Arquivo de junho, 2017

1° Ano Sociologia da Religião

Publicado: junho 30, 2017 em Uncategorized

No que consiste a Sociologia da Religião?

A Sociologia da Religião é um ramo da Sociologia e ela se fundamenta na compreensão humana entre o “profano” e o“sagrado”.  Independente da crença, o que é mais significativo da religião para a Sociologia é o papel fundamental que ela exerce na vida social.

Como é a pesquisa em Sociologia da Religião? Quais são os principais Sociólogos?

A pesquisa em Sociologia da Religião se dá de forma empírica, através de autores clássicos como Émile Durkheim, Max Weber, Georg Simmel, e outros autores que colaboram pra essa análise como Sigmund Freud e William James. Vou me concentrar a falar um pouco sobre os Clássicos. Lembrando que, a orientação pessoal de cada sociólogo emerge de modo claro por meio das próprias definições de religião.

Émile Durkheim e as Formas Religiosas – Durkheim considera a religião como parte essencial da vida social, em sua própria obra “As formas elementares da vida religiosa” ele diz: “Nosso objetivo, neste livro, é estudar a religião mais primitiva e simples atualmente conhecida, fazer a análise dela, tentar sua explicação.” Para o sociólogo, a ciência não substitui a religião. Há algo eterno na Religião. Em toda obra ele visa a busca da origem da vida social, e tem como pesquisa o Totemismo de povos primitivos na Austrália. Em busca do universo ideológico do fenômeno religioso ele consegue articular as representações de tempo, espaço, morte através da instituição nas quais ele acreditava ter uma consciência coletiva. Conclui a obra entendendo que a religião é algo eminentemente social, as representações religiosas são representações coletivas ( Ritos ) nesse sentido a religião é um produto do coletivo.

Max Weber e a Religião – Um dos principais motivos de sua pesquisa foi captar as relações entre economia e religião. Ele reconhece o capitalismo como uma força na realidade social moderna, mas evita atribuir a uma só matriz a origem das dinâmicas sociais (divergindo de Marx). Nesse sentido ele trabalha com o econômico e o religioso em sua obra “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. Nessa obra ele analisa a origem de uma consciência econômica condicionada a um conteúdo da fé religiosa. Tem como recorte o caráter predominante protestante calvinista, que em sua análise pregava a acumulação de capital em um objetivo existencial, e que o sucesso na profissão é um sinal de predileção divina.

Georg Simmel Religiosidade e Religião – Simmel da início diferenciando os dois conceitos – Religiosidade e Religião, que em sua opinião se difere pelo fato de que a Religião é criada pela Religiosidade e não o contrário. A Religiosidade seria uma “ disposição de ânimo interior”, e a religião uma fase mais avançada, uma objetivação da fé. . Um processo similar que o autor faz com natureza e cultura. Um exemplo: A crença na versão simmeliana seria um exemplo de religiosidade, enquanto os ritos se encontrariam a meio caminho entre a religiosidade e religião.

Concluo que essas são algumas das boas percepções acerca da Sociologia da Religião. Pensemos!

Religião segundo Karl Marx – “A religião é o Opio do Povo ”

Karl Marx define a religião pura e simplesmente como uma projeção de nossa realidade terrena para um plano superior metafísico. A religião consiste para ele em um mundo fantástico, criado pela mente humana que tenta dar a certos fenômenos naturais um ar sobrenatural, isto significa que religião com o seu Deus não passa de uma mera ilusão, algo a que não se deve dar crédito.

 

Para aqueles que estudam, estudaram ou têm pelo menos uma noção de história da filosofia, veremos que vários autores em sua antropologia não hesitaram em afirmar que o homem é um ser dotado de carência. Marx é um destes:

 

Ele define a natureza humana por suas carências ou necessidades e pela dialética da satisfação dessas necessidades, desdobrando-se seja na relação do homem com a natureza exterior pelo trabalho, seja em sua relação com os outros homens pela natureza (LIMA VAZ, 2000, p. 129).

A religião, portanto, para Karl Marx, passa a uma ilusão, alienação, ou num dizer mais marxista “um ópio” para amenizar o sofrimento. Uma teoria marxistas sustentam, como por exemplo, Engels, é que a religião surgiu através do espanto, medo.

Fonte :http://www.sociologia.com.br/sociologia-da-religiao/

Intolerância Religiosa

A intolerância religiosa é um dos problemas mais delicados do mundo. O fanatismo religioso conduz algumas pessoas a realizarem guerras ou conflitos contra as outras, em nome de sua religião.  A questão é preocupante porque envolve o seu humano em sua mais pura essência quando sua crença religiosa é colocada em jogo.

Intolerância religiosa é um termo que descreve um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a crenças e práticas religiosas. Que somadas a falta de habilidade ou a vontade em reconhecer e respeitar diferentes crenças de terceiros, é considerado um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana.

Neste contexto, a perseguição pode tomar vários rumos, desde incitamento ao ódio até a torturas e espancamentos.

Mas a perseguição não é um problema atual. Ela ocorre desde os primórdios da antiguidade, quando os primeiros critãos foram perseguidos por judeus e pagãos. Na Idade Média, no final do Império Romano, os judeus foram perseguidos e as conversões forçadas se tornaram comuns, como na Península Ibérica, em meados do Século XIV.

Durante o século XX, a perseguição religiosa atingiu proporções nunca vistas na história. A perseguição em massa dos povos judeus pelos nazistas, fase mais conhecida como o Holocausto, vitimou milhares de pessoas, não apenas pela raça, mas especificamente contra os seus ideais religiosos.

Outro exemplo na Idade Contemporânea de perseguição não estatal, nem mesmo em um governo de regime militar, foi por parte da antiga União Soviética que perseguiu vários grupos religiosos de um estado de jurisdição ateísta. O resultado foi o deslocamento forçado de 80 mil pessoas e a extinção de 2 cidades cristãs.

É inegável que o problema existe. Mas o Brasil não tem um histórico de conflitos armados motivados pela religião, como ocorrem no Oriente Médio ou na Índia, por exemplo. Diante disso, quais dimensões assume a intolerância religiosa no Brasil?

Em 2014, o Disque 100 registrou 149 denúncias de discriminação religiosa no país. Mais de um quarto (26,17%) ocorreu no estado do Rio de Janeiro e 19,46%, em São Paulo. O número total é menor em relação a 2013, quando foram registradas 228 denúncias. Mesmo assim, mostra que a questão no país ainda não foi superada.

Para que a legislação não seja interferida por correntes religiosas, sociais, políticas e culturas, o Estado é laico. Assim, a Constituição da República Federativa do Brasil, em seu art. 5º, inciso VI, assegura a liberdade de crença religiosa, além da proteção e respeito às manifestações religiosas e locais de culto.

Como as principais vítimas no Brasil são das religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda. Em 2010 foi criada a Lei de nº 12.288 (Estatuto da Igualdade Racial), que busca proteger esses cultos de matriz africana.

Mas é importante lembrar que criticar é diferente de intolerância. O direito de criticar dogmas é assegurado como liberdade de expressão. Mas, atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém por causa de sua crença ou de não possui uma religião, são considerados crimes sem fiança.

Diante deste conceito amplo, podemos resumir como liberdade religiosa:

– O direito de ter uma religião e crer num ser divino;

– O direito de não ter uma religião e não crer em um ser divino;

– O direito à neutralidade religiosa em espaços de uso comum (públicos).

