo, são grandes aliados. Atualmente 10% do mercado editorial brasileiro é de literatura religiosa, seja católica ou evangélica, e a chamada “música gospel” abocanha uma fatia 20% do mercado fonográfico. Já no Congresso Nacional, temos 71 deputados e três senadores explicitamente filiados a tendências evangélicas, espalhados por 16 partidos, com concentração nos de centro-direita (PAULA, 2013).

No conjunto da sociedade, a onda pentecostal dialoga diretamente com o fenômeno que ficou conhecido como “nova classe média”, isto é, um segmento que hoje chega a compor 54% da população brasileira cuja renda mensal se encontra na faixa entre R$ 1.200 e R$ 5.174 (BARTELT, 2013), um setor que, a despeito do qualificativo “classe média”, tem suas condições de vida ancoradas naquilo que tradicionalmente designa uma camada popular (moradia inadequada, escolaridade baixa, crédito limitado, serviços públicos ineficientes), só que com uma renda um pouco mais elevada, o que os permite maior acesso aos bens de consumo.

O crescimento do evangelismo está relacionado às periferias e ao fenômeno de expansão da chamada  "nova classe média".

É no vácuo desse conjunto emergente da população que as religiões evangélicas mergulham. A maioria dos adeptos do neopentecostalismo se encontra na periferia das cidades, 63,7% não ganha mais que um salário mínimo, 8,6% é analfabeta e 42,3% possui o ensino fundamental incompleto. Já nos setores médios, o evangelismo é menos presente porque enfrenta maior concorrência com o nosso legado católico e com as religiões espíritas, sobretudo kardecistas.

O que faz, então, com que o “povão” seja tão afeito ao evangelismo? Em vez de adotar uma postura arrogante, que imputa sobre as camadas populares o adjetivo de “massa ignorante”, é válido compreender o seu contexto. Como qualquer um que se incomoda com Feliciano, Malafaia e sua tchurma, o impulso seria ofender seus adeptos. No entanto, há indícios de que esses trastes não representam o conjunto da população evangélica. Há quem questione, a título de curiosidade, se Edir Macedo é realmente evangélico…

Marco Feliciano: esse e outros trastes, felizmente, não representam o que é, de fato, o fenômeno evangélico no Brasil.

À parte dessa reflexão, pode-se afirmar que o crescimento do evangelismo está relacionado a novas formas de pregação, as quais incluem a evangelização ativa, que procura dialogar com problemas materiais que os fiéis encontram na sua vida aqui e agora. Ao contrário do catolicismo ou do tradicional pentecostalismo – muito mais centrados na noção ascetista de que se poupa na vida presente para se obter mais da vida futura -, o neopentecostalismo tem como ponto de partida a situação que se vive hoje, com seus obstáculos ordinários (doenças, contas a pagar e problemas de relacionamento) e a proposta de soluções imediatas. Insere-se, inclusive, dentro da lógica imediatista da sociedade globalizada e de consumo.

“Os neopentecostais utilizarão em sua prédica os ensinamentos da Teologia da Prosperidade”, enfatiza Marilene de Paula (2013, p. 129), “na qual ter bens materiais, ser saudável, não ter grandes problemas financeiros ou de outra ordem mostra sua fé e como Deus está atuando em sua vida”. Em última análise, tal fenômeno tem levado ao enriquecimento das igrejas, que cobram “coisas materiais” (dízimo e ofertas) em troca de “coisas materiais”. Trata-se de uma relação comercial da própria fé.

Em vez de se basear no princípio do ascetismo, que cobra da vida presente para se devolver no futuro, o neopentecostalismo age ativamente no discurso do aqui e do agora.

E a abordagem moralista dos pastores, em suas posturas contrárias ao casamento igualitário, aborto, sexo antes e fora do casamento, consumo de drogas etc, cabe a uma função socializadora que fornece uma referência moral em meio a um contexto no qual gravidez não planejada, tráfico de drogas e violência são parte do cotidiano. Na igreja, ao menos, tem-se um ambiente onde se cria laços fraternais e de interesse, se aprende certas habilidades (tocar um instrumento, cantar no coral), tem-se aulas de religião. Essas instituições acabam por atuar, como destaca Jessé Souza (2013), na criação de uma ética (ser trabalhador, honesto, disciplinado).

Para um grupo que recentemente tem ascendido – em vista do desenvolvimento socioeconômico, do aumento real do salário mínimo, dos programas de transferência de renda (Bolsa Família) – esse discurso pode fazer muito sentido, sobretudo quando um dos poucos indicadores que avançam é a renda média, enquanto a oferta de serviços públicos (saúde, educação, transporte) continua precária, forçando essa população a ter que “se virar” na periferia da cidade, com filhos para criar e vivendo em condições ainda indesejadas.

Consome-se bens porque é isso que a renda permite e, quando dá, a possibilidade de adquirir um carro, pagar uma escola particular ou um plano de saúde, ao passo que a religião de caráter neopentecostal, cuja fé é igualmente uma mercadoria, entra na mesma onda e traz ganhos àquela população, apesar de todo o enriquecimento dos pastores e o espaço que eles têm ganhado na mídia e na política para impor uma agenda conservadora. É um fenômeno complicado de se lidar, mas que está apontando para a precariedade da vida urbana no Brasil e para o mito da “nova classe média”.

Fonte : https://ensaiosdegenero.wordpress.com/2013/10/24/a-nova-classe-media-e-o-crescimento-das-igrejas-evangelicas/

Desigualdade de gênero no mercado de trabalho persiste, diz ONU

Roosewelt Pinheiro / Arquivo Agência Brasil

Estudo mostra que 50% das mulheres com idade para trabalhar estão no mercado

O relatório Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as economias para realizar os direitos, divulgado hoje (27) pela ONU [Organização das Nações Unidas] Mulheres, mostra que no mundo, em média, os salários das mulheres são 24% inferiores aos dos homens. “As mulheres continuam recebendo em todo o mundo um salário diferente pelo mesmo tipo de trabalho e têm menores probabilidades que os homens de receber uma pensão, o que resulta em grandes desigualdades em termos de recursos recebidos ao longo da vida”, informa o documento.

O estudo mostra que 50% das mulheres com idade para trabalhar fazem parte da população ativa. No caso dos homens, o índice é 77%. A pesquisa revela que em todas as regiões do mundo as mulheres fazem quase duas vezes e meia mais trabalho doméstico e de cuidados de outras pessoas não remunerados que os homens. Segundo a ONU, as mulheres são responsáveis por uma carga excessiva de trabalho doméstico não remunerado referente aos cuidados com filhos, com pessoas idosas e doentes e com a administração do lar.

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Para a organização, o período atual representa um tempo de riquezas sem precedentes mas, apesar disso, as mulheres ainda ocupam os empregos com menores remunerações e menos qualificados e continuam a viver em condições mais precárias de saúde, acesso à água e saneamento.  O documento informa que frequentemente os direitos econômicos e sociais das mulheres são limitados porque elas vivem em um mundo machista e com práticas discriminatórias.“Os recursos públicos não estão indo para a direção onde são mais necessários: por exemplo, para a água potável e saneamento, cobertura de saúde com qualidade e serviços decentes de cuidados de crianças e idosos. Onde não há serviços públicos, o déficit recai sobre mulheres e meninas”, disse, em nota, a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

O relatório reconhece que houve avanços desde 1995, quando foi realizada a 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, em Pequim. O número de meninas na escola e de mulheres que fazem trabalhos remunerados aumentou e a luta contra a violência doméstica entrou na agenda política. “Esse avanços demonstram que é possível reduzir as desigualdades de gênero por meio da atuação pública”, diz o texto.

 

A pesquisa recomenda dez prioridades para a ação pública com o objetivo de diminuir a desigualdade. Ressalta, ainda, que as políticas econômicas e sociais devem trabalhar em conjunto. Entre as recomendações estão a geração de trabalho decente e a redução da disparidade salarial entre homens e mulheres, o fortalecimento dos mecanismos de proteção social ao longo da vida, a redução e a redistribuição do trabalho doméstico e o investimento em serviços sociais com foco nas mulheres.

O Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016 é publicado no momento em que, para comemorar os 20 anos da Plataforma de Ação de Pequim, a ONU Mulheres propôs aos países uma avaliação dos avanços alcançados com a implementação do documento. O processo recebeu a denominação de Pequim+20.

Considerado o projeto mais abrangente sobre o tema, a plataforma foi adotada por 189 governos e indica medidas relacionadas a 12 áreas temáticas para que os países avancem na busca pela igualdade de gênero.

Em 1991, 82% das famílias brasileiras eram chefiadas por homens. As mulheres eram responsáveis por apenas 18% do total

Fonte : http://www.ebc.com.br/cidadania/2015/04/desigualdade-de-genero-no-mercado-de-trabalho-persiste-diz-onu

A desigualdade de gênero na política continua alarmante.

Nas eleições municipais de 2016 as mulheres representaram 32% do total de candidaturas e se elegeram para 13,35% dos cargos em disputa. Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada pelo IBGE em 2013, apontam que as mulheres correspondem a 51,4% da população brasileira. A desigualdade de gênero na política institucional do país segue, portanto, alarmante.

