Gênero: Segundo Ano

Publicado: maio 23, 2017 em Uncategorized

https://www.youtube.com/watch?v=xMIiMNI6iGU

“Um caminho dentro da Sociologia para se analisar “as origens das diferenças de gênero é estudar a socialização do gênero, a aprendizagem de papéis do gênero com o auxílio de organismos sociais, como a família e a mídia. Essa abordagem faz distinção entre sexo biológico e gênero social – uma criança nasce com o primeiro e desenvolve o segundo. Pelo contato com vários organismos sociais, tanto primários como secundários, as crianças internalizam gradualmente as normas e as expectativas sociais que são percebidas como correspondentes ao seu sexo. As diferenças de gênero não são biológicamente determinadas, são culturalmente produzidas. De acordo com essa visão, as desigualdades de gênero surgem porque homens e mulheres são socializados em papéis diferentes.” Na socialização do gênero “meninos e meninas são guiados por “sanções” positivas e negativas, forças socialmente aplicadas que recompensam ou restringem o comportamento. Por exemplo, um menino poderia ser sancionado positivamente em seu comportamento (“Que menino valente você é!”), ou ser alvo de sanções negativas (“Meninos não brincam com bonecas”). Essas afirmações positivas e negativas ajudam meninos e meninas a aprender os papéis sociais esperados e a adequar-se a eles.”

 

Essa interpretação dos papéis sexuais e da socialização foi criticada e muitos escritores argumentam que “a socialização de gênero não é por si mesma um processo tranqüilo: diferentes organismos como a família, as escolas e outros núcleos de agrupamento talvez estejam em divergência com outros.

Além disso, as teorias de socialização ignoram a capacidade dos indivíduos de rejeitar ou modificar as expectativas sociais acerca dos papéis sexuais.”… “Embora convenha nutrir certo ceticismo com relação a qualquer adoção indiscriminada da abordagem que postula os papéis dos sexos, muitos estudos mostram que, em certa medida, as identidades de gênero são resultados de influências sociais”.

“As influências sociais na identidade de gênero fluem por meio de diversos canais;”… “ Estudos sobre as interações entre pais e filhos, por exemplo, mostram diferenças distintas no tratamento de meninos e meninas, mesmo quando os pais acreditam que suas reações para ambos sejam iguais. Os brinquedos, os livros ilustrados e os programas de televisão experienciados por crianças tendem a enfatizar diferenças entre os atributos masculinos e femininos. Embora a situação, de alguma forma, esteja mudando, os personagens masculinos em geral superam em número os femininos na maior parte dos livros infantis, contos de fadas, programas de televisão e filmes. Os personagens masculinos tendem a representar papéis mais ativos e aventurosos, enquanto os femininos são retratados passivos, esperançosos e voltados à vida doméstica. Pesquisadoras feministas demonstraram como produtos culturais e de mídia, comercializados para audiências jovens, encarnam atitudes tradicionais para com o gênero e os tipos de objetivos e ambições esperados em meninos e meninas.”

Fonte : http://crv.educacao.mg.gov.br

 6 mitos machistas que eu e você reproduzimos

Machista parece uma palavra tão distante. Às vezes soa como um xingamento tão ingênuo e ofensivo quanto “cabeça de melão”. Outras vezes, parece meio fora de contexto, datado. Mas o que é machismo?

machismo2 >>> ma.chis.mo2 – sm (macho+ismo) 1 Atitude ou comportamento de quem não admite a igualdade de direitos para o homem e a mulher, sendo, pois, contrário ao feminismo. 2 pop Qualidade, ação ou modos de macho; macheza, machidão. (definição do dicionário da língua portuguesa Michaelis)

 

  1. Homem é tudo igual

Quantas vezes, em conversas e situações diversas, você já ouviu a frase: “Mas homem é tudo igual!”? Sem nem ter direito a defesa, você foi jogado no mesmo balaio que todos aqueles homens “galinhas e sem caráter que só querem enganar as mulheres”. Pois saiba que muitas mulheres repetem isso por puro machismo, da mesma maneira que ouvimos tantas vezes no trânsito o clássico “só podia ser mulher mesmo!”. O sexismo padroniza as pessoas e nos coloca em caixas estereotipadas que afetam a maneira como vemos o mundo. Então, se você é macho de verdade, tem que agir como tal.