Aperfeiçoar a tolerância às diferenças é indispensável no regime democrático, pois quando se consegue fazer valer a laicidade do Estado, os direitos fundamentais são preservados.

A laicidade do Estado está ligada a diversos direitos humanos, como: liberdade de expressão, liberdade de crença e de não crença, igualdade de gênero e os direitos da população LGBT.

Reconhecendo que a prática de intolerância religiosa constitui violação no Estado Democrático de Direito, contribui não apenas para preservar os direitos fundamentais das pessoas, mas também para a laicidade do Estado, que tem por finalidade construir uma sociedade livre, justa e solidária.

Estado laico e Estado religioso

É importante conhecer a diferença entre Estado laico e Estado religioso para entender a relação entre o Estado e as religiões.
No Estado laico, o princípio constitucional da igualdade visa a condenar a existência de tratamento diferenciado do Estado às religiões

O conceito de Estado diz respeito ao conjunto de instituições políticas e administrativas responsáveis por ordenar e regular o espaço de um povo ou nação. A existência de um Estado pressupõe que ele possua seu próprio território, que tenha ação soberana, seja dirigido por um governo próprio e seja pessoa jurídica de direito público internacionalmente reconhecida. No que diz respeito à relação de um Estado com as religiões nele existentes, ele pode ser categorizado em duas classificações distintas: Estado laico e Estado religioso.

  • Estado Laico:é aquele que prevê a neutralidade em matéria confessional, não adotando nenhuma religião como oficial e mantendo equidistância entre os cultos. É conhecido também como Estado Secular. Em alguns Estados laicos, há incentivo à religiosidade e à tolerância entre os credos, enquanto outros chegam a criar leis e mecanismos para dificultar a manifestação religiosa em público.

Estado Laico x Estado Ateu

É importante ressaltar que o conceito de Estado laico não deve ser confundido com Estado ateu, tendo em vista que o ateísmo e demais manifestações de “não crença” também se incluem no direito à liberdade religiosa. No conceito de liberdade religiosa, inclui-se a liberdade de ter uma crença e a de não ter uma crença. Assim sendo, confundir Estado laico com Estado ateu é privilegiar essa crença (ou não crença) em detrimento das demais.

  • Estado Religioso:É aquele em que a religião interfere em alguma medida na administração, legislação ou gestão pública e é também chamado de Estado confessional. Na atualidade, está presente em especial no mundo islâmico, mas pode ser identificado também na África e na Ásia.

O Estado pode ser classificado como laico ou religioso. Esse último manifesta-se de forma orgânica ou subjetiva1

O Estado confessional pode manifestar-se de forma orgânica, ou seja, as instituições religiosas participam formalmente do governo, como se fosse um quarto poder e com autoridade para aprovar ou rejeitar leis que desrespeitem o credo. Um exemplo recente foi o governo talibã do Afeganistão, em que havia leis civis que regulamentavam hábitos e costumes da população de acordo com princípios religiosos, cuja desobediência era punida pelo Estado.

O Estado também pode apresentar a manifestação religiosa por meio de interferência subjetiva, em que um grupo ou instituição religiosa tem voz nas decisões de Estado e busca salvaguardar seus interesses.

 

O Brasil e o Estado Laico
No Brasil, a legislação prevê a inviolabilidade da liberdade de crença e assegura o livre exercício dos cultos religiosos

A atual Constituição não institui qualquer outra religião como sendo a oficial do Estado. Estabelece em seu artigo 19, I o seguinte:

É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.”

Em razão desse e de outros dispositivos constitucionais, diz-se que o Brasil é um Estado laico onde há liberdade religiosa. A legislação ainda prevê que o direito à liberdade religiosa é inviolável e que o Estado deve assegurar o livre exercício dos cultos religiosos e garantir a proteção aos locais de culto e às suas liturgias.

Fonte: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/estado-laico-estado-religioso.htm

As 8 maiores religiões do mundo

Com tantas doutrinas espalhadas pelo mundo, é até difícil adivinhar quais têm os maiores números de seguidores. Por exemplo, uma delas tem seu principal núcleo de praticantes no Brasil. Você sabe qual é? Confira na lista que a SUPER preparou com as principais religiões do mundo:

  1. Espiritismo (aprox. 13 milhões de adeptos)

Espiritismo não é exatamente uma religião, mas também entra na lista. A sobrevivência do espírito após a morte e a reencarnação são as bases dessa doutrina, que surgiu na França e se expandiu pelo mundo a partir da publicação de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec (1857). É no Brasil que se encontra a maior comunidade espírita do mundo: 1,3% da população do país é espírita.

  1. Judaísmo (aprox. 15 milhões de adeptos)

Atualmente, a maior parte dos judeus do mundo vive em Israel e nos Estados Unidos, para onde migraram fugindo da perseguição nazista. Mesmo assim, os judeus representam somente 1,7% da população norte-americana. Enquanto isso, na Argentina, nossos hermanos judeus são 2% da população.

  1. Sikhismo (aprox. 20 milhões de adeptos)

Embora pouco difundido, o Sikhismo é a sexta maior religião do mundo.  A doutrina monoteísta foi fundada no século 16 por Guru Nanak e se baseia em seus ensinamentos. O sikhismo nasceu na província de Punjab, na Índia, e grande parte de seus seguidores ainda vivem na região. Eles representam 1,9% da população da Índia e 0,3% de Fiji.

  1. Budismo (aprox. 376 milhões de adeptos)

A doutrina baseada nos ensinamentos de Siddharta Gautama, o Buda (600 a.C.), busca a realização plena da natureza humana. A existência é um ciclo contínuo de morte e renascimento, no qual vidas presentes e passadas estão interligadas. Como era de se esperar, essa religião oriental é a principal doutrina em vários países do sudeste asiático, como Camboja, Laos, Birmânia e Tailândia. No Japão, é a segunda maior religião do país: 71,4% da população é praticante (muitos japoneses praticam mais de uma religião e, portanto, são contados mais de uma vez).

  1. Religião tradicional chinesa (aprox. 400 milhões de adeptos)

“Religião tradicional chinesa” é um termo usado para descrever uma complexa interação entre as diferentes religiões e tradições filosóficas praticadas na China. Os adeptos da religião tradicional chinesa misturam credos e práticas de diferentes doutrinas, como o Confucionismo, o Taoísmo, o Budismo e outras religiões menores. Com mais de 400 milhões de praticantes, eles representam cerca de 6% da população mundial.

  1. Hinduísmo (aprox. 900 milhões de adeptos)

Baseado nos textos Vedas, o hinduísmo abrange seitas e variações monoteístas e politeístas, sem um corpo único de doutrinas ou escrituras. Os hindus representam mais de 80% da população na Índia e no Nepal. Mesmo com tamanha variedade, são apenas a terceira maior religião do mundo. Porém, ostentam um título mais original: o maior monumento religioso do planeta. Trata-se do templo Angkor Wat – depois convertido em mosteiro budista –, que tem cerca de 40 quilômetros quadrados e foi construído no Camboja no século XII.

  1. Islamismo (aprox. 1,6 bilhões de adeptos)

A medalha de prata na lista das religiões é dos muçulmanos. Segundo projeções, daqui vinte anos, eles serão mais de um quarto da população mundial. Se esse cenário se concretizar, o número de muçulmanos nos Estados Unidos vai mais do que dobrar e um quarto da população israelense será praticante do islamismo. Além disso, França e Bélgica se tornarão mais de 10% islâmicas.