Os dados das últimas eleições pouco diferem do pleito municipal anterior, realizado em 2012. Na ocasião, as mulheres corresponderam a 31,25% das candidaturas e a 13,2% dos cargos eletivos ocupados. O cenário nacional repete as médias municipais. Enquanto a quantidade de candidatas passou de 20% para 30% de 2010 para 2014, o número de mulheres eleitas oscilou de 12% para 11%.

Para Adriana Mota, socióloga e diretora da VEDA Consultoria em Projetos Sociais, a lacuna na representação feminina tem origem nas próprias práticas do fazer político. “Os partidos não possuem políticas internas que promovam a participação, não há mulheres em cargos diretivos dos partidos, com exceção das Secretarias para Mulheres. O estímulo para mais mulheres participarem vem das próprias mulheres, raramente dos homens”, explica.

A mais recente alteração significativa na média de representação política das mulheres no âmbito municipal ocorreu entre as eleições de 2008 e 2012, quando as candidaturas femininas aumentaram de 21,5% para 31,25%. O salto, no entanto, não foi acompanhado pelo número de candidatas eleitas, que passou de 12% para 13,2%.

O crescimento do número de candidatas se explica em parte pela Mini-Reforma Eleitoral de 2009 (Lei nº 12.034), que alterou o texto da Lei das Eleições (Lei nº 9504/1997). O texto original abordava as cotas para mulheres como facultativas, afirmando que o partido e/ou coligação deveria reservar no mínimo 30 e no máximo 70% de suas candidaturas para cada gênero. A alteração realizada em 2009 tornou o preenchimento de no mínimo 30% das candidaturas por um gênero obrigatório para todos os partidos a partir das eleições de 2010.

As eleições seguintes, no entanto, incluíram outros fatores capazes de justificar o aumento da participação das mulheres na política. O maior deles foi a eleição da presidenta Dilma Rousseff, primeira mulher eleita para o cargo no Brasil.

Apesar da reeleição em 2014, o “fenômeno Dilma Rousseff” não voltou a refletir em uma maior representação das mulheres nos cargos políticos. Para Adriana Mota, a manutenção dos percentuais entre 2012 e 2016 está inserida dentro de um contexto político mais amplo, com o recrudescimento da democracia, a criminalização da política e o sentimento de apatia pulverizado pela sociedade, desmotivando o crescimento das mulheres no campo.

COTA DE VAGAS

A Mini-Reforma de 2009 assegurou direitos nas candidaturas para mulheres, mas não há legislação a respeito da ocupação dos cargos eletivos. A Câmara dos Deputados rejeitou, em 2015, projeto de lei que propunha a criação de reserva de 10% das vagas eletivas para candidatas. Os percentuais de mulheres eleitas variam entre 10% e 13%. A lei asseguraria, portanto, espaços já ocupados.

De acordo com Adriana Mota, a legislação é essencial para garantir que não haja retrocesso na representação das mulheres. “Podemos investir em políticas educacionais que incentivem a participação das meninas, jovens mulheres, coletivos estudantis, movimentos culturais, mas precisamos conquistar esta mudança de lei. Sem mudar a lei, temos a possibilidade de ampliar a participação, mas também há a possibilidade de retrocesso”, avalia.

Para além dos números, a equidade de gênero pede também mudanças na concepção da política – enquanto ela for concebida como um jogo de poderes dos homens, em que as mulheres desempenham função decorativa, não haverá igualdade.

A socióloga Adriana Mota destaca como principal avanço recente a eleição, no último pleito, de candidatas declaradamente feministas, com pautas voltadas para os direitos das mulheres. As vereadoras mais votadas em Belo Horizonte (MG) e Niterói (RJ) foram, respectivamente, Áurea Carolina (PSOL) e Talíria Petrone (PSOL), candidatas com discursos afinados sobre uma agenda de políticas públicas para mulheres, acontecimento pioneiro na história brasileira.

DIVERSIDADE

A disparidade de representação se repete na análise de cor e raça. O percentual de brancos pode chegar em até 80%, como no caso dos deputados federais eleitos em 2014. A categoria “outros”, que une as definições de pele amarela, indígena e preta, corresponde a uma média de 10% das candidaturas municipais e nacionais, ocupando entre 3% e 6% dos cargos eletivos.

A população parda é a segunda com maior representação, depois da branca. Os pardos corresponderam a 39% das candidaturas e a 36% dos cargos eleitos em 2016.

Nossa representação na política institucional tem também recorte de idade. Pessoas com mais de 40 anos representaram 66,5% dos candidatos eleitos na última disputa eleitoral.

Fonte : http://claudia.abril.com.br/noticias/mulheres-cargos-politicos-candidatas-eleitas-diversidade/

HOMOFOBIA

Homofobia é o termo utilizado para designar uma espécie de medo irracional diante da homossexualidade ou da pessoa homossexual, colocando este em posição de inferioridade e utilizando-se, muitas vezes, para isso, de violência física e/ou verbal.

A palavra homofobia significa a repulsa ou o preconceito contra a homossexualidade e/ou o homossexual. Esse termo teria sido utilizado pela primeira vez nos Estados Unidos em meados dos anos 70 e, a partir dos anos 90, teria sido difundido ao redor do mundo.  A palavra fobia denomina uma espécie de “medo irracional”, e o fato de ter sido empregada nesse sentido é motivo de discussão ainda entre alguns teóricos com relação ao emprego do termo. Assim, entende-se que não se deve resumir o conceito a esse significado.

Podemos entender a homofobia, assim como as outras formas de preconceito, como uma atitude de colocar a outra pessoa, no caso, o homossexual, na condição de inferioridade, de anormalidade, baseada no domínio da lógica heteronormativa, ou seja, da heterossexualidade como padrão, norma. A homofobia é a expressão do que podemos chamar de hierarquização das sexualidades. Todavia, deve-se compreender a legitimidade da forma homossexual de expressão da sexualidade humana.

No decorrer da história, inúmeras denominações foram usadas para identificar a homossexualidade, refletindo o caráter preconceituoso das sociedades que cunharam determinados termos, como: pecado mortal, perversão sexual, aberração.

Outro componente da homofobia é a projeção. Para a psicologia, a projeção é um mecanismo de defesa dos seres humanos, que coloca tudo aquilo que ameaça o ser humano como sendo algo externo a ele. Assim, o mal é sempre algo que está fora do sujeito e ainda, diferente daqueles com os quais se identifica. Por exemplo, por muitos anos, acreditou-se que a AIDS era uma doença que contaminava exclusivamente homossexuais. Dessa forma, o “aidético” era aquele que tinha relações homossexuais. Assim, as pessoas podiam se sentir protegidas, uma vez que o mal da AIDS não chegaria até elas (heterossexuais). A questão da AIDS é pouco discutida, mantendo confusões como essa em vigor e sustentando ideias infundadas. Algumas pesquisas apontam ainda para o medo que o homofóbico tem de se sentir atraído por alguém do mesmo sexo. Nesse sentido, o desejo é projetado para fora e rejeitado, a partir de ações homofóbicas.

Assim, podemos entender a complexidade do fenômeno da homofobia que compreende desde as conhecidas “piadas” para ridicularizar até ações como violência e assassinato. A homofobia implica ainda numa visão patológica da homossexualidade, submetida a olhares clínicos, terapias e tentativas de “cura”.

A questão não se resume aos indivíduos homossexuais, ou seja, a homofobia compreende também questões da esfera pública, como a luta por direitos. Muitos comportamentos homofóbicos surgem justamente do medo da equivalência de direitos entre homo e heterossexuais, uma vez que isso significa, de certa maneira, o desaparecimento da hierarquia sexual estabelecida, como discutimos.

Podemos entender então que a homofobia compreende duas dimensões fundamentais: de um lado a questão afetiva, de uma rejeição ao homossexual; de outro, a dimensão cultural que destaca a questão cognitiva, onde o objeto do preconceito é a homossexualidade como fenômeno, e não o homossexual enquanto indivíduo.

Em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legalidade da união estável entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. A decisão retomou discussões acerca dos direitos da homossexualidade, além de colocar a questão da homofobia em pauta.

Apesar das conquistas no campo dos direitos, a homossexualidade ainda enfrenta preconceitos. O reconhecimento legal da união homoafetiva não foi capaz de acabar com a homofobia, nem protegeu inúmeros homossexuais de serem rechaçados, muitas vezes de forma violenta.

fonte : http://brasilescola.uol.com.br/psicologia/homofobia.htm

Conselho de psicologia critica discussão de ‘cura gay’

O Conselho Federal de Psicologia e o governo reagiram nesta quinta-feira à decisão do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) de colocar o chamado “projeto de cura gay” em votação no plenário da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O Projeto de Decreto Legislativo 234/11, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), anula parte do artigo 3º e todo o artigo 4º de uma resolução interna do conselho de psicologia de 1999. Esses trechos da resolução condenam a atuação de psicólogos na tentativa de “curar” homossexuais. O projeto deve ser votado na semana que vem.

JULIA DUAILIBI, Agência Estado

Os trechos da resolução aos quais se referem o projeto afirmam que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade” e “não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”. O projeto de Campos diz que a resolução do conselho de psicologia, “ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, por intermédio do questionado ato normativo, extrapolou o seu poder regulamentar”.

