Arquivo de março, 2017

Karl Marx foi um importante sociólogo e filósofo alemão. Seus pensamentos e ideias acabaram influenciando diversas áreas de estudos, e, hoje, é considerado um dos maiores revolucionários e intelectuais da história. Confira 7 conceitos de Karl Marx que você deve saber para a prova do Enem:

Classes sociais:

Classe social pode ser definida como um grupo de agentes sociais nas mesmas condições no processo de produção, e que possuem afinidades políticas e ideológicas. Segundo Marx, a divisão da sociedade em classes é consequência dos papeis desiguais que os grupos sociais têm no processo de produção.

De acordo com a teoria marxista, em todas as sociedades capitalistas existe uma classe dominante, que controla direta ou indiretamente o estado, e as classes dominadas por esta. A classe dominante seria aquela que impõe a estrutura social mais adequada para a exploração da força de trabalho.

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Luta de classes:

O conceito de luta de classes está bastante relacionado ao conceito de classes sociais. Para Marx, entre as classes de cada sociedade há uma luta constante por interesses opostos, na sociedade capitalista, a divisão social ocorreu devido a apropriação dos meios de produção para um grupo de pessoas (burgueses) e outro grupo explorado devido à sua capacidade e força de trabalho (proletariado).

 

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Mais-valia:

Seguindo a lógica de Marx para definir a luta de classes, os trabalhadores são economicamente explorados e os patrões obtém o lucro através da chamada mais-valia. Este conceito, de acordo com a perspectiva marxista, pode ser compreendido da seguinte forma: imagine que um funcionário demore cerca de 2 horas para fabricar um determinado produto. Neste período, ele produz o suficiente para pagar todo o seu trabalho. Entretanto, este funcionário permanece mais tempo na fábrica e recebe o equivalente à produção de apenas um deste produto. O custo da produção continua o mesmo, assim como o salário do funcionário, que receberá menos para gerar mais lucro.

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Alienação:

A alienação, para Marx, seria uma espécie de aprisionamento. Para ele, o trabalho, ao invés de realizar o homem, o escraviza. Sua vida passa a ser medida pelo o que ele possui e não pelo o que ele é.

Para o sociólogo alemão, existem diferentes formas de alienação, como a religião ou o Estado. Mas a alienação principal para Marx seria a econômica.

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Consciência de classe:

O conceito de consciência de classe diz respeito ao sentimento de pertencimento que um indivíduo tem pela classe social específica a que pertence. Desta forma, um indivíduo com consciência de classe irá agir de forma solidária com os restantes membros desta classe, na defesa dos interesses coletivos. A consciência de classe é determinada  pela luta de classes.

Exemplo de discurso ligado ao conceito de consciência de classe em Marx :

Proletariado:

Karl Marx entendia que a única riqueza que um trabalhador poderia possuir e multiplicar era sua prole (filhos). No processo das primeiras Revoluções Industriais, os trabalhadores buscavam ter muitos filhos para que eles se tornassem os novos “braços trabalhadores” para o mercado de trabalho. O termo proletariado surge para designar essa massa de trabalhadores prontos para venderem suas forças de trabalho.

O proletariado é o oposto à burguesia dentro da teoria marxista, é o que possui apenas a força de trabalho como propriedade.

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Força de trabalho:  

Marx diz que não é o trabalho que é explorado pela sociedade capitalista, mas sim a “força de trabalho” ou a capacidade de trabalho que um operário tem. Segundo as normas da economia capitalista, esta força de trabalho é paga pelo seu “valor”, e o salário é o que permite manter e reproduzir a força de trabalho.

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Fonte : QG do ENEM

Mais conceitos Importantes para entender a Teoria de Karl Marx

O que é Ideologia:

Ideologia, em um sentido amplo, significa aquilo que seria ou é ideal.

Este termo possui diferentes significados, sendo que no senso comum é tido como algo ideal, que contém um conjunto de ideiaspensamentosdoutrinas ou visões de mundo de um indivíduo ou de determinado grupo, orientado para suas ações sociais e políticas.

Diversos autores utilizam o termo sob uma concepção crítica, considerando que ideologia pode ser um instrumento de dominação que age por meio de convencimento; persuasão, e não da força física, alienando a consciência humana.