  1. Cristianismo (aprox. 2,2 bilhões de adeptos)

Mesmo com o crescimento de outras religiões, o cristianismo continua sendo a doutrina com mais adeptos no mundo todo. Porém, seus seguidores têm mudado de perfil. Há um século, dois terços dos cristãos viviam na Europa. Hoje, os europeus representam apenas um quarto dos cristãos. Mas, o interessante mesmo é apontar onde o cristianismo mais cresceu no último século: na África Subsaariana. De 1910 para cá, a população cristã da região saltou de 9 para 516 milhões de adeptos.

fonte : http://super.abril.com.br/blog/superlistas/as-8-maiores-religioes-do-mundo/

Censo: católicos perdem espaço, mas seguem maior grupo religioso do País

Apesar de manter da tendência de queda na concentração, a religião católica ainda é seguida pela grande maioria dos brasileiros: 64,6%

Entre 2000 e 2010, o Brasil manteve a tendência de pluralização religiosa da população constatada durante as últimas pesquisas censitárias realizada no País, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os católicos passaram de 73,6% em 2000 para 64,6% em 2010. Embora o perfil religioso da população brasileira mantenha, em 2010, a histórica maioria católica, esta religião vem perdendo adeptos desde o primeiro Censo, realizado em 1872.

Segundo o IBGE, desde o primeiro recenseamento nacional até a década de 1970, o perfil religioso da população brasileira manteve como aspecto principal a hegemonia da religião católica apostólica romana, característica herdada do processo histórico de colonização do País. As demais religiões praticadas no Brasil tinham contingentes significativamente menores. Em aproximadamente um século, a proporção de católicos na população variou 7,9 pontos percentuais, reduzindo de 99,7%, em 1872, para 91,8% em 1970.

Religiões Mais populares no Brasil

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Catolicismo

A principal religião do Brasil, desde o século XVI, tem sido o catolicismo romano. Ela foi introduzida por missionários jesuítas que acompanharam os exploradores e colonizadores portugueses nas terras do país recém-descoberto. O Brasil é considerado o maior país do mundo em número de católicos nominais, com 64,6% da população brasileira declarando-se católica, de acordo com o Censo do IBGE de 2010.

Espiritismo

De acordo com o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, o Brasil possuía 3,8 milhões de espíritas, sendo esse o terceiro maior grupo religioso do país, representando cerca de 2% da população brasileira.[4] Com efeito, o IBGE trata os termos kardecismo e espiritismo como equivalentes em sua classificação censitária.

Religiões afro-brasileiras

Com a vinda dos escravos para o Brasil, seus costumes deram origem a diversas religiões, tais como o candomblé, que tem milhões de seguidores, principalmente entre a população negra, descendente de africanos. Estão concentradas em maior número nos grandes centros urbanos do Norte e do Nordeste do país, mas também com grande presença no Sudeste. Diferente do candomblé, que é a religião sobrevivente da África ocidental, há também a Umbanda, que representa o sincretismo religioso entre o catolicismo, espiritismo e os orixás africanos. As religiões de matriz africana foram e ainda são perseguidas e discriminadas no Brasil.

Fonte :https://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%B5es_no_Brasil

 

As 8 maiores religiões do mundo

A “NOVA CLASSE MÉDIA” E O CRESCIMENTO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS

A “nova classe média” e o crescimento das igrejas evangélicas

Um espectro ronda o Brasil. É o espectro do evangelismoParafraseando o velho Marx, é mais ou menos esse o cenário em que vivemos atualmente, quando as religiões pentecostais conquistaram 22,2% da população brasileira, um dado que contrasta com apenas os 5,2% em 1970 (Censo Demográfico, IBGE, 2010). Foi a partir dessa década que foram fundadas as principais igrejas evangélicas do país, a começar pela Igreja Universal do Reino de Deus (1977) que, apesar de não ser a pioneira, inaugurou um novo perfil de religião (o neopentecostalismo).

Sabe-se também que o florescimento do evangelismo foi acompanhado de um declínio da religião até então predominante: o catolicismo. Se em 1970, 91,8% dos brasileiros se declaravam católicos, hoje eles compõem 64,6%, uma queda vertiginosa. Em recente pesquisa, Marilene de Paula (2013) destaca que fatores como o baixo crescimento de paróquias, a falta de padres, a migração do rural para o urbano (que desenraizou a população daquela tradicional igrejinha do interior) e a precariedade da vida urbana nos setores populares são essenciais para se entender o fenômeno evangélico.

As religiões evangélicas, sobretudo as pentecostais, têm ganhado maior espaço na atualidade e já angariaram 22,2%  da população brasileira.

Para além da conquista de adeptos, a onda pentecostal tem avançado sobre outros terrenos. Os meios de comunicação em massa, por exemplo, são grandes aliados. Atualmente 10% do mercado editorial brasileiro é de literatura religiosa, seja católica ou evangélica, e a chamada “música gospel” abocanha uma fatia 20% do mercado fonográfico. Já no Congresso Nacional, temos 71 deputados e três senadores explicitamente filiados a tendências evangélicas, espalhados por 16 partidos, com concentração nos de centro-direita (PAULA, 2013).

No conjunto da sociedade, a onda pentecostal dialoga diretamente com o fenômeno que ficou conhecido como “nova classe média”, isto é, um segmento que hoje chega a compor 54% da população brasileira cuja renda mensal se encontra na faixa entre R$ 1.200 e R$ 5.174 (BARTELT, 2013), um setor que, a despeito do qualificativo “classe média”, tem suas condições de vida ancoradas naquilo que tradicionalmente designa uma camada popular (moradia inadequada, escolaridade baixa, crédito limitado, serviços públicos ineficientes), só que com uma renda um pouco mais elevada, o que os permite maior acesso aos bens de consumo.

O crescimento do evangelismo está relacionado às periferias e ao fenômeno de expansão da chamada  "nova classe média".

É no vácuo desse conjunto emergente da população que as religiões evangélicas mergulham. A maioria dos adeptos do neopentecostalismo se encontra na periferia das cidades, 63,7% não ganha mais que um salário mínimo, 8,6% é analfabeta e 42,3% possui o ensino fundamental incompleto. Já nos setores médios, o evangelismo é menos presente porque enfrenta maior concorrência com o nosso legado católico e com as religiões espíritas, sobretudo kardecistas.

O que faz, então, com que o “povão” seja tão afeito ao evangelismo? Em vez de adotar uma postura arrogante, que imputa sobre as camadas populares o adjetivo de “massa ignorante”, é válido compreender o seu contexto. Como qualquer um que se incomoda com Feliciano, Malafaia e sua tchurma, o impulso seria ofender seus adeptos. No entanto, há indícios de que esses trastes não representam o conjunto da população evangélica. Há quem questione, a título de curiosidade, se Edir Macedo é realmente evangélico…

Marco Feliciano: esse e outros trastes, felizmente, não representam o que é, de fato, o fenômeno evangélico no Brasil.

