2 ° Ano – Desigualdade de Gênero e Homofobia .

Publicado: junho 29, 2017 em Uncategorized

Desigualdade de gênero no mercado de trabalho persiste, diz ONU

Roosewelt Pinheiro / Arquivo Agência Brasil

Estudo mostra que 50% das mulheres com idade para trabalhar estão no mercado

O relatório Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as economias para realizar os direitos, divulgado hoje (27) pela ONU [Organização das Nações Unidas] Mulheres, mostra que no mundo, em média, os salários das mulheres são 24% inferiores aos dos homens. “As mulheres continuam recebendo em todo o mundo um salário diferente pelo mesmo tipo de trabalho e têm menores probabilidades que os homens de receber uma pensão, o que resulta em grandes desigualdades em termos de recursos recebidos ao longo da vida”, informa o documento.

O estudo mostra que 50% das mulheres com idade para trabalhar fazem parte da população ativa. No caso dos homens, o índice é 77%. A pesquisa revela que em todas as regiões do mundo as mulheres fazem quase duas vezes e meia mais trabalho doméstico e de cuidados de outras pessoas não remunerados que os homens. Segundo a ONU, as mulheres são responsáveis por uma carga excessiva de trabalho doméstico não remunerado referente aos cuidados com filhos, com pessoas idosas e doentes e com a administração do lar.

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Para a organização, o período atual representa um tempo de riquezas sem precedentes mas, apesar disso, as mulheres ainda ocupam os empregos com menores remunerações e menos qualificados e continuam a viver em condições mais precárias de saúde, acesso à água e saneamento.  O documento informa que frequentemente os direitos econômicos e sociais das mulheres são limitados porque elas vivem em um mundo machista e com práticas discriminatórias.“Os recursos públicos não estão indo para a direção onde são mais necessários: por exemplo, para a água potável e saneamento, cobertura de saúde com qualidade e serviços decentes de cuidados de crianças e idosos. Onde não há serviços públicos, o déficit recai sobre mulheres e meninas”, disse, em nota, a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

O relatório reconhece que houve avanços desde 1995, quando foi realizada a 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, em Pequim. O número de meninas na escola e de mulheres que fazem trabalhos remunerados aumentou e a luta contra a violência doméstica entrou na agenda política. “Esse avanços demonstram que é possível reduzir as desigualdades de gênero por meio da atuação pública”, diz o texto.

 

A pesquisa recomenda dez prioridades para a ação pública com o objetivo de diminuir a desigualdade. Ressalta, ainda, que as políticas econômicas e sociais devem trabalhar em conjunto. Entre as recomendações estão a geração de trabalho decente e a redução da disparidade salarial entre homens e mulheres, o fortalecimento dos mecanismos de proteção social ao longo da vida, a redução e a redistribuição do trabalho doméstico e o investimento em serviços sociais com foco nas mulheres.

O Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016 é publicado no momento em que, para comemorar os 20 anos da Plataforma de Ação de Pequim, a ONU Mulheres propôs aos países uma avaliação dos avanços alcançados com a implementação do documento. O processo recebeu a denominação de Pequim+20.

Considerado o projeto mais abrangente sobre o tema, a plataforma foi adotada por 189 governos e indica medidas relacionadas a 12 áreas temáticas para que os países avancem na busca pela igualdade de gênero.

Em 1991, 82% das famílias brasileiras eram chefiadas por homens. As mulheres eram responsáveis por apenas 18% do total

Fonte : http://www.ebc.com.br/cidadania/2015/04/desigualdade-de-genero-no-mercado-de-trabalho-persiste-diz-onu

A desigualdade de gênero na política continua alarmante.

Nas eleições municipais de 2016 as mulheres representaram 32% do total de candidaturas e se elegeram para 13,35% dos cargos em disputa. Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada pelo IBGE em 2013, apontam que as mulheres correspondem a 51,4% da população brasileira. A desigualdade de gênero na política institucional do país segue, portanto, alarmante.

Os dados das últimas eleições pouco diferem do pleito municipal anterior, realizado em 2012. Na ocasião, as mulheres corresponderam a 31,25% das candidaturas e a 13,2% dos cargos eletivos ocupados. O cenário nacional repete as médias municipais. Enquanto a quantidade de candidatas passou de 20% para 30% de 2010 para 2014, o número de mulheres eleitas oscilou de 12% para 11%.

Para Adriana Mota, socióloga e diretora da VEDA Consultoria em Projetos Sociais, a lacuna na representação feminina tem origem nas próprias práticas do fazer político. “Os partidos não possuem políticas internas que promovam a participação, não há mulheres em cargos diretivos dos partidos, com exceção das Secretarias para Mulheres. O estímulo para mais mulheres participarem vem das próprias mulheres, raramente dos homens”, explica.

A mais recente alteração significativa na média de representação política das mulheres no âmbito municipal ocorreu entre as eleições de 2008 e 2012, quando as candidaturas femininas aumentaram de 21,5% para 31,25%. O salto, no entanto, não foi acompanhado pelo número de candidatas eleitas, que passou de 12% para 13,2%.