O conselho questionou o argumento de Campos ao dizer que os trechos da resolução qualificam a atuação do profissional e coíbem o surgimento das “terapias de reversão”, que propõem a cura da homossexualidade. “Essa resolução é um marco e representa um obstáculo concreto ao avanço das terapias de reversão”, disse a vice-presidente do conselho, Clara Goldman, para quem o tratamento “carece de justificativa científica e é eticamente inaceitável”. “Existem grupos que dizem que a orientação sexual pode ser revertida. Mas funcionam ao arrepio da resolução. No momento em que a resolução cair, não haverá mais obstáculos éticos e técnicos para o avanço dessas terapias e propostas de cura da homossexualidade.”

 

Para Gustavo Bernardes, coordenador-geral de Promoção dos Direitos da População LGBT, da Secretaria de Direitos Humanos, a supressão de trechos da resolução “abre espaço para a volta de uma questão que já está superada há muito tempo”, que seria o tratamento da homossexualidade como doença.

 

Bernardes questionou o que chama de “intromissão” do Legislativo “numa questão que é de competência do CFP” e disse discordar do argumento de Campos de que a resolução restringe a ação de psicólogos e o direito do paciente de receber orientação profissional. “Apoiamos um trabalho por parte do profissional de psicologia para que a pessoa aceite sua orientação sexual e a identidade de gênero e evite complicações, como os sofrimentos psíquicos”. Procurados, Feliciano e Campos não se manifestaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte : http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,conselho-de-psicologia-critica-discussao-de-cura-gay,1028079

 

O Príncipe – Maquiavel

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O livro “O Príncipe” foi escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, mas só foi publicado em 1532. Como Nicolau morreu em 1527, a primeira edição do livro já é considerada uma publicação póstuma.

A repercussão de O Príncipe de Maquiavel através dos séculos ocorreu devido ao papel fundamental que a obra representa na construção do conceito de Estado. O Príncipe é um tratado político que serviu como base para modelar a estrutura governamental dos tempos modernos. Esse tratado possui 26 capítulos, além de uma dedicatória a Lourenço de Médici, e foi escrito a partir de reflexões sobre o passado político, reunindo conselhos e sugestões com o objetivo de conquistar a confiança de Médici.

Nessa época, a Itália estava dividida em pequenos Estados, repúblicas e reinos. Havia muita disputa de poder entre esses territórios. Maquiavel orienta os governantes a respeito dos perigos que existem em se dividir politicamente uma península e ficar exposto às grandes potências europeias.

As principais ideias de Maquiavel:
-A suprema obrigação do governante é manter o poder e a segurança do país que governa, ainda que para isso ele tenha que derramar sangue.

(Os fins justificam os meios).

-A conduta do príncipe ( governante) deve ser de acordo com a situação.

-Não importa o que o governante faça em seus domínios, desde que seja para manter-se com autoridade.

-O príncipe (governante) não precisa ter qualidades, mas sim deixar parecer ao povo que ele tem.

-Todas as pessoas são movidas exclusivamente por interesses egoístas e ambições de poder pessoal.
-A natureza humana é corruptível e, por isso, a razão humana é sempre uma razão pragmática, calculista e utilitarista. Por isso, o ser humano é capaz de corromper sempre que os desejos se sobrepõem.

-O governante nunca deverá confiar na lealdade dos seus súditos.

-O governante deve supor que todos os homens são potencialmente seus rivais e, por isso, deve tratar de lançar uns contra os outros em proveito próprio.

-O governante deve fazer o mal todo de uma única vez, e o bem aos poucos para que se esqueça do mal que foi feito e lembre sempre do bem.

-Para o governante, é melhor ser considerado como miserável do que como gastador.

-Um Estado tem que se expandir e desenvolver ou cair na ruína.

-Enfim, as idéias de Maquiavel fizeram da política ou a arte de governo uma função totalmente separada da ética e da moral, ou seja, a política deve ser um fim em si mesmo.

Fonte : http://www.nicolaumaquiavel.com.br/o-principe-maquiavel

 

Leviatã – Thomas Hobbes

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Hobbes quis fundar a sua filosofia política sobre uma construção racional da sociedade, que permitisse explicar o poder absoluto dos soberanos. Mas as suas teses, publicadas ao longo dos anos, e apresentadas na sua forma definitiva no Leviatã, de 1651, não foram bem aceites, nem por aqueles que, com Jaime I, o primeiro rei Stuart de Inglaterra, defendiam que «o que diz respeito ao mistério do poder real não devia ser debatido», nem pelo clero anglicano, que já em 1606 tinha condenado aqueles que defendiam «que os homens erravam pelas florestas e nos campos até que a experiência lhes ensinou a necessidade do governo.»

A justificação de Hobbes para o poder absoluto é estritamente racional e friamente utilitária, completamente livre de qualquer tipo de religiosidade e sentimentalismo, negando implicitamente a origem divina do poder.

O que Hobbes admite é a existência do pacto social. Esta é a sua originalidade e novidade.

Hobbes não se contentou em rejeitar o direito divino do soberanos, fez tábua rasa de todo o edifício moral e político da Idade Média. A soberania era em Hobbes a projecção no plano político de um individualismo filosófico ligado ao nominalismo, que conferia um valor absoluto à vontade individual. A conclusão das deduções rigorosas do  pensador inglês era o gigante Leviatã, dominando sem concorrência a infinidade de indivíduos, de que tinha feito parte inicialmente, e que tinham substituído as suas vontades individuais à dele, para que, pagando o preço da sua dominação, obtivessem uma protecção eficaz. Indivíduos que estavam completamente entregues a si mesmos nas suas atividades normais do dia-a-dia.

Deste Estado, sua criação, os indivíduos não esperam a felicidade mas a Paz, condição necessária à prossecução da felicidade. Paz que está subordinada a um aumento considerável da autoridade – a do Soberano, a da lei que emana dele.

Mas, mesmo parecendo insaciável, esta invenção humana com o nome de um monstro bíblico, não reclama o homem todo. De facto, em vários aspectos o absolutismo político de Hobbes aparece como uma espécie de liberalismo moral. Hobbes mostra-se favorável ao desenvolvimento, sob a autoridade ameaçadora da lei positiva, das iniciativas individuais guiadas unicamente por um interesse individual bem calculado, e por um instinto racional aquisitivo.

 

Fonte : http://www.arqnet.pt/portal/teoria/hobbes.html

 

Tratados sobre o Governo Civil –  John Locke    

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John Locke (1632 –1704) foi um filósofo inglês considerado como precursor e ideólogo do liberalismo – “a mais ponderada e perene alma do liberalismo” (HORTA, 2004, p. 240) e o “pai espiritual do liberalismo moderno” (MONCADA, 1950, p. 203) –, além de ser considerado como o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do contratualismo (HORTA, 2002 e 2004): teoria segundo a qual a sociedade surge a partir de um pacto, um contrato estabelecido entre os homens, que faz com que estes abandonem o estado de natureza e se organizem em sociedade. Além disso, o livre consentimento dos indivíduos para o estabelecimento da sociedade, o livre consentimento da comunidade para a formação do governo, a proteção dos direitos de propriedade pelo governo, o controle do executivo pelo legislativo e o controle do governo pela sociedade, são, para Locke, os principais fundamentos do estado civil.

Seus dois grandes tratados sobre política constituem dois clássicos no desenvolvimento das ideias políticas da modernidade. No Primeiro Tratado sobre o Governo Civil, critica a tradição que afirmava o direito divino dos reis, já que, como contratualista, o poder dos reis deriva de um pacto e não de uma ordem sobrenatural. O Primeiro tratado é uma refutação do Patriarca , obra em que o pastor anglicano Robert Filmer defende o direito divino dos reis com base no princípio da autoridade paterna que Adão, supostamente o primeiro pai e o primeiro rei, legara à sua descendência. De acordo com essa doutrina, os monarcas modernos eram descendentes da linhagem de Adão e herdeiros legítimos da autoridade paterna dessa personagem bíblica, a quem Deus outorgara o poder real.

Locke, como Hobbes, se opõe à tese defendida por Filmer de que o poder absoluto e divino dos reis (e, portanto, seu poder político) derivaria do poder paterno. Boa parte do esforço de Locke nesse livro é mostrar que a tese do direito divino se desenvolve no âmbito das interpretações possíveis dos textos sagrados, isto é, no âmbito de uma exegese bíblica, o que torna os argumentos de Filmer irrelevantes, já que ele faz uso, para “comprovar” suas teses, de um raciocínio teleológico que carece de base científica (KRITSCH, 2010, p. 75).

No Segundo Tratado sobre o Governo Civil, expõe sua teoria do Estado liberal e da propriedade privada. Além disso, o Segundo tratado é um ensaio sobre a origem, extensão e objetivo do governo civil onde Locke sustenta a tese de que nem a tradição nem a força, mas apenas o consentimento expresso dos governados é a única fonte do poder político legítimo
Leia mais: http://www.portalconscienciapolitica.com.br/filosofia-politica/filosofia-moderna/os-contratualistas/locke/

 

Política como Vocação – Max Weber

O Estado como detentor do monopólio da violência

Weber compreende como “política” qualquer tipo de liderança independente em ação. Por se tratar de um termo que abarca uma grande gama de relações humanas, para fins de sua palestra, limita o uso do termo ao tipo de liderança exercida pelas associações políticas e, mais recentemente, pelo Estado.

 

Ele reconhece que o uso da força é um meio específico de atuação do Estado: “O Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território”. Essa entidade assume-se como a única fonte do direito de usufruto da violência.