À parte dessa reflexão, pode-se afirmar que o crescimento do evangelismo está relacionado a novas formas de pregação, as quais incluem a evangelização ativa, que procura dialogar com problemas materiais que os fiéis encontram na sua vida aqui e agora. Ao contrário do catolicismo ou do tradicional pentecostalismo – muito mais centrados na noção ascetista de que se poupa na vida presente para se obter mais da vida futura -, o neopentecostalismo tem como ponto de partida a situação que se vive hoje, com seus obstáculos ordinários (doenças, contas a pagar e problemas de relacionamento) e a proposta de soluções imediatas. Insere-se, inclusive, dentro da lógica imediatista da sociedade globalizada e de consumo.

“Os neopentecostais utilizarão em sua prédica os ensinamentos da Teologia da Prosperidade”, enfatiza Marilene de Paula (2013, p. 129), “na qual ter bens materiais, ser saudável, não ter grandes problemas financeiros ou de outra ordem mostra sua fé e como Deus está atuando em sua vida”. Em última análise, tal fenômeno tem levado ao enriquecimento das igrejas, que cobram “coisas materiais” (dízimo e ofertas) em troca de “coisas materiais”. Trata-se de uma relação comercial da própria fé.

Em vez de se basear no princípio do ascetismo, que cobra da vida presente para se devolver no futuro, o neopentecostalismo age ativamente no discurso do aqui e do agora.

E a abordagem moralista dos pastores, em suas posturas contrárias ao casamento igualitário, aborto, sexo antes e fora do casamento, consumo de drogas etc, cabe a uma função socializadora que fornece uma referência moral em meio a um contexto no qual gravidez não planejada, tráfico de drogas e violência são parte do cotidiano. Na igreja, ao menos, tem-se um ambiente onde se cria laços fraternais e de interesse, se aprende certas habilidades (tocar um instrumento, cantar no coral), tem-se aulas de religião. Essas instituições acabam por atuar, como destaca Jessé Souza (2013), na criação de uma ética (ser trabalhador, honesto, disciplinado).

Para um grupo que recentemente tem ascendido – em vista do desenvolvimento socioeconômico, do aumento real do salário mínimo, dos programas de transferência de renda (Bolsa Família) – esse discurso pode fazer muito sentido, sobretudo quando um dos poucos indicadores que avançam é a renda média, enquanto a oferta de serviços públicos (saúde, educação, transporte) continua precária, forçando essa população a ter que “se virar” na periferia da cidade, com filhos para criar e vivendo em condições ainda indesejadas.

Consome-se bens porque é isso que a renda permite e, quando dá, a possibilidade de adquirir um carro, pagar uma escola particular ou um plano de saúde, ao passo que a religião de caráter neopentecostal, cuja fé é igualmente uma mercadoria, entra na mesma onda e traz ganhos àquela população, apesar de todo o enriquecimento dos pastores e o espaço que eles têm ganhado na mídia e na política para impor uma agenda conservadora. É um fenômeno complicado de se lidar, mas que está apontando para a precariedade da vida urbana no Brasil e para o mito da “nova classe média”.

Fonte : https://ensaiosdegenero.wordpress.com/2013/10/24/a-nova-classe-media-e-o-crescimento-das-igrejas-evangelicas/

Desigualdade de gênero no mercado de trabalho persiste, diz ONU

Roosewelt Pinheiro / Arquivo Agência Brasil

Estudo mostra que 50% das mulheres com idade para trabalhar estão no mercado

O relatório Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as economias para realizar os direitos, divulgado hoje (27) pela ONU [Organização das Nações Unidas] Mulheres, mostra que no mundo, em média, os salários das mulheres são 24% inferiores aos dos homens. “As mulheres continuam recebendo em todo o mundo um salário diferente pelo mesmo tipo de trabalho e têm menores probabilidades que os homens de receber uma pensão, o que resulta em grandes desigualdades em termos de recursos recebidos ao longo da vida”, informa o documento.

O estudo mostra que 50% das mulheres com idade para trabalhar fazem parte da população ativa. No caso dos homens, o índice é 77%. A pesquisa revela que em todas as regiões do mundo as mulheres fazem quase duas vezes e meia mais trabalho doméstico e de cuidados de outras pessoas não remunerados que os homens. Segundo a ONU, as mulheres são responsáveis por uma carga excessiva de trabalho doméstico não remunerado referente aos cuidados com filhos, com pessoas idosas e doentes e com a administração do lar.

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Para a organização, o período atual representa um tempo de riquezas sem precedentes mas, apesar disso, as mulheres ainda ocupam os empregos com menores remunerações e menos qualificados e continuam a viver em condições mais precárias de saúde, acesso à água e saneamento.  O documento informa que frequentemente os direitos econômicos e sociais das mulheres são limitados porque elas vivem em um mundo machista e com práticas discriminatórias.“Os recursos públicos não estão indo para a direção onde são mais necessários: por exemplo, para a água potável e saneamento, cobertura de saúde com qualidade e serviços decentes de cuidados de crianças e idosos. Onde não há serviços públicos, o déficit recai sobre mulheres e meninas”, disse, em nota, a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

O relatório reconhece que houve avanços desde 1995, quando foi realizada a 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, em Pequim. O número de meninas na escola e de mulheres que fazem trabalhos remunerados aumentou e a luta contra a violência doméstica entrou na agenda política. “Esse avanços demonstram que é possível reduzir as desigualdades de gênero por meio da atuação pública”, diz o texto.

 

A pesquisa recomenda dez prioridades para a ação pública com o objetivo de diminuir a desigualdade. Ressalta, ainda, que as políticas econômicas e sociais devem trabalhar em conjunto. Entre as recomendações estão a geração de trabalho decente e a redução da disparidade salarial entre homens e mulheres, o fortalecimento dos mecanismos de proteção social ao longo da vida, a redução e a redistribuição do trabalho doméstico e o investimento em serviços sociais com foco nas mulheres.

O Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016 é publicado no momento em que, para comemorar os 20 anos da Plataforma de Ação de Pequim, a ONU Mulheres propôs aos países uma avaliação dos avanços alcançados com a implementação do documento. O processo recebeu a denominação de Pequim+20.

Considerado o projeto mais abrangente sobre o tema, a plataforma foi adotada por 189 governos e indica medidas relacionadas a 12 áreas temáticas para que os países avancem na busca pela igualdade de gênero.

Em 1991, 82% das famílias brasileiras eram chefiadas por homens. As mulheres eram responsáveis por apenas 18% do total

Fonte : http://www.ebc.com.br/cidadania/2015/04/desigualdade-de-genero-no-mercado-de-trabalho-persiste-diz-onu

A desigualdade de gênero na política continua alarmante.

Nas eleições municipais de 2016 as mulheres representaram 32% do total de candidaturas e se elegeram para 13,35% dos cargos em disputa. Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada pelo IBGE em 2013, apontam que as mulheres correspondem a 51,4% da população brasileira. A desigualdade de gênero na política institucional do país segue, portanto, alarmante.

Os dados das últimas eleições pouco diferem do pleito municipal anterior, realizado em 2012. Na ocasião, as mulheres corresponderam a 31,25% das candidaturas e a 13,2% dos cargos eletivos ocupados. O cenário nacional repete as médias municipais. Enquanto a quantidade de candidatas passou de 20% para 30% de 2010 para 2014, o número de mulheres eleitas oscilou de 12% para 11%.