O termo ideologia foi usado de forma marcante pelo filósofo Antoine Destutt de Tracy e o conceito de ideologia foi muito trabalhado pelo filósofo alemão Karl Marx, que ligava a ideologia aos sistemas teóricos (políticos, morais e sociais) criados pela classe social dominante.

De acordo com Marx, a ideologia da classe dominante tinha como objetivo manter os mais ricos no controle da sociedade.

fonte: https://www.significados.com.br/ideologia/

Lei da Oferta e Procura :

A Lei da Oferta e da Procura (Demanda) busca estabilizar a procura e a oferta de um determinado bem ou serviço. Oferta é a quantidade do produto disponível em mercado, enquanto procura é o interesse existente em relação ao mesmo. A oferta depende do preço, da quantidade, da tecnologia utilizada na fabricação entre outras coisas relacionadas aos produtos e serviços. A procura é influenciada pela preferência do consumidor final, a compatibilidade entre preço e qualidade e a facilidade de compra do produto.

O fator determinante para a procura de um determinado bem ou serviço deixou de ser o preço, pois o mesmo sofre alterações por causa de qualquer desequilíbrio entre a oferta e a procura. Dessa forma, pode-se dizer que o preço de algo é determinado pelo próprio consumidor, pois quando esses passam a buscar mais um produto qualquer, o produtor eleva o seu preço, fazendo com que o consumidor pague mais se deseja adquirir o mesmo. Em contrapartida, quando um produto não é mais procurado o produtor é estimulado a deixar de produzi-lo para que não tenha despesas em relação à oferta sem demanda.

O preço de um bem ou serviço é fixado levando em consideração a relação entre a procura e a necessidade do consumidor final e, ainda, os custos gerados na fabricação e o tempo gasto em sua produção. Os fatores que influenciam o consumidor final a procurar um determinado produto são as necessidades em relação ao mesmo, o poder de compra, a concorrência, a qualidade, a satisfação do cliente entre outros.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

Tipos de Desempregos na sociedade contemporânea 

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Quem é Erving Goffman ?

Erving Goffman nasce em 1922 e falece em 1982, foi um sociólogo e linguista canadense. Ele estudou nas universidades de Toronto e de Chicago, chegou na universidade de Chicago em 1945 Em 1958, ele passou a integrar o corpo docente em Berkeley, na universidade da Califórnia. Em 1968, Goffman é professor de Antropologia e Sociologia.

Erving Goffman

Por que falar sobre ele ?

Erving Goffman é um sociólogo que teve um papel importante na sociologia e mais especificamente no interacionismo. O interacionismo é uma maneira de ver o mundo em função das relações sociais. Então, Goffman é um individuo muito importante na sociologia e nas ciências sociais. Mas, vamos falar dele aqui, também, porque é bastante fácil de encontrar seu nome em trabalhos sobre a Sociologia.

Quais livros ele escreveu ?

Estigma: Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada.(1975)
A representação do eu na vida cotidiana (1973)
Asylums: Essays on the Social Situation of Mental Patients and Other Inmates (1968)
Comportamento em Lugares Públicos

Quais são as suas ideias ?

 

O mundo  => O teatro

Você => Um ator

Estudante, trabalhador, filho => Atuante em um papel

ERVING GOFFMAN E SEU TEATRO IMAGINÁRIO

 

Para entender como nos relacionamos com as outras pessoas no dia-a-di, Goffman propôs que pensássemos as interações como se elas estivessem ocorrendo no espaço de um “teatro imaginário”. Desse modo, ele utiliza as mesmas denominações retiradas da linguagem teatral para se referir aos dramas sociais:

Palco: é onde os atores, ou seja, as pessoas  que participam ativamente da representação desenvolvem a interação. É composto de um “cenário”, compreendendo a mobília, a decoração, a distribuição das pessoas e dos objetos no espaço e outros elementos que compõem o “pano de fundo” para o desenrolar da ação humana executada dentro dele.

Plateia: é onde ficam os observadores, ou seja, as pessoas que observam a interação, mas não atuam diretamente. Elas são parte importante da representação, porque as ações sempre são influenciadas por quem nos está assistindo.