 

Em decorrência disso, a “política” significaria a participação no poder ou a luta para influir na distribuição do poder.“Quem participa ativamente da política, luta pelo poder quer como um meio de servir a outros objetivos, ideais ou egoístas, quer como ‘o poder pelo poder’, ou seja, a fim de desfrutar a sensação de prestígio atribuída ao poder”.

 

Em última instância, o Estado seria a relação de homens dominando homens por meio da violência legítima.

 

Formas de legitimação da dominação

São três os tipos de justificações e legitimações básicas da dominação:

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Dominação tradicional: exercida pelo patriarca e pelo príncipe patrimonial de outrora. Dá-se pela crença na santidade de quem dá a ordem e de suas ordenações, como na manifestação da autoridade patriarcal, em que o senhor ordena e os súditos obedecem. O ordenamento é fixado pela tradição e sua violação seria uma afronta à legitimidade da autoridade. Os dominados são totalmente dependentes do senhor e ganham seus cargos seja por privilégios ou concessões feitas por ele. Não há um estatuto, e o senhor pode agir sem maiores limitações externas à sua vontade.

Dominação carismática: exercida pelo profeta, ou, no campo da política, pelo senhor de guerra eleito, pelo governante plebiscitário, pelo grande demagogo ou líder do partido político. Os dominados obedecem em razão das qualidades excepcionais do dominador, as quais lhe conferem poder de mando. Um característica importante deste tipo de dominação é que a confiança dos dominados no carisma do líder é volúvel e esta forma de dominação tende a assumir a forma da via tradicional ou legal.

Dominação racional-legal: exercida em virtude da legalidade, pela fé na validade do estatuto legal e da competência funcional, baseada em regras racionalmente criadas. É exercida pelo moderno “servidor do Estado’ e demais portadores do poder que a este se assemelham. A obediência está fundamentada na vigência e aceitação da validade intrínseca da norma, e seu quadro administrativo é representado pelo estamento burocrático. A dominação racional-legal baseia-se na existência de um estatuto, que pode criar e modificar normas, desde mediante um processo legal previamente estabelecido. Nessa forma de dominação, o dominado obedece à regra (não a uma pessoa), independentemente das qualidades intrínsecas do líder. A autoridade do dominante decorre de ato normativo que lhe concede acesso a um posto previamente descrito. O cargo é impessoal, ou seja, não pertence a um determinado indivíduo. Um exemplo do uso da dominação legal é o Estado.

Sistema Eleitoral Brasileiro 

Como funciona o sistema eleitoral brasileiro?

Pelas regras atuais, as eleições para presidente, governador, prefeito e senador seguem o sistema majoritário. No caso de deputados federais, estaduais, distritais e vereadores, o sistema utilizado hoje é o proporcional com lista aberta.

– Sistema Majoritário: Pelas regras atuais, as eleições para presidente, governador, prefeito e senador seguem o sistema majoritário. Geralmente, é eleito o candidato que receber a maioria absoluta dos votos válidos (mais da metade dos votos apurados, excluídos os votos em branco e os nulos). Se nenhum candidato atingir o número na primeira votação, realiza-se um segundo turno entre os dois mais votados.

No caso de eleição de prefeitos de municípios com menos de 200 mil eleitores, exige-se apenas a maioria relativa dos votos (o maior número dos votos apurados) e não há segundo turno.

– Sistema proporcional com lista aberta: No caso de deputados federais, estaduais, distritais e vereadores, o sistema utilizado hoje é o proporcional com lista aberta. É possível votar tanto no candidato como na legenda. Na apuração, deve-se contabilizar o total de votos obtidos por cada partido, somando os votos de legenda e os votos dos candidatos dessa legenda.

As vagas são distribuídas de forma proporcional aos votos totais obtidos por cada partido. A partir daí, os partidos preenchem suas vagas conquistadas com seus candidatos com maior votação. É por isso que um candidato com muitos votos, ajuda a eleger candidatos de sua legenda ou coligação que tenha obtido menos votos.

 

Cálculo do quociente eleitoral

Saiba como é realizado o cálculo do quociente eleitoral para distribuição de cadeiras pelo sistema de representação proporcional.

 SAIBA MAIS : http://www.tre-pe.jus.br/eleicoes/calculo-do-quociente-eleitoral

 

Voto branco x voto nulo: saiba a diferença

Apesar de o voto no Brasil ser obrigatório, o eleitor, de acordo com a legislação vigente, é livre para escolher o seu candidato ou não escolher candidato algum. Ou seja: o cidadão é obrigado a comparecer ao local de votação, ou a justificar sua ausência, mas pode optar por votar em branco ou anular o seu voto.

Mas qual é a diferença entre o voto em branco e o voto nulo?

Voto em branco

De acordo com o Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Antes do aparecimento da urna eletrônica, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação, deixando-a em branco. Hoje em dia, para votar em branco é necessário que o eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”.

Voto nulo

O TSE considera como voto nulo aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”.

Antigamente como o voto branco era considerado válido (isto é, era contabilizado e dado para o candidato vencedor), ele era tido como um voto de conformismo, na qual o eleitor se mostrava satisfeito com o candidato que vencesse as eleições, enquanto que o voto nulo (considerado inválido pela Justiça Eleitoral) era tido como um voto de protesto contra os candidatos ou contra a classe política em geral.

Votos válidos

Atualmente, vigora no pleito eleitoral o princípio da maioria absoluta de votos válidos, conforme a Constituição Federal e a Lei das Eleições. Este princípio considera apenas os votos válidos, que são os votos nominais e os de legenda, para os cálculos eleitorais, desconsiderando os votos em branco e os nulos.

A contagem dos votos de uma eleição está prevista na Constituição Federal de 1988 que diz: “é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os brancos e os nulos”.

Ou seja, os votos em branco e os nulos simplesmente não são contados. Por isso, apesar do mito, mesmo quando mais da metade dos votos forem nulos, não é possível cancelar uma eleição.

Como é possível notar, os votos nulos e brancos acabam constituindo apenas um direito de manifestação de descontentamento do eleitor, não tendo qualquer outra serventia para o pleito eleitoral, do ponto de vista das eleições majoritárias (eleições para presidente, governador e senador), em que o eleito é o candidato que obtiver a maioria simples (o maior número dos votos apurados) ou absoluta dos votos (mais da metade dos votos apurados, excluídos os votos em branco e os nulos).

Com informações do TSE 

 

Quais são as propostas em debate para as mudanças no sistema eleitoral?

1) Voto majoritário

Abole o cálculo proporcional para preenchimento das vagas no Legislativo. Os candidatos mais votados seriam eleitos, independente do número de votos de seu partido.

2) Voto proporcional com lista fechada

No lugar de votar no candidato, o eleitor votaria no partido e este teria uma lista de candidatos numa ordem preestabelecida.

3) Voto proporcional com lista flexível

O partido tem uma lista com candidatos, mas o eleitor também pode escolher um nome. Votos da legenda vão para o candidato que encabeça a lista.

4) Voto em dois turnos

No primeiro turno, o eleitor vota no partido e será definido quantos parlamentares cada legenda terá. No segundo turno, o eleitor vota no candidato, para definir quais deles ocuparão as vagas conquistadas por cada partido.

5) Voto distrital

Cada estado e cidade seria dividido em diversos distritos. Em cada distrito seria eleito um único deputado

6) Voto distrital misto

Uma parte dos deputados seriam eleitos no formato de voto distrital e outra parte no formato proporcional. Na parte proporcional, a escolha poderia se dar em lista aberta, ou fechada.

7) Candidatura avulsa

Permite que um candidato possa se registrar sem estar filiado a um partido político

Fonte : http://www.ebc.com.br/noticias/politica/2013/07/como-funciona-o-sistema-eleitoral-brasileiro

Por que a Mídia é Considerada o Quarto poder :

Coronelismo, antena e voto: a apropriação política das emissoras de rádio e TV

“Mais sofisticado, sutil e ainda mais perverso”, na opinião do cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Francisco Fonseca é o “moderno” fenômeno do coronelismo eletrônico, ou seja, o uso de canais de comunicação de radiodifusão para atender a interesses políticos – prática que perdura nos tempos digitais. Suas origens estão no autoritarismo coronelista de décadas passadas e a prática política traz inúmeras semelhanças com seus modelos de concentração de propriedade. Só que, em vez do poder sobre as terras, o controle agora também alcança as ondas do rádio e da TV.

No início da década de 1980, um repórter da Rádio Rural, de Concórdia (SC), abria espaço para o depoimento do ex-senador Atílio Fontana: “Senador, o microfone é todo seu”. O senador, ciente de suas propriedades, disse a quem quisesse ouvir: “Não só o microfone, meu rapaz, mas a rádio toda”. Este episódio foi narrado em matéria do Jornal do Brasil que, naquela época, já denunciava o uso eleitoreiro de 104 estações de rádio e televisão, espalhadas por 16 estados, de propriedade de deputados, governadores, senadores ou ministros.

 

 

O impacto desta prática nos processos eleitorais e na configuração das representações das instituições também é significativo. O rádio e, principalmente, a televisão continuam sendo os meios de comunicação de massa de maior alcance na população. A última PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) mostrou que 97,2% das residências possuem pelo menos um aparelho de televisão e 75,7%, um de rádio.