Para Adriana Mota, socióloga e diretora da VEDA Consultoria em Projetos Sociais, a lacuna na representação feminina tem origem nas próprias práticas do fazer político. “Os partidos não possuem políticas internas que promovam a participação, não há mulheres em cargos diretivos dos partidos, com exceção das Secretarias para Mulheres. O estímulo para mais mulheres participarem vem das próprias mulheres, raramente dos homens”, explica.

A mais recente alteração significativa na média de representação política das mulheres no âmbito municipal ocorreu entre as eleições de 2008 e 2012, quando as candidaturas femininas aumentaram de 21,5% para 31,25%. O salto, no entanto, não foi acompanhado pelo número de candidatas eleitas, que passou de 12% para 13,2%.

O crescimento do número de candidatas se explica em parte pela Mini-Reforma Eleitoral de 2009 (Lei nº 12.034), que alterou o texto da Lei das Eleições (Lei nº 9504/1997). O texto original abordava as cotas para mulheres como facultativas, afirmando que o partido e/ou coligação deveria reservar no mínimo 30 e no máximo 70% de suas candidaturas para cada gênero. A alteração realizada em 2009 tornou o preenchimento de no mínimo 30% das candidaturas por um gênero obrigatório para todos os partidos a partir das eleições de 2010.

As eleições seguintes, no entanto, incluíram outros fatores capazes de justificar o aumento da participação das mulheres na política. O maior deles foi a eleição da presidenta Dilma Rousseff, primeira mulher eleita para o cargo no Brasil.

Apesar da reeleição em 2014, o “fenômeno Dilma Rousseff” não voltou a refletir em uma maior representação das mulheres nos cargos políticos. Para Adriana Mota, a manutenção dos percentuais entre 2012 e 2016 está inserida dentro de um contexto político mais amplo, com o recrudescimento da democracia, a criminalização da política e o sentimento de apatia pulverizado pela sociedade, desmotivando o crescimento das mulheres no campo.

COTA DE VAGAS

A Mini-Reforma de 2009 assegurou direitos nas candidaturas para mulheres, mas não há legislação a respeito da ocupação dos cargos eletivos. A Câmara dos Deputados rejeitou, em 2015, projeto de lei que propunha a criação de reserva de 10% das vagas eletivas para candidatas. Os percentuais de mulheres eleitas variam entre 10% e 13%. A lei asseguraria, portanto, espaços já ocupados.

De acordo com Adriana Mota, a legislação é essencial para garantir que não haja retrocesso na representação das mulheres. “Podemos investir em políticas educacionais que incentivem a participação das meninas, jovens mulheres, coletivos estudantis, movimentos culturais, mas precisamos conquistar esta mudança de lei. Sem mudar a lei, temos a possibilidade de ampliar a participação, mas também há a possibilidade de retrocesso”, avalia.

Para além dos números, a equidade de gênero pede também mudanças na concepção da política – enquanto ela for concebida como um jogo de poderes dos homens, em que as mulheres desempenham função decorativa, não haverá igualdade.

A socióloga Adriana Mota destaca como principal avanço recente a eleição, no último pleito, de candidatas declaradamente feministas, com pautas voltadas para os direitos das mulheres. As vereadoras mais votadas em Belo Horizonte (MG) e Niterói (RJ) foram, respectivamente, Áurea Carolina (PSOL) e Talíria Petrone (PSOL), candidatas com discursos afinados sobre uma agenda de políticas públicas para mulheres, acontecimento pioneiro na história brasileira.

DIVERSIDADE

A disparidade de representação se repete na análise de cor e raça. O percentual de brancos pode chegar em até 80%, como no caso dos deputados federais eleitos em 2014. A categoria “outros”, que une as definições de pele amarela, indígena e preta, corresponde a uma média de 10% das candidaturas municipais e nacionais, ocupando entre 3% e 6% dos cargos eletivos.

A população parda é a segunda com maior representação, depois da branca. Os pardos corresponderam a 39% das candidaturas e a 36% dos cargos eleitos em 2016.

Nossa representação na política institucional tem também recorte de idade. Pessoas com mais de 40 anos representaram 66,5% dos candidatos eleitos na última disputa eleitoral.

Fonte : http://claudia.abril.com.br/noticias/mulheres-cargos-politicos-candidatas-eleitas-diversidade/

HOMOFOBIA

Homofobia é o termo utilizado para designar uma espécie de medo irracional diante da homossexualidade ou da pessoa homossexual, colocando este em posição de inferioridade e utilizando-se, muitas vezes, para isso, de violência física e/ou verbal.

A palavra homofobia significa a repulsa ou o preconceito contra a homossexualidade e/ou o homossexual. Esse termo teria sido utilizado pela primeira vez nos Estados Unidos em meados dos anos 70 e, a partir dos anos 90, teria sido difundido ao redor do mundo.  A palavra fobia denomina uma espécie de “medo irracional”, e o fato de ter sido empregada nesse sentido é motivo de discussão ainda entre alguns teóricos com relação ao emprego do termo. Assim, entende-se que não se deve resumir o conceito a esse significado.

Podemos entender a homofobia, assim como as outras formas de preconceito, como uma atitude de colocar a outra pessoa, no caso, o homossexual, na condição de inferioridade, de anormalidade, baseada no domínio da lógica heteronormativa, ou seja, da heterossexualidade como padrão, norma. A homofobia é a expressão do que podemos chamar de hierarquização das sexualidades. Todavia, deve-se compreender a legitimidade da forma homossexual de expressão da sexualidade humana.

No decorrer da história, inúmeras denominações foram usadas para identificar a homossexualidade, refletindo o caráter preconceituoso das sociedades que cunharam determinados termos, como: pecado mortal, perversão sexual, aberração.

Outro componente da homofobia é a projeção. Para a psicologia, a projeção é um mecanismo de defesa dos seres humanos, que coloca tudo aquilo que ameaça o ser humano como sendo algo externo a ele. Assim, o mal é sempre algo que está fora do sujeito e ainda, diferente daqueles com os quais se identifica. Por exemplo, por muitos anos, acreditou-se que a AIDS era uma doença que contaminava exclusivamente homossexuais. Dessa forma, o “aidético” era aquele que tinha relações homossexuais. Assim, as pessoas podiam se sentir protegidas, uma vez que o mal da AIDS não chegaria até elas (heterossexuais). A questão da AIDS é pouco discutida, mantendo confusões como essa em vigor e sustentando ideias infundadas. Algumas pesquisas apontam ainda para o medo que o homofóbico tem de se sentir atraído por alguém do mesmo sexo. Nesse sentido, o desejo é projetado para fora e rejeitado, a partir de ações homofóbicas.

Assim, podemos entender a complexidade do fenômeno da homofobia que compreende desde as conhecidas “piadas” para ridicularizar até ações como violência e assassinato. A homofobia implica ainda numa visão patológica da homossexualidade, submetida a olhares clínicos, terapias e tentativas de “cura”.

A questão não se resume aos indivíduos homossexuais, ou seja, a homofobia compreende também questões da esfera pública, como a luta por direitos. Muitos comportamentos homofóbicos surgem justamente do medo da equivalência de direitos entre homo e heterossexuais, uma vez que isso significa, de certa maneira, o desaparecimento da hierarquia sexual estabelecida, como discutimos.

Podemos entender então que a homofobia compreende duas dimensões fundamentais: de um lado a questão afetiva, de uma rejeição ao homossexual; de outro, a dimensão cultural que destaca a questão cognitiva, onde o objeto do preconceito é a homossexualidade como fenômeno, e não o homossexual enquanto indivíduo.