Fachada: é a parte da frente do palco, onde se desenvolve a representação. Goffman também utiliza esse termo para se referir ao tipo de comportamento que adotamos quando estamos diante de outras pessoas, ou em outras palavras, o papel.

 

“Fachada, portanto, é o equipamento expressivo de tipo padronizado intencional ou inconscientemente empregado pelo indivíduo durante sua representação.”

GOFFMAN, Erving. A representação do eu na vida cotidiana. Tradução Maria Célia S. Raposo. Petrópolis: Vozes, 1989. p. 29.

Bastidores: é a parte que fica por detrás  do palco, que não pode ser vista pelo público que está na plateia. Justamente porque não pode ser vista, é o local ideal para que os comportamentos que precisam ser manipulados para uma plateia deixem de sê-lo. É nos bastidores que os atores podem ficar mais à vontade, sair do papel, relaxar, enfim, deixar de representar.

CONCEITO DE ESTIGMA DE GOFFMAN

O que é Estigma: Estigma é uma cicatriz provocada no corpo por uma ferida ou machucado, caracterizando também uma pinta ou sinal natural do corpo.

No âmbito religioso, o estigma é o nome dado para as feridas feitas por alguns santos e religiosos em seus corpos, na tentativa de representar as chagas de Jesus Cristo.

Como um sentido figurado, a palavra estigma ainda tem o significado de algo que é considerado ou definido como indigno, desonroso ou com má reputação.

Provavelmente, este significado se originou a partir de uma antiga acepção atribuída ao termo estigma, quando era hábito fazer uma marca com ferro quente nos braços e ombros dos criminosos ou escravos.

Este estigma ajudava a identificar na sociedade qual indivíduo era dotado de má reputação ou que havia cometido alguma espécie de crime.

Estigma social

No estudo da sociologia, o conceito de estigma social está relacionado com as características particulares de um grupo ou indivíduo que seguem o oposto das normais culturais tradicionais de uma sociedade.

Ou seja, tudo o que não é considerado um padrão cultural social é tido como um estigma para aquela sociedade.

Por exemplo, durante alguns anos os doentes mentais, negros, homossexuais e membros de algumas doutrinas religiosas, como os judeus, eram considerados estigmas para determinadas sociedades.

O estigma social, para muitos estudiosos, ajuda a provocar a criminalização de alguns grupos excluídos socialmente.

Assista o Vídeo :

 

 

Outros conceitos importantes ligados ao Tema .

Etnocentrismo : visão de mundo característica de quem considera o seu grupo étnico, nação ou nacionalidade socialmente mais importante do que os demais.

Diversidade Cultural : diz respeito à existência de uma grande variedade de culturas antrópicas. Há vários tipos de manifestações culturais que nos revelam essa variedade, tais como: a linguagem, danças, vestuário, religião e outras tradições como a organização da sociedade.

Esteriótipo: são generalizações que as pessoas fazem sobre comportamentos ou características de outros. Estereótipo significa impressão sólida, e pode ser sobre a aparência, roupas, comportamento, cultura etc.

Preconceito : sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância.

 

 Reportagens ligadas ao Estigma e suas relações com as formas de intolerância na sociedade moderna :

Estigma ligado Intolerância Religiosa 

Principal resposta ao atentado na França deve ser social, avalia Vidal

Jornalista e historiador entende que país está doente em razão da exclusão econômica e social e guerra agrava os problemas

Por: Luiz Antônio Araujo
11/01/2015 – 23h25min
Principal resposta ao atentado na França deve ser social, avalia Vidal PIERRE VERDY/AFP

Segundo Vidal, a “matança generalizada” na Síria influenciou jovens desesperados na FrançaFoto: PIERRE VERDY / AFP

 

Autor de livros sobre as banlieues (subúrbios franceses onde se concentram imigrantes), o Oriente Médio e o Holocausto, o historiador, jornalista e escritor francês Dominique Vidal diz que a França está doente, mas não em razão dos imigrantes ou do islamismo, e sim da exclusão econômica e social e que, com a guerra, “não se ganha nada”.

 

Por telefone, de Paris, Vidal conversou com Zero Hora na manhã de sábado. A seguir, uma síntese da entrevista: 

Como o senhor define o ataque à revista Charlie Hebdo e seus desdobramentos?