A esses meios de comunicação cabe o papel de dar expressão às demandas e à diversidade da sociedade em todos os seus aspectos, mas também de fiscalizar os poderes públicos e a iniciativa privada. É também por meio de uma mídia livre que se estabelece a ligação e o controle entre representantes e representados, como princípio fundamental para o ambiente democrático. Por isso, a Constituição Federal garante o direito de acesso à informação aos cidadãos e, em conjunto, a liberdade de imprensa.

Num quadro em que um meio de comunicação de massa, que deveria cumprir uma função pública, é controlado por um político, que pode influenciar sua linha editorial, a autonomia e independência deste veículo para exercer o controle sobre o poder público estão totalmente comprometidas. Ao mesmo tempo, o proprietário do veículo passa a ter o poder de filtrar e restringir informações e conteúdos a serem divulgados, na medida de seus interesses e de seus correligionários, numa prática de autopromoção.

Fica caracterizado, assim, um claro desequilíbrio nos princípios de igualdade dos processos eleitorais, numa situação que pode configurar até mesmo a violação de eleições livres, com candidatos e partidos em condições totalmente desiguais de disputa.

Compreendendo o risco para a democracia brasileira do controle de serviços públicos, como a radiodifusão, por políticos, a Constituição Federal, em seu artigo 54, proíbe que deputados e senadores sejam proprietários ou diretores de empresas concessionárias de serviço público ou exerçam cargo ou emprego remunerado nesses espaços privados. A medida vem sendo respeitada para diversos serviços, mas segue ignorada no caso do rádio e da televisão (como veremos nas demais reportagens desta série).

* Carlos Gustavo Yoda é jornalista e integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social..

Fonte : http://foracoroneisdamidia.com.br/?p=133

 

 

 

Família – 1° ano

Publicado: maio 25, 2017 em Uncategorized

Considerando-se que a vida social é algo fundamental à existência e sobrevivência dos seres humanos enquanto indivíduos, é na família que se dá início ao processo de socialização, educação e formação para o mundo. Os grupos familiares caracterizam-se por vínculos biológicos, mas sua constituição ao longo da história em todos os agrupamentos humanos não se limitou apenas ao aspecto da procriação e preservação da espécie, mas tornou-se um fenômeno social.

As famílias são consideradas grupos primários, nos quais as relações entre os indivíduos são pautadas na subjetividade dos sentimentos entre as pessoas, fato que justifica, muitas vezes, o amor existente entre pais e filhos adotivos, logo sem relação consanguínea. Assim, os laços que unem os indivíduos em família não se sustem pela lógica da troca, da conveniência do relacionamento a partir de um cálculo racional como que em um contrato no mundo dos negócios em que cada parte vê vantagem na relação existente, constituindo um grupo formal. Ao contrário, a família é um grupo informal, no qual as pessoas estão ligadas por afeto e afinidade, e que por conta deste sentimento criam vínculos que garantem a convivência (em um mesmo local de residência, por exemplo), além da cooperação econômica.

Mas o que dizer dos inúmeros problemas familiares que tanto se ouve falar ou mesmo que se pode enfrentar no dia a dia? As respostas para esta pergunta são várias, assim como o grau de complexidade de cada uma pode variar. Porém, de maneira muito simplista, até certo ponto, é possível afirmar que a gênese dos conflitos familiares está no momento em que as bases da união (que justifica o tipo de relacionamento e de ligação) deste grupo começam a ser minadas pelo despontar das personalidades, das opiniões diferentes, da individualidade de cada membro, o qual não abre mão daquilo que lhe é particular (enquanto indivíduo) em nome da família. Para ilustrar, basta pensar nos conflitos existentes em famílias com jovens adolescentes os quais, neste momento em que deixam a infância para entrarem na vida adulta, tornam-se muito mais críticos aos valores dos adultos que o cercam, muitas vezes cogitando até mesmo, de forma impulsiva, abandonar o lar. Logo, nada mais natural do que os choques de geração e conflitos entre pais e filhos neste sentido, o que não significa uma desestabilização definitiva da família. Assim, a despeito disso, os vínculos construídos para além do biológico permanecem.

Transformações na Família

As mudanças ocorridas durante o final do Século XIX e ao longo da primeira metade do Século XX, tiveram implicações diretas nas famílias brasileiras da segunda metade do Século XX, principalmente na saída da mulher para o mercado de trabalho, na educação dos filhos, na impessoalidade nas relações sociais, no controle da natalidade e no enfraquecimento dos laços de parentesco.

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Historicamente, a preservação parcial da economia latifundiária explicaria, segundo Teruya (2000, p. 10), a manutenção das enormes desigualdades sociais no país, juntamente com as relações semi-patriarcais, principalmente nos estados do Norte. Por outro lado, o desenvolvimento da economia industrial no Sudeste é que passou a transformar a família, fazendo com que ela se nuclearizasse, para atender melhor as demandas da sociedade moderna, e com que perdesse a sua função reprodutiva.
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Para a autora, a condição urbano/rural foi a baliza para determinar o tipo familiar. E, também, que a união do processo de urbanização e da industrialização da sociedade no século XX, juntamente com o fenômeno da migração, fizeram com que o controle da produção passasse gradualmente da família para os empresários capitalistas e para o Estado. Em decorrência desta união ocorreram o enfraquecimento das relações de parentesco, a redução do tamanho da família e a redução do poder do pai e do marido. (TERUYA, 2000, p. 10).
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Atualmente as famílias são formadas por diversas estruturas: por exemplo, há mães solteiras com seus filhos; pais com filhos adotivos; famílias formadas por casais que já tiveram outros casamentos com filhos e decidiram ter outros filhos dessa união; temos ainda famílias formadas por um casal e um “animal de estimação”… e, também, se questiona se podemos considerar família o solteiro adulto que vive sozinho.
De modo, dois fatores recentes precipitaram toda essa transformação na organização familiar. O primeiro fator foi a legalização do divórcio, que, no Brasil, virou lei em 1977. O segundo foi o surgimento da pílula anticoncepcional, que garantiu aos homens e às mulheres a alternativa de uma vida sexual desvinculada da patenidade/maternidade.  O flagrante da revolução contemporânea, porque passa a população e a família brasileira, se completa com núcleos familiares formados por minorias como os homossexuais (com casamento e adoção de crianças) e por conta das novas técnicas de reprodução (inseminação artificial, doador de esperma, barriga de aluguel, etc.). A respeito destas famílias alternativas, Danda Prado, em 1981, já apontava quatro formas de famílias cujas principais características as diferenciavam das formas tradicionais:
a) A família criada em torno a um casamento dito “de participação” – trata-se aí de ultrapassar os papéis sexuais tradicionais.
b) O casamento dito “experimental” – que consiste na coabitação durante algum tempo, só legalizando essa situação após o nascimento do primeiro filho. c) Outra forma de família seria aquela baseada na “união livre”.
d) A família homossexual, quando duas pessoas de mesmo sexo vivem juntas, com crianças adotivas ou resultantes de uniões anteriores, ou, no caso de duas mulheres, com filhos por inseminação artificial. (PRADO, 1981, p. 19-22).
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Diversos estudos sobre a história da família, desigualdade e exclusão social e valor familiar tem fornecido elementos que ajudam a entender os rumos das mudanças porque tem passado as famílias na sociedade brasileira. As transformações ocorridas dentro e fora das famílias nas últimas décadas, segundo Fukui (1998, p. 18-19), passam, principalmente, pela mudança de valores, pois o valor da família não prevalece mais sobre o dos sentimentos individuais das pessoas. Por muito tempo e ainda hoje, os valores associados à família estiveram sempre apoiados num princípio que atrelava a sexualidade, reprodução e casamento, resultando num modelo de família conjugal, com casamento indissolúvel e monogâmico

Assim, há uma questão que se coloca na contemporaneidade: Diante de tantos divórcios, casamentos tardios e pessoas mais velhas morando ainda com os pais, ou mesmo vários casamentos ao longo da vida unindo-se filhos de relacionamentos anteriores, a família enquanto instituição estaria desaparecendo? Na tentativa de esboçar uma resposta, talvez possamos afirmar que, obviamente, aquele sentido mais tradicional da palavra estaria sim em extinção. Porém, tomando a família enquanto grupo e fenômeno social, é possível dizer que ela passa por uma forte reestruturação.

“Em 2012 Pela primeira vez, lares com formação tradicional deixam de ser maioria no país.”

O que está em declínio é a ideia de uma família composta por um casal heterossexual na qual, enquanto a mulher se restringe à esfera privada dedicando-se exclusivamente aos afazeres domésticos, ao homem cabe a esfera pública, da rua, do mundo do trabalho. Neste padrão tradicional de família, a união entre os cônjuges era marcada, predominantemente, pela cerimônia religiosa do casamento, independentemente da religião, fato que contrasta com as uniões muito frequentes e pouco duradoras de agora, consequência direta do temor em relação ao compromisso mais sério, principalmente pelos jovens. Também como sinal dessa reformulação dos padrões e arranjos familiares estão as famílias que se iniciam com casais homossexuais, o que acaba por gerar polêmica não apenas pelo fato da união em si (dados o preconceito e a intolerância existentes), mas também quando se cogita a adoção de crianças por eles, uma vez que no imaginário de boa parte das pessoas prevalece a ideia de uma família na qual os pais têm sexos diferentes. Nestes novos padrões familiares, além da conquista de uma maior independência pelas mulheres (em vários aspectos), elas casam-se e tornam-se mães agora com mais idade, além de terem um número de filhos extremamente reduzido quando comparado aos níveis de décadas passadas.