O crescimento do número de candidatas se explica em parte pela Mini-Reforma Eleitoral de 2009 (Lei nº 12.034), que alterou o texto da Lei das Eleições (Lei nº 9504/1997). O texto original abordava as cotas para mulheres como facultativas, afirmando que o partido e/ou coligação deveria reservar no mínimo 30 e no máximo 70% de suas candidaturas para cada gênero. A alteração realizada em 2009 tornou o preenchimento de no mínimo 30% das candidaturas por um gênero obrigatório para todos os partidos a partir das eleições de 2010.

As eleições seguintes, no entanto, incluíram outros fatores capazes de justificar o aumento da participação das mulheres na política. O maior deles foi a eleição da presidenta Dilma Rousseff, primeira mulher eleita para o cargo no Brasil.

Apesar da reeleição em 2014, o “fenômeno Dilma Rousseff” não voltou a refletir em uma maior representação das mulheres nos cargos políticos. Para Adriana Mota, a manutenção dos percentuais entre 2012 e 2016 está inserida dentro de um contexto político mais amplo, com o recrudescimento da democracia, a criminalização da política e o sentimento de apatia pulverizado pela sociedade, desmotivando o crescimento das mulheres no campo.

COTA DE VAGAS

A Mini-Reforma de 2009 assegurou direitos nas candidaturas para mulheres, mas não há legislação a respeito da ocupação dos cargos eletivos. A Câmara dos Deputados rejeitou, em 2015, projeto de lei que propunha a criação de reserva de 10% das vagas eletivas para candidatas. Os percentuais de mulheres eleitas variam entre 10% e 13%. A lei asseguraria, portanto, espaços já ocupados.

De acordo com Adriana Mota, a legislação é essencial para garantir que não haja retrocesso na representação das mulheres. “Podemos investir em políticas educacionais que incentivem a participação das meninas, jovens mulheres, coletivos estudantis, movimentos culturais, mas precisamos conquistar esta mudança de lei. Sem mudar a lei, temos a possibilidade de ampliar a participação, mas também há a possibilidade de retrocesso”, avalia.

Para além dos números, a equidade de gênero pede também mudanças na concepção da política – enquanto ela for concebida como um jogo de poderes dos homens, em que as mulheres desempenham função decorativa, não haverá igualdade.

A socióloga Adriana Mota destaca como principal avanço recente a eleição, no último pleito, de candidatas declaradamente feministas, com pautas voltadas para os direitos das mulheres. As vereadoras mais votadas em Belo Horizonte (MG) e Niterói (RJ) foram, respectivamente, Áurea Carolina (PSOL) e Talíria Petrone (PSOL), candidatas com discursos afinados sobre uma agenda de políticas públicas para mulheres, acontecimento pioneiro na história brasileira.

DIVERSIDADE

A disparidade de representação se repete na análise de cor e raça. O percentual de brancos pode chegar em até 80%, como no caso dos deputados federais eleitos em 2014. A categoria “outros”, que une as definições de pele amarela, indígena e preta, corresponde a uma média de 10% das candidaturas municipais e nacionais, ocupando entre 3% e 6% dos cargos eletivos.

A população parda é a segunda com maior representação, depois da branca. Os pardos corresponderam a 39% das candidaturas e a 36% dos cargos eleitos em 2016.

Nossa representação na política institucional tem também recorte de idade. Pessoas com mais de 40 anos representaram 66,5% dos candidatos eleitos na última disputa eleitoral.

Fonte : http://claudia.abril.com.br/noticias/mulheres-cargos-politicos-candidatas-eleitas-diversidade/

HOMOFOBIA

Homofobia é o termo utilizado para designar uma espécie de medo irracional diante da homossexualidade ou da pessoa homossexual, colocando este em posição de inferioridade e utilizando-se, muitas vezes, para isso, de violência física e/ou verbal.

A palavra homofobia significa a repulsa ou o preconceito contra a homossexualidade e/ou o homossexual. Esse termo teria sido utilizado pela primeira vez nos Estados Unidos em meados dos anos 70 e, a partir dos anos 90, teria sido difundido ao redor do mundo.  A palavra fobia denomina uma espécie de “medo irracional”, e o fato de ter sido empregada nesse sentido é motivo de discussão ainda entre alguns teóricos com relação ao emprego do termo. Assim, entende-se que não se deve resumir o conceito a esse significado.

Podemos entender a homofobia, assim como as outras formas de preconceito, como uma atitude de colocar a outra pessoa, no caso, o homossexual, na condição de inferioridade, de anormalidade, baseada no domínio da lógica heteronormativa, ou seja, da heterossexualidade como padrão, norma. A homofobia é a expressão do que podemos chamar de hierarquização das sexualidades. Todavia, deve-se compreender a legitimidade da forma homossexual de expressão da sexualidade humana.