É a mais grave ação terrorista perpetrada na França no último meio século. É preciso remontar à Guerra da Argélia para se encontrar uma ação tão grave como essa, em particular contra jornais e jornalistas. Portanto, é um acontecimento importante e grave.

O senhor é Charlie?

Eu diria que sim e não. Sim, por razões evidentes, ou seja, o atentado contra Charlie Hebdo se tornou um símbolo do ataque à liberdade de expressão. É por isso que muitas pessoas dizem hoje “Eu sou Charlie” na França e no mundo. E diria também que não, na medida em que esse horrível atentado não pode barrar o debate com Charlie e com sua redação, notadamente sobre a maneira de tratar a religião em geral e a religião muçulmana em particular. Portanto, eu diria sim e não.

O problema é o Islã?

Certamente não. O que foi perpetrado na quarta-feira, mas também na sexta-feira, com a tomada de reféns na loja kosher em Porte de Vincennes, em Paris, é a ação de uma minoria ínfima. Há dezenas, talvez centenas de jovens que poderiam cair, escorregar para o horror. Eu lhe faço uma pergunta: diante do pesadelo inominável cometido pelo norueguês Breivik (Anders Breivik, terrorista que atacou um acampamento de jovens em 22 de julho de 2011, em Oslo), com 72 mortos no espaço de alguns minutos, você diria que o problema é o cristianismo ou o catolicismo? Certamente não.

Qual é a sua opinião sobre teses como as defendidas por intelectuais franceses como Éric Zemmour, que propõe deportação de imigrantes?

São teses e intelectuais absolutamente ultrajantes. Falar de deportação de muçulmanos da França, que foi a questão tratada numa entrevista a um jornal espanhol, é cometer um crime virtual. Lembro que o III Reich, antes de tentar exterminar os judeus, pretendeu deportá-los. Penso que nomes como Zemmour, o escritor Houellebecq (Michel Houellebecq) e Renaud Camus são os batalhões precursores da Frente Nacional (partido francês de extrema-direita). Isso quer dizer que a islamofobia é um instrumento muito importante da direita, na França e também na Europa, para chegar ao poder. Estamos numa situação extremamente inquietante desse ponto de vista, onde você pode encontrar o discurso e a propaganda da extrema-direita do início do século 20 reproduzidos de forma precisa, com a diferença de que agora os muçulmanos ocupam o lugar dos judeus. Isso é muito preocupante.

A França está doente? De quê?

Penso que é necessário compreender a dialética complicada da situação. Os atiradores não são pessoas comuns – são parte de uma ínfima minoria. Mas, ao mesmo tempo, é preciso considerar que há um terreno para esse terrorismo. E a doença da França está relacionada a esse terreno. É a doença da discriminação, do racismo, da islamofobia, do antissemitismo. Há na França uma parte da população que foi lançada na pobreza e na miséria, que vive em guetos, que são as grandes cidades das banlieues (subúrbios). É evidente que há situações de mal-estar econômico e social, mas também moral, que servem ao terror e ao terrorismo. Desse ponto de vista, não se deve negligenciar os fatos que ocorreram no mundo nos últimos 20 anos. O pesquisador francês Gilbert Achcar (historiador e professor da Universidade de Londres) usa o termo “choque de barbarismos”. Isso quer dizer que há uma parte da população que vê a tortura perpetrada em Abu Ghraib e, depois, em Guantánamo pelos americanos e que vê, de outro lado, o Estado Islâmico (EI). Há uma espécie de pingue-pongue entre esses dois tipos de barbárie. Veja o que acontece na Síria, com mais de 200 mil mortos, a maior parte de muçulmanos, com certeza. Essa matança generalizada certamente marcou esses jovens desesperados. E depois se vê, no verão passado, o ataque contra a Faixa de Gaza, com mais de 2 mil mortos, entre eles mais de 500 crianças. Tudo isso contribui para criar esse terror em meio ao qual o terrorismo pode fazer recrutamentos. Há, portanto, a necessidade de tratar essa doença.

Qual seria a possível solução política?