Em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legalidade da união estável entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. A decisão retomou discussões acerca dos direitos da homossexualidade, além de colocar a questão da homofobia em pauta.

Apesar das conquistas no campo dos direitos, a homossexualidade ainda enfrenta preconceitos. O reconhecimento legal da união homoafetiva não foi capaz de acabar com a homofobia, nem protegeu inúmeros homossexuais de serem rechaçados, muitas vezes de forma violenta.

fonte : http://brasilescola.uol.com.br/psicologia/homofobia.htm

Conselho de psicologia critica discussão de ‘cura gay’

O Conselho Federal de Psicologia e o governo reagiram nesta quinta-feira à decisão do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) de colocar o chamado “projeto de cura gay” em votação no plenário da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O Projeto de Decreto Legislativo 234/11, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), anula parte do artigo 3º e todo o artigo 4º de uma resolução interna do conselho de psicologia de 1999. Esses trechos da resolução condenam a atuação de psicólogos na tentativa de “curar” homossexuais. O projeto deve ser votado na semana que vem.

JULIA DUAILIBI, Agência Estado

Os trechos da resolução aos quais se referem o projeto afirmam que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade” e “não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”. O projeto de Campos diz que a resolução do conselho de psicologia, “ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, por intermédio do questionado ato normativo, extrapolou o seu poder regulamentar”.

O conselho questionou o argumento de Campos ao dizer que os trechos da resolução qualificam a atuação do profissional e coíbem o surgimento das “terapias de reversão”, que propõem a cura da homossexualidade. “Essa resolução é um marco e representa um obstáculo concreto ao avanço das terapias de reversão”, disse a vice-presidente do conselho, Clara Goldman, para quem o tratamento “carece de justificativa científica e é eticamente inaceitável”. “Existem grupos que dizem que a orientação sexual pode ser revertida. Mas funcionam ao arrepio da resolução. No momento em que a resolução cair, não haverá mais obstáculos éticos e técnicos para o avanço dessas terapias e propostas de cura da homossexualidade.”

 

Para Gustavo Bernardes, coordenador-geral de Promoção dos Direitos da População LGBT, da Secretaria de Direitos Humanos, a supressão de trechos da resolução “abre espaço para a volta de uma questão que já está superada há muito tempo”, que seria o tratamento da homossexualidade como doença.

 

Bernardes questionou o que chama de “intromissão” do Legislativo “numa questão que é de competência do CFP” e disse discordar do argumento de Campos de que a resolução restringe a ação de psicólogos e o direito do paciente de receber orientação profissional. “Apoiamos um trabalho por parte do profissional de psicologia para que a pessoa aceite sua orientação sexual e a identidade de gênero e evite complicações, como os sofrimentos psíquicos”. Procurados, Feliciano e Campos não se manifestaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte : http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,conselho-de-psicologia-critica-discussao-de-cura-gay,1028079

 

O Príncipe – Maquiavel

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O livro “O Príncipe” foi escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, mas só foi publicado em 1532. Como Nicolau morreu em 1527, a primeira edição do livro já é considerada uma publicação póstuma.

A repercussão de O Príncipe de Maquiavel através dos séculos ocorreu devido ao papel fundamental que a obra representa na construção do conceito de Estado. O Príncipe é um tratado político que serviu como base para modelar a estrutura governamental dos tempos modernos. Esse tratado possui 26 capítulos, além de uma dedicatória a Lourenço de Médici, e foi escrito a partir de reflexões sobre o passado político, reunindo conselhos e sugestões com o objetivo de conquistar a confiança de Médici.

Nessa época, a Itália estava dividida em pequenos Estados, repúblicas e reinos. Havia muita disputa de poder entre esses territórios. Maquiavel orienta os governantes a respeito dos perigos que existem em se dividir politicamente uma península e ficar exposto às grandes potências europeias.

As principais ideias de Maquiavel:
-A suprema obrigação do governante é manter o poder e a segurança do país que governa, ainda que para isso ele tenha que derramar sangue.

(Os fins justificam os meios).

-A conduta do príncipe ( governante) deve ser de acordo com a situação.

-Não importa o que o governante faça em seus domínios, desde que seja para manter-se com autoridade.

-O príncipe (governante) não precisa ter qualidades, mas sim deixar parecer ao povo que ele tem.

-Todas as pessoas são movidas exclusivamente por interesses egoístas e ambições de poder pessoal.
-A natureza humana é corruptível e, por isso, a razão humana é sempre uma razão pragmática, calculista e utilitarista. Por isso, o ser humano é capaz de corromper sempre que os desejos se sobrepõem.

-O governante nunca deverá confiar na lealdade dos seus súditos.

-O governante deve supor que todos os homens são potencialmente seus rivais e, por isso, deve tratar de lançar uns contra os outros em proveito próprio.

-O governante deve fazer o mal todo de uma única vez, e o bem aos poucos para que se esqueça do mal que foi feito e lembre sempre do bem.

-Para o governante, é melhor ser considerado como miserável do que como gastador.

-Um Estado tem que se expandir e desenvolver ou cair na ruína.

-Enfim, as idéias de Maquiavel fizeram da política ou a arte de governo uma função totalmente separada da ética e da moral, ou seja, a política deve ser um fim em si mesmo.

Fonte : http://www.nicolaumaquiavel.com.br/o-principe-maquiavel

 

Leviatã – Thomas Hobbes

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Hobbes quis fundar a sua filosofia política sobre uma construção racional da sociedade, que permitisse explicar o poder absoluto dos soberanos. Mas as suas teses, publicadas ao longo dos anos, e apresentadas na sua forma definitiva no Leviatã, de 1651, não foram bem aceites, nem por aqueles que, com Jaime I, o primeiro rei Stuart de Inglaterra, defendiam que «o que diz respeito ao mistério do poder real não devia ser debatido», nem pelo clero anglicano, que já em 1606 tinha condenado aqueles que defendiam «que os homens erravam pelas florestas e nos campos até que a experiência lhes ensinou a necessidade do governo.»

A justificação de Hobbes para o poder absoluto é estritamente racional e friamente utilitária, completamente livre de qualquer tipo de religiosidade e sentimentalismo, negando implicitamente a origem divina do poder.

O que Hobbes admite é a existência do pacto social. Esta é a sua originalidade e novidade.

Hobbes não se contentou em rejeitar o direito divino do soberanos, fez tábua rasa de todo o edifício moral e político da Idade Média. A soberania era em Hobbes a projecção no plano político de um individualismo filosófico ligado ao nominalismo, que conferia um valor absoluto à vontade individual. A conclusão das deduções rigorosas do  pensador inglês era o gigante Leviatã, dominando sem concorrência a infinidade de indivíduos, de que tinha feito parte inicialmente, e que tinham substituído as suas vontades individuais à dele, para que, pagando o preço da sua dominação, obtivessem uma protecção eficaz. Indivíduos que estavam completamente entregues a si mesmos nas suas atividades normais do dia-a-dia.

Deste Estado, sua criação, os indivíduos não esperam a felicidade mas a Paz, condição necessária à prossecução da felicidade. Paz que está subordinada a um aumento considerável da autoridade – a do Soberano, a da lei que emana dele.