No decorrer da história, inúmeras denominações foram usadas para identificar a homossexualidade, refletindo o caráter preconceituoso das sociedades que cunharam determinados termos, como: pecado mortal, perversão sexual, aberração.

Outro componente da homofobia é a projeção. Para a psicologia, a projeção é um mecanismo de defesa dos seres humanos, que coloca tudo aquilo que ameaça o ser humano como sendo algo externo a ele. Assim, o mal é sempre algo que está fora do sujeito e ainda, diferente daqueles com os quais se identifica. Por exemplo, por muitos anos, acreditou-se que a AIDS era uma doença que contaminava exclusivamente homossexuais. Dessa forma, o “aidético” era aquele que tinha relações homossexuais. Assim, as pessoas podiam se sentir protegidas, uma vez que o mal da AIDS não chegaria até elas (heterossexuais). A questão da AIDS é pouco discutida, mantendo confusões como essa em vigor e sustentando ideias infundadas. Algumas pesquisas apontam ainda para o medo que o homofóbico tem de se sentir atraído por alguém do mesmo sexo. Nesse sentido, o desejo é projetado para fora e rejeitado, a partir de ações homofóbicas.

Assim, podemos entender a complexidade do fenômeno da homofobia que compreende desde as conhecidas “piadas” para ridicularizar até ações como violência e assassinato. A homofobia implica ainda numa visão patológica da homossexualidade, submetida a olhares clínicos, terapias e tentativas de “cura”.

A questão não se resume aos indivíduos homossexuais, ou seja, a homofobia compreende também questões da esfera pública, como a luta por direitos. Muitos comportamentos homofóbicos surgem justamente do medo da equivalência de direitos entre homo e heterossexuais, uma vez que isso significa, de certa maneira, o desaparecimento da hierarquia sexual estabelecida, como discutimos.

Podemos entender então que a homofobia compreende duas dimensões fundamentais: de um lado a questão afetiva, de uma rejeição ao homossexual; de outro, a dimensão cultural que destaca a questão cognitiva, onde o objeto do preconceito é a homossexualidade como fenômeno, e não o homossexual enquanto indivíduo.

Em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legalidade da união estável entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. A decisão retomou discussões acerca dos direitos da homossexualidade, além de colocar a questão da homofobia em pauta.

Apesar das conquistas no campo dos direitos, a homossexualidade ainda enfrenta preconceitos. O reconhecimento legal da união homoafetiva não foi capaz de acabar com a homofobia, nem protegeu inúmeros homossexuais de serem rechaçados, muitas vezes de forma violenta.

fonte : http://brasilescola.uol.com.br/psicologia/homofobia.htm

Conselho de psicologia critica discussão de ‘cura gay’

O Conselho Federal de Psicologia e o governo reagiram nesta quinta-feira à decisão do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) de colocar o chamado “projeto de cura gay” em votação no plenário da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O Projeto de Decreto Legislativo 234/11, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), anula parte do artigo 3º e todo o artigo 4º de uma resolução interna do conselho de psicologia de 1999. Esses trechos da resolução condenam a atuação de psicólogos na tentativa de “curar” homossexuais. O projeto deve ser votado na semana que vem.

JULIA DUAILIBI, Agência Estado

Os trechos da resolução aos quais se referem o projeto afirmam que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade” e “não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”. O projeto de Campos diz que a resolução do conselho de psicologia, “ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, por intermédio do questionado ato normativo, extrapolou o seu poder regulamentar”.

O conselho questionou o argumento de Campos ao dizer que os trechos da resolução qualificam a atuação do profissional e coíbem o surgimento das “terapias de reversão”, que propõem a cura da homossexualidade. “Essa resolução é um marco e representa um obstáculo concreto ao avanço das terapias de reversão”, disse a vice-presidente do conselho, Clara Goldman, para quem o tratamento “carece de justificativa científica e é eticamente inaceitável”. “Existem grupos que dizem que a orientação sexual pode ser revertida. Mas funcionam ao arrepio da resolução. No momento em que a resolução cair, não haverá mais obstáculos éticos e técnicos para o avanço dessas terapias e propostas de cura da homossexualidade.”

 

Para Gustavo Bernardes, coordenador-geral de Promoção dos Direitos da População LGBT, da Secretaria de Direitos Humanos, a supressão de trechos da resolução “abre espaço para a volta de uma questão que já está superada há muito tempo”, que seria o tratamento da homossexualidade como doença.

 

Bernardes questionou o que chama de “intromissão” do Legislativo “numa questão que é de competência do CFP” e disse discordar do argumento de Campos de que a resolução restringe a ação de psicólogos e o direito do paciente de receber orientação profissional. “Apoiamos um trabalho por parte do profissional de psicologia para que a pessoa aceite sua orientação sexual e a identidade de gênero e evite complicações, como os sofrimentos psíquicos”. Procurados, Feliciano e Campos não se manifestaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte : http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,conselho-de-psicologia-critica-discussao-de-cura-gay,1028079

 

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