Penso que há, em parte, a resposta da repressão. É importante que se reforce a polícia para perseguir e prender os terroristas que cometeram esses atentados e outros que possam vir a fazê-lo. Hoje (sábado), há uma declaração da Al-Qaeda no Iêmen que reivindica essas ações, felicita os perpetradores e anuncia outras. Então, há, certamente, uma resposta policial a essa situação. Mas a resposta principal, na minha opinião, na França e na Europa, deve ser social, contra a indiferença em relação a grande parte da população, notadamente os jovens. Há também, em escala mundial, uma reflexão a fazer sobre a incapacidade da guerra de resolver os problemas. Tudo indica que, com a guerra, não se ganha nada. A guerra agrava os problemas. Há necessidade de um outro tipo de abordagem dos problemas, no Oriente Médio, certamente, mas também na África. Eu diria que a resposta não poderá ser somente militar, que é preciso ser uma resposta econômica, social e política.

 

Fonte : Jornal Zero Hora

 

Estigma Ligado a Culpa de Caráter :

Pai e filho são confundidos com casal gay e agredidos por grupo em São João da Boa Vista, SP

SÃO PAULO – Um homem de 42 anos teve metade da orelha decepada após ser agredido por um grupo de jovens no recinto da Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (EAPIC), em São João da Boa Vista, a 225 km de São Paulo. Os agressores pensaram que ele e o filho de 18 anos fossem um casal gay, pois estavam abraçados. As informações são do site da EPTV.

A agressão aconteceu na madrugada da última sexta-feira. O homem, que preferiu não se identificar, ainda está traumatizado. Ele contou que depois de um show um grupo de sete jovens se aproximou e perguntou se os dois eram gays.

Ele disse que explicou que eles eram pai e filho e, mesmo assim, houve um princípio de tumulto. Os rapazes foram embora, voltaram cinco minutos depois e começaram a agredir os dois. Um deles teria mordido a orelha do pai, decepando parte dela.

– Eu lembro de ter tomado um soco no queixo e apagado. Quando eu comecei a acordar eu ouvi as pessoas dizendo que eu estava sem a orelha – explicou.

Ambos foram levados para a santa casa, onde foram atendidos e liberados. O filho teve apenas ferimentos leves.

O delegado do 1º Distrito da Polícia Civil de São João Boa Vista, Fernando Zucarelli, disse que foi aberto um inquérito e que já está tentando identificar os possíveis autores. A homofobia, que é a aversão a homosexuais, ainda não consta como crime no código penal brasileiro, mas, além da agressão, os jovens também podem responder por discriminação.

A organização da EAPIC informou que havia 150 seguranças, além da Polícia Militar, durante toda a festa e que vai colaborar com a polícia para a identificação dos agressores.
Fonte : Jornal o Globo

Preconceito Gerado Pelo Estigmas Ligados ao Gênero Social 

Salário médio delas, por exemplo, representa 73% do recebido por eles

discriminação da mulher no mercado de trabalhoAs vitórias das mulheres em sua luta para se posicionar na sociedade, sobretudo no que diz respeito ao mercado de trabalho, são imensas. Prova disso é que temos mulheres como presidentes de grandes empresas, como Graça Foster na Petrobras, ou até mesmo Dilma Rousseff, como primeira presidente mulher do Brasil. Mas, ainda há muita disparidade no tratamento dispensado por empresas, e até mesmo pelo setor público, para homens e mulheres.

O primeiro quesito que chama atenção é a diferença salarial. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quanto mais elevado o grau de escolaridade das mulheres no mercado de trabalho, maior a diferença salarial na comparação com os homens. Em 2002, aponta o estudo, o rendimento das mulheres era equivalente a 70% do rendimento dos homens. Dez anos depois, o crescimento foi tímido: a relação passou para 73%.

No Espírito Santo, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a renda média do trabalho masculino é R$ 1.098,74. Já a feminina é cerca de 15% menor, equivalendo a R$ 928,11. Só para se ter uma ideia, a renda media total capixaba é de

R$ 1.037,54. Os dados são de 2013 e englobam apenas a renda proveniente do salário.

Essas diferenças gritantes, são reflexo da herança de uma sociedade patriarcal, que tem no homem o “grande provedor”, segundo a supervisora de recrutamento e seleção do Grupo Employer, Aline Cristina Siqueira.

“É uma questão mais cultural mesmo, devido ao fato de que o mercado de trabalho sempre foi dominado pelo homens. Apesar das nossas batalhas, da gente ter conseguido um lugar ao sol, ainda estamos batalhando para chegar num patamar de alguns níveis hierárquicos semelhantes deles”, afirma Aline.