Mas, mesmo parecendo insaciável, esta invenção humana com o nome de um monstro bíblico, não reclama o homem todo. De facto, em vários aspectos o absolutismo político de Hobbes aparece como uma espécie de liberalismo moral. Hobbes mostra-se favorável ao desenvolvimento, sob a autoridade ameaçadora da lei positiva, das iniciativas individuais guiadas unicamente por um interesse individual bem calculado, e por um instinto racional aquisitivo.

 

Fonte : http://www.arqnet.pt/portal/teoria/hobbes.html

 

Tratados sobre o Governo Civil –  John Locke    

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John Locke (1632 –1704) foi um filósofo inglês considerado como precursor e ideólogo do liberalismo – “a mais ponderada e perene alma do liberalismo” (HORTA, 2004, p. 240) e o “pai espiritual do liberalismo moderno” (MONCADA, 1950, p. 203) –, além de ser considerado como o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do contratualismo (HORTA, 2002 e 2004): teoria segundo a qual a sociedade surge a partir de um pacto, um contrato estabelecido entre os homens, que faz com que estes abandonem o estado de natureza e se organizem em sociedade. Além disso, o livre consentimento dos indivíduos para o estabelecimento da sociedade, o livre consentimento da comunidade para a formação do governo, a proteção dos direitos de propriedade pelo governo, o controle do executivo pelo legislativo e o controle do governo pela sociedade, são, para Locke, os principais fundamentos do estado civil.

Seus dois grandes tratados sobre política constituem dois clássicos no desenvolvimento das ideias políticas da modernidade. No Primeiro Tratado sobre o Governo Civil, critica a tradição que afirmava o direito divino dos reis, já que, como contratualista, o poder dos reis deriva de um pacto e não de uma ordem sobrenatural. O Primeiro tratado é uma refutação do Patriarca , obra em que o pastor anglicano Robert Filmer defende o direito divino dos reis com base no princípio da autoridade paterna que Adão, supostamente o primeiro pai e o primeiro rei, legara à sua descendência. De acordo com essa doutrina, os monarcas modernos eram descendentes da linhagem de Adão e herdeiros legítimos da autoridade paterna dessa personagem bíblica, a quem Deus outorgara o poder real.

Locke, como Hobbes, se opõe à tese defendida por Filmer de que o poder absoluto e divino dos reis (e, portanto, seu poder político) derivaria do poder paterno. Boa parte do esforço de Locke nesse livro é mostrar que a tese do direito divino se desenvolve no âmbito das interpretações possíveis dos textos sagrados, isto é, no âmbito de uma exegese bíblica, o que torna os argumentos de Filmer irrelevantes, já que ele faz uso, para “comprovar” suas teses, de um raciocínio teleológico que carece de base científica (KRITSCH, 2010, p. 75).

No Segundo Tratado sobre o Governo Civil, expõe sua teoria do Estado liberal e da propriedade privada. Além disso, o Segundo tratado é um ensaio sobre a origem, extensão e objetivo do governo civil onde Locke sustenta a tese de que nem a tradição nem a força, mas apenas o consentimento expresso dos governados é a única fonte do poder político legítimo
Leia mais: http://www.portalconscienciapolitica.com.br/filosofia-politica/filosofia-moderna/os-contratualistas/locke/

 

Política como Vocação – Max Weber

O Estado como detentor do monopólio da violência

Weber compreende como “política” qualquer tipo de liderança independente em ação. Por se tratar de um termo que abarca uma grande gama de relações humanas, para fins de sua palestra, limita o uso do termo ao tipo de liderança exercida pelas associações políticas e, mais recentemente, pelo Estado.

 

Ele reconhece que o uso da força é um meio específico de atuação do Estado: “O Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território”. Essa entidade assume-se como a única fonte do direito de usufruto da violência.

 

Em decorrência disso, a “política” significaria a participação no poder ou a luta para influir na distribuição do poder.“Quem participa ativamente da política, luta pelo poder quer como um meio de servir a outros objetivos, ideais ou egoístas, quer como ‘o poder pelo poder’, ou seja, a fim de desfrutar a sensação de prestígio atribuída ao poder”.

 

Em última instância, o Estado seria a relação de homens dominando homens por meio da violência legítima.

 

Formas de legitimação da dominação

São três os tipos de justificações e legitimações básicas da dominação:

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Dominação tradicional: exercida pelo patriarca e pelo príncipe patrimonial de outrora. Dá-se pela crença na santidade de quem dá a ordem e de suas ordenações, como na manifestação da autoridade patriarcal, em que o senhor ordena e os súditos obedecem. O ordenamento é fixado pela tradição e sua violação seria uma afronta à legitimidade da autoridade. Os dominados são totalmente dependentes do senhor e ganham seus cargos seja por privilégios ou concessões feitas por ele. Não há um estatuto, e o senhor pode agir sem maiores limitações externas à sua vontade.

Dominação carismática: exercida pelo profeta, ou, no campo da política, pelo senhor de guerra eleito, pelo governante plebiscitário, pelo grande demagogo ou líder do partido político. Os dominados obedecem em razão das qualidades excepcionais do dominador, as quais lhe conferem poder de mando. Um característica importante deste tipo de dominação é que a confiança dos dominados no carisma do líder é volúvel e esta forma de dominação tende a assumir a forma da via tradicional ou legal.

Dominação racional-legal: exercida em virtude da legalidade, pela fé na validade do estatuto legal e da competência funcional, baseada em regras racionalmente criadas. É exercida pelo moderno “servidor do Estado’ e demais portadores do poder que a este se assemelham. A obediência está fundamentada na vigência e aceitação da validade intrínseca da norma, e seu quadro administrativo é representado pelo estamento burocrático. A dominação racional-legal baseia-se na existência de um estatuto, que pode criar e modificar normas, desde mediante um processo legal previamente estabelecido. Nessa forma de dominação, o dominado obedece à regra (não a uma pessoa), independentemente das qualidades intrínsecas do líder. A autoridade do dominante decorre de ato normativo que lhe concede acesso a um posto previamente descrito. O cargo é impessoal, ou seja, não pertence a um determinado indivíduo. Um exemplo do uso da dominação legal é o Estado.

Sistema Eleitoral Brasileiro 

Como funciona o sistema eleitoral brasileiro?

Pelas regras atuais, as eleições para presidente, governador, prefeito e senador seguem o sistema majoritário. No caso de deputados federais, estaduais, distritais e vereadores, o sistema utilizado hoje é o proporcional com lista aberta.

– Sistema Majoritário: Pelas regras atuais, as eleições para presidente, governador, prefeito e senador seguem o sistema majoritário. Geralmente, é eleito o candidato que receber a maioria absoluta dos votos válidos (mais da metade dos votos apurados, excluídos os votos em branco e os nulos). Se nenhum candidato atingir o número na primeira votação, realiza-se um segundo turno entre os dois mais votados.

No caso de eleição de prefeitos de municípios com menos de 200 mil eleitores, exige-se apenas a maioria relativa dos votos (o maior número dos votos apurados) e não há segundo turno.

– Sistema proporcional com lista aberta: No caso de deputados federais, estaduais, distritais e vereadores, o sistema utilizado hoje é o proporcional com lista aberta. É possível votar tanto no candidato como na legenda. Na apuração, deve-se contabilizar o total de votos obtidos por cada partido, somando os votos de legenda e os votos dos candidatos dessa legenda.