O que surpreende não é o pensamento comum sobre essas constatações ou as piadas feitas a respeito, mas o espanto das pessoas ao encontrar situações e seres humanos que contrariem esse senso, como encontrar uma mecânica mulher na oficina ou um professor homem trabalhando creche. Ninguém quer ser julgado por habilidades físicas e psicológicas que são atribuídas antes de nos conhecer. Portanto, comece a perceber hoje as suas diferenças para poder observar bem melhor a pluralidade das pessoas. Você não quer ser igual a todo mundo, não é mesmo?

 

  1. Hoje em dia não existe mais diferença no tratamento de homens e mulheres na política

Mulheres são minoria na política. Recentemente tínhamos uma presidenta, nove ministras (de um total de 37), 12 senadoras (de 81) e 45 deputadas federais ocupando uma pequena parte das 513 cadeiras. Por sermos novatas no local, é importante dar dicas de como as pessoas podem adivinhar nossos pensamentos por meio do formato de nossos cabelos. Claro.

Como se não bastassem as cotas para candidatas nos partidos, o questionamento sobre a capacidade de uma mulher fazer política e todos os obstáculos que uma vida pública pode trazer para qualquer pessoa – independente do gênero – ainda temos que aguentar a ladainha da avaliação física, como se isso influenciasse diretamente no modo de uma mulher governar. Imagine o cenário oposto, se chegássemos às mesmas conclusões sobre os trajes dos colegas (homens) de gabinete: analisar a cor da gravata, o nível de brilho da careca, etc.

“Sinais básicos a serem atentamente observados, assim que a Presidente ou suas ministras (também superiores a vocês) adentrarem qualquer recinto:
a – terninho e cabelo bem penteado: humor estável, dia tranquilo.
b – terninho e cabelo murcho: humor de c
ão. Tentem remarcar o compromisso para outro  dia.” (Trecho de um artigo da Gloria Kalil)

 

3. Mulheres preferem chocolate a sexo.

Portais de notícias estão cheios de pesquisas que ninguém sabe como são feitas, mas que afirmam categoricamente: mulheres preferem muitas coisas ao invés de sexo.  mais interessante é que ninguém se pergunta por que isso acontece. Vamos pensar na educação que é dada a homens e mulheres: a virilidade do macho é uma das características mais celebradas. Até mesmo a ciência do início do século XX assegurava como características femininas, por razões biológicas: a fragilidade, o predomínio das faculdades afetivas sobre as intelectuais, a subordinação da sexualidade à vocação maternal. Em oposição, o homem conjugava à sua força física uma natureza autoritária, empreendedora, racional e uma sexualidade sem freios. Temos então: mulheres que não desenvolvem plenamente sua sexualidade há muitos anos, dentro de uma sociedade que até hoje não dá a abertura devida. Não parece ser à toa que existam tantas pesquisas tentando explicar porque não gostamos tanto de sexo como homens afinal, não é o machismo, é que preferimos viver eternamente preocupadas com o peso.