Dessa maneira, é importante considerar que, se a família é a base ou início do processo de socialização dos indivíduos, o que se torna fundamental é que ela seja estruturada de tal forma que o relacionamento entre seus integrantes seja pautado na harmonia e respeito entre seus pares, dada a importância e influência que tal grupo exerce na vida de cada um. Logo, ao pensar na família enquanto grupo não se trata aqui de fazer uma apologia ao modelo do passado ou ao do presente, mas de propor a reflexão quanto aos desdobramentos de sua conformação e de suas transformações, uma vez que suas características refletem a sociedade de seu tempo, o que faz dela (da família) um fenômeno social.

Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas

fonte : http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/familia-nao-apenas-um-grupo-mas-um-fenomeno-social.htm

 Violência Intrafamiliar

A violência doméstica ou intrafamiliar caracteriza-se por toda a ação ou omissão que prejudique o bem-estar, a integridade física, psicológica ou a liberdade e o direito ao pleno desenvolvimento de um membro da família (Batista, 2003; Cesca, 2004; Gonçalves, 2005; Morgado, 2005).
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Pode ser cometida dentro ou fora de casa por algum membro familiar, incluindo pessoas que passam a assumir função parental, ainda que sem laços consagüíneos. Estudos indicam que oitenta por cento dos casos de violência denunciados ocorreram dentro da casa da vítima, sendo que os perpetradores da agressão eram, principalmente, pais biológicos ou adotivos (AMENCAR, 1999).
A família não é, necessariamente, o centro e o núcleo de proteção dos direitos de seus membros, podendo muitas vezes ser o “palco” de um regime de terror e de desespero.

A Violência intrafamiliar é um problema só do Brasil?Não. A violência intrafamiliar constitui-se em um fenômeno democrático mundial que atinge diferentes classes sociais, religião, idade e grau de escolaridade.

Existem fatores que contribuem para violência intrafamiliar?
A violência é um fenômeno complexo e exitem inúmeros fatores que podem ser apontados como desencadeadores deste fenômeno como: fatores culturais (“em briga de marido e mulher, não se mete a colher”), fatores sociais (educação, renda familiar…), fatores familiares (promiscuidade, dinâmicas e normas familiares;), comunitários etc.
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Fonte :  http://violenciaintrafamiliarfmp.blogspot.com.br/2007/10/violncia-intrafamiliar.html

Gênero: Segundo Ano

Publicado: maio 23, 2017 em Uncategorized

https://www.youtube.com/watch?v=xMIiMNI6iGU

“Um caminho dentro da Sociologia para se analisar “as origens das diferenças de gênero é estudar a socialização do gênero, a aprendizagem de papéis do gênero com o auxílio de organismos sociais, como a família e a mídia. Essa abordagem faz distinção entre sexo biológico e gênero social – uma criança nasce com o primeiro e desenvolve o segundo. Pelo contato com vários organismos sociais, tanto primários como secundários, as crianças internalizam gradualmente as normas e as expectativas sociais que são percebidas como correspondentes ao seu sexo. As diferenças de gênero não são biológicamente determinadas, são culturalmente produzidas. De acordo com essa visão, as desigualdades de gênero surgem porque homens e mulheres são socializados em papéis diferentes.” Na socialização do gênero “meninos e meninas são guiados por “sanções” positivas e negativas, forças socialmente aplicadas que recompensam ou restringem o comportamento. Por exemplo, um menino poderia ser sancionado positivamente em seu comportamento (“Que menino valente você é!”), ou ser alvo de sanções negativas (“Meninos não brincam com bonecas”). Essas afirmações positivas e negativas ajudam meninos e meninas a aprender os papéis sociais esperados e a adequar-se a eles.”

 

Essa interpretação dos papéis sexuais e da socialização foi criticada e muitos escritores argumentam que “a socialização de gênero não é por si mesma um processo tranqüilo: diferentes organismos como a família, as escolas e outros núcleos de agrupamento talvez estejam em divergência com outros.

Além disso, as teorias de socialização ignoram a capacidade dos indivíduos de rejeitar ou modificar as expectativas sociais acerca dos papéis sexuais.”… “Embora convenha nutrir certo ceticismo com relação a qualquer adoção indiscriminada da abordagem que postula os papéis dos sexos, muitos estudos mostram que, em certa medida, as identidades de gênero são resultados de influências sociais”.

“As influências sociais na identidade de gênero fluem por meio de diversos canais;”… “ Estudos sobre as interações entre pais e filhos, por exemplo, mostram diferenças distintas no tratamento de meninos e meninas, mesmo quando os pais acreditam que suas reações para ambos sejam iguais. Os brinquedos, os livros ilustrados e os programas de televisão experienciados por crianças tendem a enfatizar diferenças entre os atributos masculinos e femininos. Embora a situação, de alguma forma, esteja mudando, os personagens masculinos em geral superam em número os femininos na maior parte dos livros infantis, contos de fadas, programas de televisão e filmes. Os personagens masculinos tendem a representar papéis mais ativos e aventurosos, enquanto os femininos são retratados passivos, esperançosos e voltados à vida doméstica. Pesquisadoras feministas demonstraram como produtos culturais e de mídia, comercializados para audiências jovens, encarnam atitudes tradicionais para com o gênero e os tipos de objetivos e ambições esperados em meninos e meninas.”

Fonte : http://crv.educacao.mg.gov.br

 6 mitos machistas que eu e você reproduzimos

Machista parece uma palavra tão distante. Às vezes soa como um xingamento tão ingênuo e ofensivo quanto “cabeça de melão”. Outras vezes, parece meio fora de contexto, datado. Mas o que é machismo?

machismo2 >>> ma.chis.mo2 – sm (macho+ismo) 1 Atitude ou comportamento de quem não admite a igualdade de direitos para o homem e a mulher, sendo, pois, contrário ao feminismo. 2 pop Qualidade, ação ou modos de macho; macheza, machidão. (definição do dicionário da língua portuguesa Michaelis)

 

  1. Homem é tudo igual

Quantas vezes, em conversas e situações diversas, você já ouviu a frase: “Mas homem é tudo igual!”? Sem nem ter direito a defesa, você foi jogado no mesmo balaio que todos aqueles homens “galinhas e sem caráter que só querem enganar as mulheres”. Pois saiba que muitas mulheres repetem isso por puro machismo, da mesma maneira que ouvimos tantas vezes no trânsito o clássico “só podia ser mulher mesmo!”. O sexismo padroniza as pessoas e nos coloca em caixas estereotipadas que afetam a maneira como vemos o mundo. Então, se você é macho de verdade, tem que agir como tal.

O que surpreende não é o pensamento comum sobre essas constatações ou as piadas feitas a respeito, mas o espanto das pessoas ao encontrar situações e seres humanos que contrariem esse senso, como encontrar uma mecânica mulher na oficina ou um professor homem trabalhando creche. Ninguém quer ser julgado por habilidades físicas e psicológicas que são atribuídas antes de nos conhecer. Portanto, comece a perceber hoje as suas diferenças para poder observar bem melhor a pluralidade das pessoas. Você não quer ser igual a todo mundo, não é mesmo?

 

  1. Hoje em dia não existe mais diferença no tratamento de homens e mulheres na política

Mulheres são minoria na política. Recentemente tínhamos uma presidenta, nove ministras (de um total de 37), 12 senadoras (de 81) e 45 deputadas federais ocupando uma pequena parte das 513 cadeiras. Por sermos novatas no local, é importante dar dicas de como as pessoas podem adivinhar nossos pensamentos por meio do formato de nossos cabelos. Claro.

Como se não bastassem as cotas para candidatas nos partidos, o questionamento sobre a capacidade de uma mulher fazer política e todos os obstáculos que uma vida pública pode trazer para qualquer pessoa – independente do gênero – ainda temos que aguentar a ladainha da avaliação física, como se isso influenciasse diretamente no modo de uma mulher governar. Imagine o cenário oposto, se chegássemos às mesmas conclusões sobre os trajes dos colegas (homens) de gabinete: analisar a cor da gravata, o nível de brilho da careca, etc.

“Sinais básicos a serem atentamente observados, assim que a Presidente ou suas ministras (também superiores a vocês) adentrarem qualquer recinto:
a – terninho e cabelo bem penteado: humor estável, dia tranquilo.
b – terninho e cabelo murcho: humor de c
ão. Tentem remarcar o compromisso para outro  dia.” (Trecho de um artigo da Gloria Kalil)

 

3. Mulheres preferem chocolate a sexo.

Portais de notícias estão cheios de pesquisas que ninguém sabe como são feitas, mas que afirmam categoricamente: mulheres preferem muitas coisas ao invés de sexo.  mais interessante é que ninguém se pergunta por que isso acontece. Vamos pensar na educação que é dada a homens e mulheres: a virilidade do macho é uma das características mais celebradas. Até mesmo a ciência do início do século XX assegurava como características femininas, por razões biológicas: a fragilidade, o predomínio das faculdades afetivas sobre as intelectuais, a subordinação da sexualidade à vocação maternal. Em oposição, o homem conjugava à sua força física uma natureza autoritária, empreendedora, racional e uma sexualidade sem freios. Temos então: mulheres que não desenvolvem plenamente sua sexualidade há muitos anos, dentro de uma sociedade que até hoje não dá a abertura devida. Não parece ser à toa que existam tantas pesquisas tentando explicar porque não gostamos tanto de sexo como homens afinal, não é o machismo, é que preferimos viver eternamente preocupadas com o peso.