Esse panorama pode ser visto mais fortemente na Região Norte, onde ainda há uma estrutura machista, patriarcal, em que ainda coloca a mulher em “posição secundária de educar os filhos”. Além da questão salarial, há a questão da contratação: empresas continuam preferindo homens, como aponta Aline.

“Consideramos uma discriminação sutil. As empresas colocam entraves justamente por conta desse estigma de a mulher ser mais frágil, e muitas vezes pela questão familiar, de a mulher ter filhos. O período de gestação, o afastamento por causa disso, tudo acaba tendo peso contra a própria mulher”, explica. discriminação da mulher no mercado de trabalho

Entretanto, esse panorama vem mudando. Há hoje empresas que dão benefícios para as mulheres, como auxílio-creche, por exemplo, reconhecendo que elas são tão capazes quanto eles.

A discriminação, segundo a supervisora de recrutamento e seleção, é mais gritante nas vagas operacionais. Nelas a questão física pesa, já que os contratantes acreditam que as mulheres não consigam fazer certos tipos de tarefas teoricamente “destinadas aos homens”.

“Um exemplo que podemos dar é o trabalho de auxiliar logístico, que sempre foi ocupado pelo público masculino. No entanto, a procura tem sido muito mais feminina e a empresa se vê no momento de ter que aderir à mulher, pela escassez da mão de obra. O homem acaba tendo a opção de escolher a função que quer exercer, a mulher acaba se sujeitando a certas situações pela necessidade de trabalhar”, afirma Aline.

Mulher com filhos tem mais problemas

O papel de mãe das mulheres é um dos principais fatores que afastam a mulher na disputa por uma vaga no mercado de trabalho, segundo Jacyara Pinheiro, diretora técnica da Rhopen. Já no processo de seleção, o fato de possuir filhos pequenos pode ser um ponto contra a mulher.

“Quando ela tem filhos, principalmente pequenos, surgem preocupações por parte do empregador como, por exemplo, ‘com quem ela vai deixar esses filhos?’, ‘será que ele não vai adoecer, e no primeiro espirro vai abandonar o trabalho?’. A empresa tem um preconceito ao achar que a mulher que tem filhos vai abandonar o trabalho logo”, explica.

Já empregadas, as mulheres tem que enfrentar piadinhas por parte dos colegas, caso aja de uma forma um pouco mais dura. “Se a mulher tem um jeito mais duro de ser, ou pela posição que ocupa, vem piadinhas do tipo ‘ela está de TPM’, ou ‘é mal amada’. É como se o homem pudesse apresentar oscilação de humor, mas a mulher fica associada a problemas hormonais, ou ‘ela é emocionalmente mais fraca’, como se ela não suportasse pressão”, aponta Jacyara.

A beleza ainda conta

Há ainda os casos em que o padrão de beleza conta. Segundo a diretora técnica, ainda há empresas que exigem que recepcionistas e secretárias sigam o padrão de beleza imposto pela sociedade.

“Eles consideram como um cartão de visita.  Mas ela vai sofrer depois que entra, uma dificuldade maior para se posicionar e não ficar como ‘cresceu só porque é bonita’. Por ela ser bonita, existe a piadinha infeliz de achar que ela ascendeu na empresa porque ficou com alguém, só por beleza, coisas bem pejorativas”, explica.

O assédio sexual também ainda é umas das dificuldades que a mulher enfrenta no mercado de trabalho. Segundo Jacyara, as abordagens acontecem de forma mais velada hoje em dia. “Existe inevitavelmente, não só no sentido de dar uma cantada. Mas também nas piadinhas, nas indiretas. A Lei tem sido bem dura nesse tipo de processo. Existe também uma obrigação de ajuste de conduta por parte das empresas porque elas são penalizadas”, afirma.

A identificação dessas ocorrências acaba sendo dificultada pelo medo por parte das mulheres em denunciar a prática. Ainda há o temor de se entrar para uma `lista de maus profissionais do mercado de trabalho’, o famoso ‘se alguém descobrir o processo contra o antigo empregador, não vai mais querer me contratar’.

Fonte: GAZETA ONLINE