As vagas são distribuídas de forma proporcional aos votos totais obtidos por cada partido. A partir daí, os partidos preenchem suas vagas conquistadas com seus candidatos com maior votação. É por isso que um candidato com muitos votos, ajuda a eleger candidatos de sua legenda ou coligação que tenha obtido menos votos.

 

Cálculo do quociente eleitoral

Saiba como é realizado o cálculo do quociente eleitoral para distribuição de cadeiras pelo sistema de representação proporcional.

 SAIBA MAIS : http://www.tre-pe.jus.br/eleicoes/calculo-do-quociente-eleitoral

 

Voto branco x voto nulo: saiba a diferença

Apesar de o voto no Brasil ser obrigatório, o eleitor, de acordo com a legislação vigente, é livre para escolher o seu candidato ou não escolher candidato algum. Ou seja: o cidadão é obrigado a comparecer ao local de votação, ou a justificar sua ausência, mas pode optar por votar em branco ou anular o seu voto.

Mas qual é a diferença entre o voto em branco e o voto nulo?

Voto em branco

De acordo com o Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Antes do aparecimento da urna eletrônica, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação, deixando-a em branco. Hoje em dia, para votar em branco é necessário que o eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”.

Voto nulo

O TSE considera como voto nulo aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”.

Antigamente como o voto branco era considerado válido (isto é, era contabilizado e dado para o candidato vencedor), ele era tido como um voto de conformismo, na qual o eleitor se mostrava satisfeito com o candidato que vencesse as eleições, enquanto que o voto nulo (considerado inválido pela Justiça Eleitoral) era tido como um voto de protesto contra os candidatos ou contra a classe política em geral.

Votos válidos

Atualmente, vigora no pleito eleitoral o princípio da maioria absoluta de votos válidos, conforme a Constituição Federal e a Lei das Eleições. Este princípio considera apenas os votos válidos, que são os votos nominais e os de legenda, para os cálculos eleitorais, desconsiderando os votos em branco e os nulos.

A contagem dos votos de uma eleição está prevista na Constituição Federal de 1988 que diz: “é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os brancos e os nulos”.

Ou seja, os votos em branco e os nulos simplesmente não são contados. Por isso, apesar do mito, mesmo quando mais da metade dos votos forem nulos, não é possível cancelar uma eleição.

Como é possível notar, os votos nulos e brancos acabam constituindo apenas um direito de manifestação de descontentamento do eleitor, não tendo qualquer outra serventia para o pleito eleitoral, do ponto de vista das eleições majoritárias (eleições para presidente, governador e senador), em que o eleito é o candidato que obtiver a maioria simples (o maior número dos votos apurados) ou absoluta dos votos (mais da metade dos votos apurados, excluídos os votos em branco e os nulos).

Com informações do TSE 

 

Quais são as propostas em debate para as mudanças no sistema eleitoral?

1) Voto majoritário

Abole o cálculo proporcional para preenchimento das vagas no Legislativo. Os candidatos mais votados seriam eleitos, independente do número de votos de seu partido.

2) Voto proporcional com lista fechada

No lugar de votar no candidato, o eleitor votaria no partido e este teria uma lista de candidatos numa ordem preestabelecida.

3) Voto proporcional com lista flexível

O partido tem uma lista com candidatos, mas o eleitor também pode escolher um nome. Votos da legenda vão para o candidato que encabeça a lista.

4) Voto em dois turnos

No primeiro turno, o eleitor vota no partido e será definido quantos parlamentares cada legenda terá. No segundo turno, o eleitor vota no candidato, para definir quais deles ocuparão as vagas conquistadas por cada partido.

5) Voto distrital

Cada estado e cidade seria dividido em diversos distritos. Em cada distrito seria eleito um único deputado

6) Voto distrital misto

Uma parte dos deputados seriam eleitos no formato de voto distrital e outra parte no formato proporcional. Na parte proporcional, a escolha poderia se dar em lista aberta, ou fechada.

7) Candidatura avulsa

Permite que um candidato possa se registrar sem estar filiado a um partido político

Fonte : http://www.ebc.com.br/noticias/politica/2013/07/como-funciona-o-sistema-eleitoral-brasileiro

Por que a Mídia é Considerada o Quarto poder :

Coronelismo, antena e voto: a apropriação política das emissoras de rádio e TV

“Mais sofisticado, sutil e ainda mais perverso”, na opinião do cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Francisco Fonseca é o “moderno” fenômeno do coronelismo eletrônico, ou seja, o uso de canais de comunicação de radiodifusão para atender a interesses políticos – prática que perdura nos tempos digitais. Suas origens estão no autoritarismo coronelista de décadas passadas e a prática política traz inúmeras semelhanças com seus modelos de concentração de propriedade. Só que, em vez do poder sobre as terras, o controle agora também alcança as ondas do rádio e da TV.

No início da década de 1980, um repórter da Rádio Rural, de Concórdia (SC), abria espaço para o depoimento do ex-senador Atílio Fontana: “Senador, o microfone é todo seu”. O senador, ciente de suas propriedades, disse a quem quisesse ouvir: “Não só o microfone, meu rapaz, mas a rádio toda”. Este episódio foi narrado em matéria do Jornal do Brasil que, naquela época, já denunciava o uso eleitoreiro de 104 estações de rádio e televisão, espalhadas por 16 estados, de propriedade de deputados, governadores, senadores ou ministros.

 

 

O impacto desta prática nos processos eleitorais e na configuração das representações das instituições também é significativo. O rádio e, principalmente, a televisão continuam sendo os meios de comunicação de massa de maior alcance na população. A última PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) mostrou que 97,2% das residências possuem pelo menos um aparelho de televisão e 75,7%, um de rádio.

A esses meios de comunicação cabe o papel de dar expressão às demandas e à diversidade da sociedade em todos os seus aspectos, mas também de fiscalizar os poderes públicos e a iniciativa privada. É também por meio de uma mídia livre que se estabelece a ligação e o controle entre representantes e representados, como princípio fundamental para o ambiente democrático. Por isso, a Constituição Federal garante o direito de acesso à informação aos cidadãos e, em conjunto, a liberdade de imprensa.

Num quadro em que um meio de comunicação de massa, que deveria cumprir uma função pública, é controlado por um político, que pode influenciar sua linha editorial, a autonomia e independência deste veículo para exercer o controle sobre o poder público estão totalmente comprometidas. Ao mesmo tempo, o proprietário do veículo passa a ter o poder de filtrar e restringir informações e conteúdos a serem divulgados, na medida de seus interesses e de seus correligionários, numa prática de autopromoção.

Fica caracterizado, assim, um claro desequilíbrio nos princípios de igualdade dos processos eleitorais, numa situação que pode configurar até mesmo a violação de eleições livres, com candidatos e partidos em condições totalmente desiguais de disputa.

Compreendendo o risco para a democracia brasileira do controle de serviços públicos, como a radiodifusão, por políticos, a Constituição Federal, em seu artigo 54, proíbe que deputados e senadores sejam proprietários ou diretores de empresas concessionárias de serviço público ou exerçam cargo ou emprego remunerado nesses espaços privados. A medida vem sendo respeitada para diversos serviços, mas segue ignorada no caso do rádio e da televisão (como veremos nas demais reportagens desta série).

* Carlos Gustavo Yoda é jornalista e integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social..

Fonte : http://foracoroneisdamidia.com.br/?p=133