 

  1. Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher

Sempre que pensamos em brigas de casal, vemos pratos voando pela sala. Porém, há uma realidade interna de gritos, humilhações, maus tratos e ameaças. A maioria dos nossos relacionamentos é baseada em posse e desconfiança. No caso das mulheres, há o agravante de serem vistas como parte das propriedades do marido. É muito comum o sujeito, de mal com a vida, descontar na mulher suas frustrações ao invés de procurar alguém do seu tamanho na rua (o que seria igualmente errado). De acordo com uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo em parceria com o SESC, realizada em 2010, a maioria dos homens diz considerar que “bater em mulher é errado em qualquer situação” (91%). Embora apenas 8% digam já ter batido “em uma mulher ou namorada”, um em cada quatro (25%) diz saber de “parente próximo” que já bateu e metade (48%) afirma ter “amigo ou conhecido que ateu ou costuma bater na mulher. Brigas de casal implicam, geralmente, num cenário de dominação e humilhação. E nós sabemos qual parte do casal é mais comumente inferiorizada. E se inferiorizar mulheres é machismo, se omitir frente a este problema também é tomar uma posição sobre ele.

 

5.Quem estupra mulher feia merece um abraço

O humor é uma linguagem e como toda linguagem deve ser livre. O humor também possui um discurso ideológico e é destinado a um público específico, portanto, deve ser passível de crítica. Há uma categoria no humor que podemos chamar de chavão ou clichê. São aquelas piadas do tempo de nossos avós. São as piadas sobre mulheres feias ou burras, “bichinhas”, pretos pobres e qualquer outra minoria que possa ser estereotipada. Você já ouviu piadas do tipo “o que são 4 homens brancos heterossexuais num fusca verde?”. Pois é.

Piadas estão aí desde que o mundo é mundo, mas o humor funciona mesmo quando subverte nossa lógica e nos tira do senso-comum. Fazer piada com quem está por baixo socialmente é moleza. Reproduzir preconceitos que são passados há gerações nas famílias é fácil. Mulher feia tá aí sendo chamada de canhão na rua todo dia. Quero ver é fazer rir sem apelar para ofensa, como a Wanda Sykes faz. Até violência doméstica pode ser piada, quando é um humor que propõe reflexão sobre os estereótipos reproduzidos que estão sendo representados.

Num país onde somos ensinados a não deixarmos ser estupradas ao invés de ensinar que estupro é crime, esse tipo de humor tem um valor simbólico imensurável para identificarmos que o machismo está aí, em homens e mulheres, e é tão naturalizado que pode vir em forma de risos. “Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas.”


(Trecho de “
Dispenso essa rosa”, de Marjorie Rodrigues)

  1. Mulheres são heroínas que trabalham, cuidam da casa e estão sempre bonitas

Como você concilia carreira e filhos?Pense nas revistas semanais ou em entrevistas com homens que sejam campeões esportistas, políticos ou cantores famosos, pessoas que possuem uma rotina cheia e com muitas viagens. Alguma vez você viu alguém perguntar como eles conciliam carreira e filhos? Ou o que mais gostam de cozinhar? Conciliar filhos e carreira parece ser um desafio apenas da mulher. Mas esperem! Todas as mulheres estão tendo seus bebês por meio de fertilização in vitro com doadores anônimos? Como será que os pais dessas crianças conciliam carreira e família?

Há escolhas que afetam muito nossas vidas, como a mudança de cidade ou um novo emprego. Há escolhas que a sociedade parece fazer por nós. É obrigação da mulherconciliar carreira e filhos, enquanto o papel do homem é apenas ser o provedor. Perdem todos nessa relação. A mulher sobrecarregada que não se desenvolve na carreira e o homem que perde a experiência prazerosa de criar os filhos de forma presente. De acordo com dados recentes do IBGE, mulheres ganham 20% a menosque os homens. Por mais escolaridade que tenham, o elevador profissional não chega até a cobertura para as mulheres. Há um teto de vidro que as impede de ascenderem no mercado de trabalho. Uma das respostas para este problema está no fato de que apenas elas têm que conciliar suas ambições profissionais com a família.

Repito: todos perdem com o machismo.

Segue link de excelente episódio dos Simpson que trata de uma forma divertida  e Inteligente a questão da desigualdade de Gênero indicado pela Aluna Isis Cristina da Turma 203 :

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Política – 3 ° Ano

Publicado: maio 23, 2017 em Uncategorized

POR QUE DEVEMOS ENTENDER DE POLÍTICA  ?

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

SISTEMA POLÍTICO BRASILEIRO

 

Inspiração: Teoria da Tripartição do Poder  de Montesquieu

A separação ou tripartição dos três poderes é uma teoria desenvolvida por Charles de Montesquieu, na obra o “O Espírito das Leis”, (1748), foi criada a partir de influências de outros pensadores anteriores a ele, como Aristóteles na obra intitulada “Política” e posteriormente por John Locke cem anos antes de “O Espírito das Leis”. Porém, nenhuma obra anterior explica de forma mais coerente e detalhada a estruturação de um estado regido sob os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) como a de Charles-Louis de Secondat (ou Montesquieu).

Montesquieu desenvolveu uma ideia que dá o parâmetro do constitucionalismo, ou seja, do conjunto de leis contidas numa constituição. É o tipo de regência mais comum em quase todos os tipos de governos de hoje e que busca de maneira democrática designar as autoridades competentes a cada âmbito da sociedade. Isso ocorre para se evitar o autoritarismo, a arbitrariedade e a violência, que eram comuns na maioria das monarquias absolutistas da época, quando reis e tiranos sustentavam suas próprias concepções do que achavam que era justo ou verdadeiro a partir de conceitos puramente religiosos e/ou impostores.

Organograma.

Brasil é uma república federativa presidencialista. República, porque o Chefe de Estado é eletivo e temporário; federativa, pois os Estados são dotados de autonomia política; presidencialista, porque ambas as funções de Chefe de Governo e Chefe de Estado são exercidas pelo presidente.

O Poder de Estado é dividido entre órgãos políticos distintos. A teoria dos três poderes foi desenvolvida por Charles de Montesquieu em seu livro “O Espírito das Leis” (1748). Baseado na afirmação de que “só o poder freia o poder”, o mesmo afirmava que para não haver abusos, era necessário, por meios legais, dividir o Poder de Estado em Executivo, Legislativo e Judiciário. No Brasil, esses são exercidos respectivamente, pelo presidente da república, Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Legislativo

O Poder Legislativo federal no Brasil é composto pela Câmara dos Deputados e Senado, que representam respectivamente o povo brasileiro, os Estados e o Distrito Federal. As duas Casas formam o Congresso Nacional, localizado em Brasília, onde trabalham os senadores e deputados federais.

O Senado representa as unidades federativas. Os Estados e o Distrito Federal elegem três senadores (independentemente do tamanho de seu território ou do número de habitantes) cada um, num total de 81, para mandatos de oito anos. Suas principais funções são: propor, debater e aprovar leis que são de interesse do País.

A Câmara dos Deputados discute a aprovação de leis sobre diversos temas, além de fiscalizar o uso dos recursos arrecadados pelo povo. A divisão das cadeiras é proporcional ao número de habitantes dos Estados e do Distrito Federal, respeitados o mínimo de oito e o máximo de 70 parlamentares por unidade da federação. O número total não pode passar de 513.

O poder Legislativo nas instâncias estaduais e municipais está sob responsabilidade das Assembleias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores. É representado pelos deputados estaduais, responsáveis por criar e aprovar as leis estaduais e fiscalizar o Executivo.

O Poder Executivo

 

O Poder Executivo tem a função de governar o povo e administrar os interesses públicos, de acordo as leis previstas na Constituição Federal. No Brasil, País que adota o regime presidencialista, o líder do Poder Executivo é o Presidente da República, que tem o papel de chefe de Estado e de governo. O Presidente é eleito democraticamente para mandato com duração de quatro anos e possibilidade de uma reeleição consecutiva para igual período.

Ao tomar posse, o chefe do Executivo tem o dever de sustentar a integridade e a independência do Brasil, apresentar um plano de governo com programas prioritários, projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento. Cabe ao Poder Executivo executar as leis elaboradas pelo Poder Legislativo, mas o Presidente da República também pode iniciar esse processo. Em caso de relevância e urgência, adota medidas provisórias e propõe emendas à Constituição, projetos de leis complementares e ordinárias e leis delegadas.

O Presidente da República também tem o direito de rejeitar ou sancionar matérias e ainda, decretar intervenção federal nos Estados, o estado de defesa e o estado de sítio; manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos; celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional. Compete ao cargo a concessão de indulto e a comutação de penas, ou seja, substituir uma pena mais grave, imposta ao réu, por outra mais branda.