 

  1. Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher

Sempre que pensamos em brigas de casal, vemos pratos voando pela sala. Porém, há uma realidade interna de gritos, humilhações, maus tratos e ameaças. A maioria dos nossos relacionamentos é baseada em posse e desconfiança. No caso das mulheres, há o agravante de serem vistas como parte das propriedades do marido. É muito comum o sujeito, de mal com a vida, descontar na mulher suas frustrações ao invés de procurar alguém do seu tamanho na rua (o que seria igualmente errado). De acordo com uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo em parceria com o SESC, realizada em 2010, a maioria dos homens diz considerar que “bater em mulher é errado em qualquer situação” (91%). Embora apenas 8% digam já ter batido “em uma mulher ou namorada”, um em cada quatro (25%) diz saber de “parente próximo” que já bateu e metade (48%) afirma ter “amigo ou conhecido que ateu ou costuma bater na mulher. Brigas de casal implicam, geralmente, num cenário de dominação e humilhação. E nós sabemos qual parte do casal é mais comumente inferiorizada. E se inferiorizar mulheres é machismo, se omitir frente a este problema também é tomar uma posição sobre ele.

 

5.Quem estupra mulher feia merece um abraço

O humor é uma linguagem e como toda linguagem deve ser livre. O humor também possui um discurso ideológico e é destinado a um público específico, portanto, deve ser passível de crítica. Há uma categoria no humor que podemos chamar de chavão ou clichê. São aquelas piadas do tempo de nossos avós. São as piadas sobre mulheres feias ou burras, “bichinhas”, pretos pobres e qualquer outra minoria que possa ser estereotipada. Você já ouviu piadas do tipo “o que são 4 homens brancos heterossexuais num fusca verde?”. Pois é.

Piadas estão aí desde que o mundo é mundo, mas o humor funciona mesmo quando subverte nossa lógica e nos tira do senso-comum. Fazer piada com quem está por baixo socialmente é moleza. Reproduzir preconceitos que são passados há gerações nas famílias é fácil. Mulher feia tá aí sendo chamada de canhão na rua todo dia. Quero ver é fazer rir sem apelar para ofensa, como a Wanda Sykes faz. Até violência doméstica pode ser piada, quando é um humor que propõe reflexão sobre os estereótipos reproduzidos que estão sendo representados.

Num país onde somos ensinados a não deixarmos ser estupradas ao invés de ensinar que estupro é crime, esse tipo de humor tem um valor simbólico imensurável para identificarmos que o machismo está aí, em homens e mulheres, e é tão naturalizado que pode vir em forma de risos. “Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas.”


(Trecho de “
Dispenso essa rosa”, de Marjorie Rodrigues)

  1. Mulheres são heroínas que trabalham, cuidam da casa e estão sempre bonitas

Como você concilia carreira e filhos?Pense nas revistas semanais ou em entrevistas com homens que sejam campeões esportistas, políticos ou cantores famosos, pessoas que possuem uma rotina cheia e com muitas viagens. Alguma vez você viu alguém perguntar como eles conciliam carreira e filhos? Ou o que mais gostam de cozinhar? Conciliar filhos e carreira parece ser um desafio apenas da mulher. Mas esperem! Todas as mulheres estão tendo seus bebês por meio de fertilização in vitro com doadores anônimos? Como será que os pais dessas crianças conciliam carreira e família?

Há escolhas que afetam muito nossas vidas, como a mudança de cidade ou um novo emprego. Há escolhas que a sociedade parece fazer por nós. É obrigação da mulherconciliar carreira e filhos, enquanto o papel do homem é apenas ser o provedor. Perdem todos nessa relação. A mulher sobrecarregada que não se desenvolve na carreira e o homem que perde a experiência prazerosa de criar os filhos de forma presente. De acordo com dados recentes do IBGE, mulheres ganham 20% a menosque os homens. Por mais escolaridade que tenham, o elevador profissional não chega até a cobertura para as mulheres. Há um teto de vidro que as impede de ascenderem no mercado de trabalho. Uma das respostas para este problema está no fato de que apenas elas têm que conciliar suas ambições profissionais com a família.

Repito: todos perdem com o machismo.

Segue link de excelente episódio dos Simpson que trata de uma forma divertida  e Inteligente a questão da desigualdade de Gênero indicado pela Aluna Isis Cristina da Turma 203 :

download  simpson.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

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