Para concorrer ao cargo, o candidato ou candidata deve cumprir alguns requisitos:
* ser brasileiro nato.
* ter a idade mínima de 35 anos, completos antes do pleito
* ter o pleno exercício de seus direitos políticos
* ser eleitor e ter domicílio eleitoral no Brasil
* ser filiado a uma agremiação ou partido político
* não ter substituído o atual presidente nos seis meses antes da data marcada para a eleição.

Em caso de viagem ou impossibilidade de exercer o cargo, o primeiro na linha sucessória a ocupar o cargo de Presidente é o seu vice. Em seguida vêm o presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e presidente do Supremo Tribunal Federal.

Poder Judiciário

 

A função do Poder Judiciário é garantir os direitos individuais, coletivos e sociais e resolver conflitos entre cidadãos, entidades e Estado. Para isso, tem autonomia administrativa e financeira garantidas pela Constituição Federal.

São órgãos do Poder Judiciário o Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), além dos Tribunais Regionais Federais (TRF), Tribunais e Juízes do Trabalho, Tribunais e Juízes Eleitorais, Tribunais e Juízes Militares e os Tribunais e Juízes dos estados e do Distrito Federal e Territórios.

Supremo Tribunal Federal

O STF é o órgão máximo do Judiciário brasileiro. Sua principal função é zelar pelo cumprimento da Constituição e dar a palavra final nas questões que envolvam normas constitucionais. É composto por 11 ministros indicados pelo Presidente da República e nomeados por ele após aprovação pelo Senado Federal.

Superior Tribunal de Justiça

Abaixo do STF está o STJ, cuja responsabilidade é fazer uma interpretação uniforme da legislação federal. É composto por 33 ministros nomeados pelo Presidente da República escolhidos numa lista tríplice elaborada pela própria Corte. Os ministros do STJ também têm de ser aprovados pelo Senado antes da nomeação pelo Presidente do Brasil.

O STJ julga causas criminais de relevância, e que envolvam governadores de estados, Desembargadores e Juízes de Tribunais Regionais Federais, Eleitorais e Trabalhistas e outras autoridades.

Além dos tribunais superiores, a o sistema Judiciário federal é composto pela Justiça Federal comum e pela Justiça especializada (Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral e Justiça Militar).

Justiça Federal

A Justiça Federal comum pode processar e julgar causas em que a União, autarquias ou empresas públicas federais sejam autoras, rés, assistentes ou oponentes – exceto aquelas relativas a falência, acidentes de trabalho e aquelas do âmbito da Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.

É composta por juízes federais que atuam na primeira instância, nos tribunais regionais federais (segunda instância) e nos juizados especiais, que julgam causas de menor potencial ofensivo e de pequeno valor econômico.

Justiça do Trabalho

A Justiça do Trabalho julga conflitos individuais e coletivos entre trabalhadores e patrões. É composta por juízes trabalhistas que atuam na primeira instância e nos tribunais regionais do Trabalho (TRT), e por ministros que atuam no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Justiça Eleitoral

Com o objetivo de garantir o direito ao voto direto e sigiloso, preconizado pela Constituição, a Justiça Eleitoral regulamenta os procedimentos eleitorais. Na prática, é responsável por organizar, monitorar e apurar as eleições, bem como por diplomar os candidatos eleitos. Também pode decretar a perda de mandato eletivo federal e estadual e julgar irregularidades praticadas nas eleições.

Os juízes eleitorais atuam na primeira instância e nos tribunais regionais eleitorais (TRE) e os ministros que atuam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Justiça Militar

A Justiça Militar é composta por juízes militares que atuam em primeira e segunda instância e por ministros que julgam no Superior Tribunal Militar (STM). Sua função é processar e julgar os crimes militares.

Justiças Estaduais

A organização da Justiça estadual é competência de cada estado e do Distrito Federal. Nela existem os juizados especiais cíveis e criminais. Nela atuam juízes de Direito (primeira instância) e desembargadores, (nos tribunais de Justiça, segunda instância). Nos estados e no DF também existem juizados especiais cíveis e criminais.

A função da Justiça estadual é processar e julgar qualquer causa que não esteja sujeita à Justiça Federal comum, do Trabalho, Eleitoral e Militar.

O STF e o STJ têm poder sobre a Justiça comum federal e estadual. Em primeira instância, as causas são analisadas por juízes federais ou estaduais. Recursos de apelação são enviados aos Tribunais Regionais Federais, aos Tribunais de Justiça e aos Tribunais de Segunda Instância, os dois últimos órgãos da Justiça Estadual.

Às decisões dos tribunais de última instância das justiças Militar, Eleitoral e do Trabalho cabe recurso, em matéria constitucional, para o STF.

Fonte: http://www.brasil.gov.br

Cultura e Identidade – 1° ano.

Publicado: abril 22, 2017 em Uncategorized

O que é Cultural ? 

Você certamente já deve ter percebido que certas palavras são utilizadas com mais de um sentido. É precisamente esse o caso do termo “cultura”. É comum, por exemplo, ouvirmos dizer que determinada pessoa tem cultura porque fala vários idiomas ou porque conhece muitas obras de literatura. Saindo do plano individual, também é frequente lermos que certa civilização produziu uma cultura muito complexa do ponto de vista religioso. Além desses dois usos, eventualmente nos deparamos com pessoas que costumam comparar a época atual com a do passado, dizendo, por exemplo, que as pessoas da década de 1970 não apreciavam a cultura pop internacional tanto quanto as de hoje o fazem. Em todos esses casos, estamos diante da mesma palavra, “cultura”.Mas os sentidos com que ela aparece em cada um dos contextos são bastante diferentes, conforme notou o pensador Félix Guattari.

Filósofo, psicanalista e militante francês, Pierre-Félix Guattari nasceu em 1930 e faleceu há 20 anos, em 1992. Tendo se debruçado sobre diversos temas, uma das contribuições de Guattari é a distinção dos três sentidos usuais de “cultura”: cultura-valor, cultura-alma coletiva e cultura-mercadoria.

Cultura como valor (Capital cultural ) :  Ela expressa a ideia de que é possível ter ou não ter determinada cultura. É o caso, por exemplo, dos brasileiros que dominam a língua francesa, latina ou alemã, sendo, por isso, considerados cultos. O uso do termo “cultura” para denotar um valor permite, portanto, determinar a distinção entre quem tem e quem não tem uma suposta cultura (por exemplo, artística, musical, científica, filosófica e matemática, dentre outras). A noção de cultura como valor permite, ainda, classificar certo indivíduo como pertencente ao meio culto ou inculto, dentre muitos outros. Pessoas que não dominam as normas da língua culta para a escrita, por exemplo, tentem a ser classificadas como incultas.

Cultura-alma coletiva 

É o uso cotidiano da palavra “cultura”, o chamado “cultura-alma coletiva”, é sinônimo de “civilização”. Nesse caso, estamos diante da noção de que todas as pessoas, grupos e povos têm cultura e identidade cultural. A população do interior do estado de São Paulo, por exemplo, tem como parte integrante de sua identidade cultural um sotaque bastante peculiar na pronúncia do “r” em palavras como “porta”, “jantar” e “dormir”, dentre tantas outras. É nesse sentido, portanto, que falamos de cultura negra, chinesa ou ocidental, sempre fazendo referência aos traços culturais que possibilitam a identificação e a caracterização dos indivíduos que constituem esses povos.

Cultura-mercadoria: O uso do termo “cultura” como cultura-mercadoria corresponde, segundo Guattari, à chamada “cultura de massa”. Nesse caso, não se trata de avaliar a qualidade da cultura que determinada pessoa tem ou não, nem tampouco de delimitar os traços culturais de um povo (como os habitantes do interior de São Paulo). A noção de cultura-mercadoria está ligada a bens, equipamentos e conteúdos teóricos e ideológicos de produtos que estão à disposição das pessoas que querem e podem comprá-los. São os casos, por exemplo, de serviços, filmes, livros, músicas, novelas, séries e programas de reality shows consumidos por milhões de pessoas dentro e fora do Brasil. Ou seja, gente com repertórios culturais muito distintos (primeiro sentido) e oriunda de culturais extremamente diversificadas (segundo sentido) pode muito bem partilhar a mesma cultura-mercadoria quando assiste ao Big Brother ou escuta Katy Perry.

 

Fonte : http://clickeaprenda.uol.com.br/portal/mostrarConteudo.php?idPagina=30296

Cultura Material

cultura material nada mais é que a importância que determinados objetos possuem para determinado povo e sua cultura. É também através da cultura material que se ajuda a criar uma identidade comum. Esses objetos fazem parte de um legado de cada sociedade. Cada objeto produzido tem um contexto específico e faz parte de determinada época da história de um país. A cultura material se aplica a quase toda produção humana.

Cultura Imaterial

Todo povo possui um patrimônio que vai além do material, de objetos. Esse patrimônio é chamado de cultura imaterial. Ou seja, cultura imaterial é uma manifestação de elementos representativos, de hábitos, de práticas e costumes. A transmissão dessa cultura se dá muitas vezes pela tradição. Os maiores exemplos de cultura imaterial no Brasil são o folclore, a capoeira etc.

Todos somos parte integrante na cultura de nosso país e por isso devemos respeitar qualquer forma de manifestação cultural. Nossa riqueza cultural, nossas belezas naturais só fazem sentido se forem para serem compartilhadas igualmente com todos que fizeram parte dessa imensidão que é o nosso Brasil.